Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Aguiar

57ª Sessão Ordinária - 28/06/2011

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, sr. deputados, sras. deputadas e comunidade catarinense, gostaríamos de saudar os professores, esperando que esse impasse termine bem para a categoria dos professores e que todos tenham o seu ganho merecido.

Hoje, quero me reportar à audiência da qual participei ontem, em Joinville, com o prefeito Carlito Merss, em que foi pleiteada uma troca de um lote no bairro da comunidade Santa Helena. Fomos muito bem recebidos pelo prefeito e, portanto, queremos agradecer e dizer que, quando a comunidade pede, esses pleitos têm que ser atendidos.

Queremos dizer também da nossa luta na área da Saúde. Falamos novamente sobre as cirurgias eletivas. Vamos continuar lutando para que o nosso grande projeto Revigorar seja aprovado na Assembleia Legislativa e assim tenhamos os recursos necessários aos hospitais e também para pagar melhor os médicos para que realizem as cirurgias eletivas, uma vez que elas fazem com que a nossa comunidade continue sofrendo e tendo dificuldades. Se forem realizadas essas cirurgias, com certeza também serão desafogadas as salas de emergência, porque um paciente que passa por uma cirurgia de vesícula ou uma cirurgia de hérnia encarcerada, que seja operado normalmente, não precisa ir para a emergência. E assim por diante.

Temos certeza de que nós, na área de Saúde - e quando falamos nós estamo-nos referindo ao governador Raimundo Colombo, ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira e o secretário da Saúde, Dalmo de Oliveira -, estamos empenhados para que esse projeto dê certo. E já temos as ferramentas necessárias para dar conta desse grande projeto que é ajudar a comunidade catarinense.

Também quero me reportar ao que anda acontecendo e bater novamente na tecla dos drogados. Hoje há na Casa um projeto de lei, que se pode tornar uma indicação, no sentido da criação de centros de recuperação de drogados. E eles têm que ser realmente construídos pelo governo do estado para dar abrigo a toda essa comunidade que anseia por um tratamento.

Hoje, qual é a droga que mais afeta os brasileiros? É a maconha, a cocaína? Não! A droga que mais afeta, hoje, os lares das nossas famílias é a bebida alcoólica. É ela que inicia o caminho para as drogas. Ela é a grande vilã da história. E há até técnicos da Seleção Brasileira fazendo propaganda de bebida alcoólica. Que exemplo que temos para a nossa juventude e para as nossas famílias?

Temos certeza de que é preciso incluir três fases importantes no combate às drogas. A primeira é a da prevenção. Como é que fazemos a prevenção das drogas? Ela é feita nas escolas, criando os programas especiais para que os alunos tenham um conceito importante do que significa essa droga no seu meio. A segunda é a da repressão. Temos a polícia atacando os traficantes. Isso é segurança pública. E ela tem que fazer a sua parte mais efetivamente, prendendo os traficantes e evitando o tráfico de drogas. E a terceira etapa é a da recuperação do drogado. Essa, sim, esquecemos. E esquecemos por quê? Porque quando os detentos, por exemplo, vão para a cadeia, um entre dez sai recuperado, e os outros nove saem especializados no crime. Então, estamos criando centros de especialização em crimes. E temos que mudar.

Vejam que existe em Joinville uma unidade prisional onde de cada dez detentos nove se recuperam e um volta ao crime. Esses são exemplos que temos que ter em mente para aplicar na segurança pública. Assim como temos certeza de que é a área curativa, a área da Saúde, portanto, que tem que dar condições de recuperação aos nossos drogados.

Vejam que, do número de drogados do estado, 1/3 que fuma crack, após o uso durante cinco anos, morre, 1/3 é encaminhado para a recuperação e 1/3 não se recupera. Então, temos que, realmente, fazer uma grande campanha para que possamos ter resultados práticos na nossa comunidade.

Muitas vezes, a família coloca o drogado em clínicas especializadas, e ele fica lá por seis ou oito meses. Depois ele volta para o seu lar e vive no mesmo ambiente onde vivia anteriormente. E é claro que a contaminação e a volta às drogas fica mais fácil. Então, temos que analisar com sabedoria e com tranquilidade para que possamos, realmente, dar a condição de recuperação ao drogado.

Gostaria, ainda, no tempo que me resta, sr. presidente, de relatar o encontro que tive, ontem, em Joinville, com a vereadora Dalila Rosa Leal. Quero parabenizá-la pelo seu trabalho e dizer que vamos trabalhar juntos em muitas situações para fazer com que a população de Joinville continue sendo atendida pelo governo do estado.

Era o que tínhamos a dizer, sr. presidente.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)