26ª Sessão Ordinária - 10/04/2013
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. deputado Romildo Titon, presidente em exercício neste momento, sras. deputadas, srs. deputados, todos que se fazem presentes neste plenário, especialmente do meu município de Canoinhas.
Estão aqui os vereadores Paulo Glinski, líder do governo do município de Canoinhas, Neno Pangratz, que também faz parte do governo daquele município. Também está presente Neuzo dos Santos, vereador eleito a pedaladas, eleito numa bicicleta, que tem o nome popular de Genérico. Bem-vindos a este Parlamento e que se registre nos Anais desta Casa a sua presença neste momento.
Gostaria de me reportar hoje, comunidade catarinense, à energia do estado de Santa Catarina, mais precisamente à energia do planalto norte. Temos recebido muitos pedidos da comunidade pela melhora do setor de energia na nossa região.
Para isso convocamos uma importante audiência pública, para sexta-feira, às 9h30, na Câmara de Vereadores de Canoinhas, para a qual estão convidados todos os deputados, deputado Darci de Matos, deputado Silvio Dreveck, para fazermos uma discussão sobre a energia no planalto norte, uma vez que as reclamações são constantes. Temos problemas, sim, no trabalho que está sendo realizado na importante obra Canoinhas-Padanduva. São 30 quilômetros de rede elétrica, e tivemos uma paralisação devido ao Iphan.
O Instituto Iphan parece que achou umas pedras diferentes no traçado da rede de energia elétrica e paralisou as obras. Tenho certeza de que esse instituto irá liberar essa importante obra no valor de R$ 30 milhões, sendo uma obra em que a energia elétrica que sairá da subestação de Canoinhas irá para Papanduvas, atendendo também ao município de Itaiópolis e região.
Quero agradecer ao presidente da Celesc, sr. Cleverson Siewert, que estará presente na audiência pública, juntamente com sua equipe, mostrando à população a importância da energia elétrica e como se está comportando essa importante estatal em relação aos problemas do município de Canoinhas.
Nessa audiência pública esperamos contar com a presença dos prefeitos e vereadores da região, presidentes de entidades, para discutirmos esse importante segmento que é a energia para o crescimento e desenvolvimento do planalto norte.
Quero também, como já o fiz ontem, reportar-me à Ferrovia do Frango, para a qual está sendo elaborado o projeto. E queremos o traçado pelo planalto norte, porque é mais barato para a união. Esse traçado já está pronto, vai de Chapecó a Herval do Oeste, Joaçaba, presidente Romildo Titon, Caçador, Porto União, Mafra, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Corupá, Jaraguá do Sul, Joinville e porto de São Francisco do Sul.
Conclamo todos os deputados dessa importante região de Joinville para que façam seus pronunciamentos solicitando ao governo federal esse traçado que é o mais viável economicamente, pois já temos o leito da ferrovia.
Há 50 anos não se faz nenhum investimento em ferrovia em Santa Catarina, repito, há 50 anos. Temos que acordar, ver e dizer que o melhor transporte é, sim, o ferroviário.
Hoje, ainda, na importante comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Maurício Eskudlark, discutimos o roubo de cargas. Ora, temos que mudar! O nosso viés rodoviário está congestionado. O nosso viés rodoviário já está sem condições de trafegar. Temos que criar opções como navegação e ferrovia.
Em relação à ferrovia do planalto norte, quero dar conhecimento a todos os catarinenses que os 40 deputados aprovaram uma moção, elaborada por este deputado, para que a primeira rodovia seja feita no traçado que já existe, e queremos a segunda ferrovia passando por Rio do Sul direto a Itajaí. Mas a Ferrovia do Frango torna-se mais barata, se fizermos somente 70 quilômetros, de São Francisco do Sul a Itajaí. Deputado Darci de Matos, nesse importante traçado são somente 70 quilômetros.
Então, queremos beneficiar o Porto de São Francisco, queremos beneficiar a cidade de Joinville, Araquari, enfim, a região que mais cresce no Brasil, que é a região de Araquari, Joinville e também o planalto norte.
Sendo o traçado feito pelo planalto, resgata a história do Contestado, resgata a dignidade do planalto norte. Todos os municípios onde passa a estrada de ferro serão contemplados, serão beneficiados. Teremos novamente o trem funcionando em nossa região, resgatando a história do Contestado que é a mais importante do que a Guerra dos Canudos, como aqui já foi falado, por quê? Porque na Guerra dos Canudos tínhamos Euclides da Cunha que relatou para o Brasil e para o mundo no seu livro Os Sertões, criando a maior revolução do Brasil, mas não foi. A maior revolução do Brasil foi a Guerra do Contestado. Em relação a essa guerra, hoje, já temos escritores valorosos que fazem com que a Guerra do Contestado seja difundida e conhecida pelos nossos habitantes.
Além disso, como deputado autor da lei da bandeira do Contestado, quero dizer que a Guerra do Contestado foi até questão no último vestibular. Isso nos enche de orgulho. Também a região do Contestado também será beneficiada.
Era o que tínhamos a dizer, sr. presidente.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)