3ª Sessão Ordinária - 09/02/2011
O SR. DEPUTADO MAURO DE NADAL - Quero cumprimentar v.exa., sr. presidente, e cumprimentar os meus colegas deputados e deputadas estaduais. Quero plagiar o meu amigo, deputado Aldo Schneider, que disse que foi tão difícil chegar até aqui, mas difícil também é se manifestar daqui. Mas com o tempo, como dizia o meu amigo Herneus de Nadal, nós aprendemos, porque é igual a andar de bicicleta, leva-se uns tombos no início, depois a coisa começa a fluir, anda, e você passa a andar bem. E quando vê já está competindo com essa bicicleta.
Ontem, ao assomar à tribuna deste Parlamento, eu me recordei da primeira vez em que tive a oportunidade de falar em um microfone, ainda no tempo de catequese, ocasião em que a freira da nossa igreja me convidou para fazer uma homenagem ao padre. Eu sentia que a minha perna direita tremia, deputado Aldo Schneider, de tal forma que parecia que ela queria escapar para casa, enquanto que a outra, ansiosa, queria ficar para dar aquele gostinho: eu cumpri a minha tarefa, eu fiz aquilo que me foi determinado.
Também fui tomado pela emoção e até pela satisfação de estar sabendo da importância deste Parlamento, mas, acima de tudo, da responsabilidade com que cada deputado, cada deputada usa este Parlamento em prol do povo catarinense. Então, isso tudo nos dá aquela sensação de que estamos sendo importantes para o estado de Santa Catarina e temos, através dessa importante missão, que representar bem esse povo.
Eu tive a oportunidade de estar à frente do comando do pequeno município de Cunha Porã, uma cidade com 11 mil habitantes, por dois mandatos. Durante esse tempo que nós tivemos comandando aquele município pudemos vivenciar as angústias, as necessidades do nosso pequeno município e, acima de tudo, perceber o quanto é difícil verificar as obrigações que cercam as atribuições do poder público municipal.
Não é fácil atender a todas essas áreas e nós, parlamentares, temos o dever de facilitar a vida dos nossos pequenos municípios, criarmos políticas que vão ao encontro daquilo que é a sua necessidade e que facilitem o nosso prefeito, os nosso vereadores na aplicabilidade desses recursos. Vejamos, pois, que 15% que vêm da nossa receita, a administração tem a obrigatoriedade de aplicar na Saúde, 25% na Educação, em folha de pagamento, para honrar os compromissos, mas há atividades pontuais que também são anseios da população.
Os pequenos municípios, na verdade - basicamente todo o seu território corresponde ao perímetro rural -, necessitam de estradas para a manutenção, são máquinas que temos que dar condições para executar o trabalho, e isso demanda recursos significativos do cofre do município.
Então, são políticas que nós não temos, principalmente Brasília, que não tem o real Raios X daquilo que é a necessidade de nossos pequenos municípios.
Assim sendo, quero me somar ao Parlamento catarinense e a todos os colegas deputados na busca de políticas que caminhem ao encontro das necessidades dos pequenos municípios.
Eu quero, acima de tudo, agradecer aqui a receptividade que tive por parte dos nobres colegas e me colocar à disposição para que juntos possamos construir dias melhores para toda a nossa comunidade catarinense.
Muito obrigado, sr. presidente.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)