3ª Sessão Extraordinária - 15/04/2015
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pelo meios de comunicação, quero cumprimentar o presidente estadual do PSDB, senador Paulo Bauer; o presidente nacional, senador Aécio Neves, e todos os peessedebistas de Santa Catarina, que até meados de junho estão articulados, primeiramente nas convenções municipais e depois na estadual.
O Jornal A Folha de S. Paulo de hoje traz as principais notícias de ontem e quero destacar um pronunciamento que o senador Aécio Neves fez chamando atenção a um aspecto importante. Não só a presidente Dilma Rousseff que era candidata, apesar de dizer que estava atenta aos atos de corrupção, empurrou-os para baixo do tapete, mas toda a estrutura governamental, inclusive a CGU - Controladoria Geral da União, que imaginamos ser um órgão público responsável por promover a transparência do governo. Quer dizer, a CGU recebeu informação do diretor presidente de uma empresa holandesa, a SBM, que teria repassado mais R$ 31 milhões em propina. Seria o retorno a estrutura partidária e que, no entanto, a Controladoria Geral da União escondeu essa informação. Agora com o vazamento de uma porção de outros fatos não conseguiram mais esconder essa informação assegurando que não só a candidata procurava esconder, mas toda a estrutura de governo que ela tinha, justamente para que se mantivesse no governo deixando claramente e usando o estado para se manter no governo. E esse poder se espalha em vários lugares, não só nos partidos, nos municípios e estados, mas ali ao redor do Palácio.
Por exemplo, como vamos acreditar no STF, o Supremo Tribunal Federal, ao olharmos os ministros que hoje o ocupam e que, em suma, vão dar a última palavra em diversas questões. Como, por exemplo, apenas para informação, existem 11 ministros e desses, seis estarão sendo indicados ou foram indicados pela presidente Dilma Rousseff, contando o último, Luiz Edson Fachin; o Roberto Barroso, já havia sido indicado antes; o Teori Zavascki; o Ricardo Lewandowski; o Luiz Fux e a Rosa Weber, esses indicados pela presidente da República. São seis e mais dois pelo presidente, o Dias Toffoli e a Carmen Lúcia. E, agora, para completar os 11 temos Gilmar Mendes, indicado em 2002 pelo saudoso presidente Fernando Henrique Cardoso; o Marco Aurélio, pelo Collor; e Celso de Mello, pelo José Sarney. Ou seja, dos 11 que vão decidir qualquer coisa polêmica, oito foram indicados ou pela presidente Dilma Rousseff ou pelo Lula. E o último, Luiz Edson Fachin, foi cabo eleitoral da presidente Dilma Rousseff em 2010.
(Passa a ler.)
"Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal o advogado Luiz Edson Fachin. Aparece em um vídeo de 2010 gravado durante o segundo turno da campanha eleitoral pedindo votos para então a candidato do PT à Presidência, Dilma Rousseff."
O vídeo de quatro minutos está no site You Tube, do canal Dilma na web ligado à campanha. Fachin fala em um auditório lotado de apoiadores de Dilma em local não descrito. Na mesa do evento estão o vice-presidente, Michel Temer; a ex-ministra, Marta Suplicy, na época ministra do PT; o ministro Aloizio Mercadante; José Eduardo Cardozo, etc. Ou seja, usou a estrutura para se eleger e esconder fatos que não poderiam ser escondidos.
Hoje o Brasil dentro dos países em desenvolvimento é o pior de todos. Na América Latina nós perdemos para todos os países. Perdemos até para a Venezuela, Equador, Bolívia, enfim o nosso desenvolvimento está negativo, menos um, talvez zero, mas ainda considerando que o crescimento populacional foi de mais de 2% do ponto de vista relativo, se alguém tem dúvida que o crescimento foi negativo, não existe. Não tem a menor dúvida.
O crescimento foi negativo justamente porque nós tivemos o crescimento populacional, tivemos os jovens que entraram no mercado de trabalho e esperavam um local para trabalhar, estudar, enfim um local para se colocar e não tem, por conta do decréscimo que nós tivemos na nossa economia. E isso tudo, sem dúvida nenhuma, foi decorrente de uma política voltada exclusivamente para se manterem no poder, usando a estrutura do estado, fazendo algumas benesses.
Não estamos criticando aqui o programa Bolsa Família, os programas sociais que são importantes e que foram iniciados pela sra. Ruth Cardoso, esposa do Fernando Henrique Cardoso; não é isso que estragou o país, foi o conjunto de erros nas correções de rumo que deveriam ter tomado durante o governo, não o fez, chegou ao ponto, inclusive cada um de vocês é prova disso, de diminuir a conta da luz. Chegaram ao ponto de dizer que a gasolina iria baixar no posto, na bomba. E, naturalmente, que isso dava aquela impressão de que esta era a presidente, esse é o governo que nós queremos, ou seja, que diminua a conta da luz, etc. Esse conjunto de desmandos é apenas mais um, mas houve através da Caixa Econômica, do BNDES, dos bancos de fomentos, enfim várias irregularidades foram cometidas por esse governo com o objetivo principal de se manter no poder e que para seduzir e enganar o povo no dia da eleição dizendo que esse era o bom.
E, agora, os fatos estão aí. E o que me preocupa é o fato de eles terem escondidos, mas me preocupa também o fato do governo criar agora, manter uma estrutura que poderá protegê-los, poderá transformá-los em anjos esses todos que praticaram esses atos em prol de manutenção de um partido no poder que, em suma, prejudicando a Nação brasileira.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)