3ª Sessão Ordinária - 10/02/2015
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Saúdo o sr. presidente, deputado Aldo Schneider, que preside a sessão neste momento, cumprimento todos os srs. deputados e sras. deputadas, também todos que nos acompanham neste momento. Quero cumprimentar também a nossa companheira de Jaguaruna, Suzane Lima, que foi candidata a deputada federal por esse município, companheira sempre muito empenhada pela comunidade, pelos desafios que aquela região tem à frente.
E também, deputado Maurício Eskudlark, temos informações de que no dia de amanhã vamos falar sobre o tema do leite. O governo federal está anunciando a compra de leite estocado, especialmente das nossas pequenas cooperativas. E também, junto com esse anúncio, o Ministério do Movimento Social, o Ministério do Movimento Agrário e a Conab - Companhia Nacional de Abastecimento -, vão cobrar juntos da Secretária de Educação do Estado para que compre o leite, de forma extraordinária, neste momento, para a alimentação escolar. Amanhã vamos tratar sobre este tema e trazendo mais informações sobre esse compromisso assumido pelo governo federal.
Mas hoje quero falar sobre o tema da reforma política e também do aniversário de 35 anos do Partido dos Trabalhadores, deputado Antônio Aguiar. Foram 35 anos de caminhada, de luta, de organização, especialmente nesses últimos 12 anos em que o Partido dos Trabalhadores, junto com os seus aliados, vem governando o Brasil.
Eu me filiei, em 1985, no Partido dos Trabalhadores, primeiro partido, e tenho muito orgulho de estar hoje nesta Casa, junto com a nossa bancada, representando este nosso grande partido que mexeu a vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, de brasileiros e brasileiras.
Então, isto de fato traz para nós um momento de grandes reflexões no futuro do nosso país, dessa caminhada aos 35 anos do Partido dos Trabalhadores, sendo que 12 anos já na Presidência da República. E é verdade, sempre tivemos muito claro, que este país, o povo brasileiro foi, durante todos esses períodos da história brasileira, muito judiado, muito massacrado por uma elite que não permitia que o povo tivesse uma vida mais digna.
No ano passado, talvez um dos maiores feitos pela nossa luta, pela nossa resistência, de acabar com uma das coisas mais cruéis que este país convivia durante a sua história, com a miséria e a fome, foi o Brasil sair, segundo a ONU, do mapa internacional do país da fome.
Então, é um grande orgulho podermos comemorar essa caminhada, um partido que contribui muito para que vários filhos de trabalhadores e trabalhadoras, agricultores, agricultoras, filhos de operários virem doutores.
Um partido que sempre lutou pelo emprego, pelo trabalho e agora, com o desemprego do nosso país. Nós comemoramos o momento da nossa agricultura, participamos de vários eventos este ano, como o CDA da Alfa, em Chapecó, o Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, dias atrás, um momento de grande animação e de grandes transformações e investimentos na agricultura, na pecuária e no chamado agronegócio brasileiro.
Eu, que há mais de 20 anos atuei no movimento sindical e na luta dos agricultores familiares do nosso estado, do sul do Brasil e do Brasil, posso dizer, com muito orgulho, que nunca na história brasileira os agricultores tiveram tanto respeito, tanta valorização e tantos investimentos como hoje.
Então, olhando para essa história e para a cultura, para a educação, para a criação das universidades, das escolas técnicas, para o apoio aos estados, aos municípios na área da educação, como creches e tantos investimentos, com certeza podemos dizer que o Brasil é outro.
O tema da partilha do petróleo, o tema do pré-sal, talvez hoje, no momento atual, seja o tema com o maior impacto nacional e internacional da decisão do nosso governo de não entregar o nosso patrimônio, especialmente o petróleo, à mão das multinacionais, ao capital nacional e internacional.
Que o estado, que o povo brasileiro, que o governo continue cuidando do petróleo, que o povo brasileiro diz que o petróleo é nosso, que as riquezas do Brasil são do povo brasileiro.
Este talvez seja o maior impacto. Os americanos foram para o Iraque e mataram Sadam Hussein com a justificativa de cuidar do povo iraquiano, mas na verdade não era este o objetivo, pois o povo iraquiano continua abandonado nos dias de hoje, o objetivo era o petróleo.
Esta mesma disputa está colocada no Brasil, não temos dúvida disso, talvez eles não precisassem aqui trazer o armamento, os canhões, os soldados para essa disputa, pois a nossa disputa é de outra forma.
Precisamos ficar muito atentos a isso e continuar na luta que o PT puxou durante muitos e muitos anos pela não privatização da Petrobras, pela não privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, dos Correios, de manter esse patrimônio do povo brasileiro.
Vamos continuar na luta! Hoje para mim é a reforma das reformas que é a reforma política neste país. Entendemos que não há e não haverá democracia plena enquanto a iniciativa privada continuar financiando a política brasileira.
Não haverá democracia plena se não avançarmos na perspectiva de continuar criando e lutando por uma profunda reforma política neste nosso país, para que tenhamos financiamento público de campanha, para o fortalecimento dos partidos políticos, projetos nacionais, para que, de fato, haja uma representação e intervenção junto com a sociedade. A luta pela reforma agrária, a luta pela reforma tributária com distribuição de renda, com taxação das grandes fortunas, reforma da mídia brasileira no avanço da luta contra a corrupção neste nosso país.
Esses são talvez os grandes desafios que temos pela frente nestas próximas décadas para que o Brasil, que tem tido tantas conquistas como também o povo brasileiro especialmente nos últimos anos, continue caminhando com passos largos nesta perspectiva de cada vez mais construir um Brasil para todo o povo brasileiro. Esta é a grande luta do Partido dos Trabalhadores nesses 35 anos de existência e, com certeza, nos próximos 35 de vida que iremos ter.
Então, parabenizo todos os nossos petistas, mas também todos os que lutaram juntos pela democratização, pelas eleições diretas e por tantas lutas que fizemos durante a história. Trago um grande abraço ao nosso presidente Cláudio Vignatti, uma grande liderança que orgulha todo o povo catarinense pela sua caminhada, pela sua luta, pela sua história em nome da direção do nosso partido em Santa Catarina e do nosso presidente nacional, Rui Falcão.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)