Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

57ª Sessão Ordinária - 28/06/2011

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, estivemos participando do almoço da bancada do PSDB hoje, que contou com a presença do secretário Paulo Bornhausen. Como costumeiramente se faz toda semana, recebemos, junto com os pares do PSDB, algum secretário ou alguma autoridade governamental para dar explicações das suas atividades.

Confesso que entrei nesse almoço, nessa reunião, considerando-a como qualquer outra que participo semanalmente, mas no fim da reunião estava totalmente impressionado com o que ouvi, e se 30% do que ouvi acontecer, dar-me-ei, sinceramente, por feliz por ter participado desse processo.

O deputado Paulo Bornhausen, na hora da reunião, falava da sua vontade, do seu desejo de implantar na secretaria uma série de projetos. Para tanto tem percorrido o estado inteiro visando, principalmente, os futuros adultos, as nossas crianças e adolescentes de hoje, através de projetos. São projetos que visam ajudar justamente as pessoas menos favorecidas, aquelas que têm uma microempresa, que tem um, dois funcionários ou até cinco funcionários, sendo que muitos sequer têm a sua empresa e trabalham na informalidade.

São projetos de financiamento para os microempresários, de R$ 3 mil, de R$ 5 mil. São valores pequenos que significam muito para essas pessoas que trabalham e fazem o que podem para sobreviver.

São projetos de banda larga gratuita para vários pequenos municípios que não a possuem. Muitos municípios catarinenses têm internet na delegacia de polícia, na prefeitura, mais um ou dois pontos da cidade e mais nada. Existe um trabalho no sentido também de dotar essas pequenas cidades de banda larga gratuita. Inclusive, o governo federal tem um projeto macro de instituir a banda larga ao preço de R$ 35,00, dando condições às pessoas de acesso à internet.

Esse projeto que o secretário passou para nós é um projeto de acesso gratuito dessas pessoas das pequenas comunidades, de pequenos municípios. Projeto de cursos técnicos para jovens que estão no ensino médio, paralelamente a esse trabalho que eles desenvolvem, e dentro disso um acompanhamento também para que possam, ao término desse curso, ter o devido encaminhamento para o mercado de trabalho.

São projetos de incentivo aos pequenos agricultores dos municípios do interior do nosso estado, que já viram seus filhos saírem de lá. O deputado Padre Pedro Baldissera, meu querido amigo, conhece muito bem essa realidade no interior. Muitos filhos desses agricultores já vieram para a capital atrás de um futuro melhor, deixando para trás seus pais, que ficaram cuidando da pequena propriedade, num sacrifício enorme.

Existe na secretaria que Paulo Bornhausen ocupa um projeto com a intenção de fixar o homem no campo. Confesso que fiquei impressionado, não sei se foi porque ontem à noite jantei com alguns dos meus familiares e olhava muito para o meu neto, depois tiramos até uma fotografia juntos, pois fazia dias que não ficávamos juntos. Meu neto vai fazer 16 anos e está maior que eu. E depois, em casa, eu olhava aquela foto e vendo o meu neto já com quase 16 anos eu me perguntava: meu Deus do Céu, o que vai ser desse menino? O que vai ser dessa geração, dos jovens de 13, 14, 15 anos que estão numa verdadeira selva? O mundo está uma verdadeira selva. É uma competição desenfreada. O que vai ser desses jovens amanhã? Mas eu ouvi, com muito entusiasmo, o secretário falar em relação ao futuro dos jovens catarinenses. Isso me encheu de alegria.

Não posso deixar de citar aqui, sr. presidente, esse fato para os srs. deputados e dar um crédito ao secretário e toda a sua equipe, aliás, não é somente o secretário que trabalha nesse sentido, é uma equipe enorme que está trabalhando em cima de inúmeros projetos.

Meus parabéns ao secretário Paulo Bornhausen pela iniciativa da sua secretaria, pelo que vem desenvolvendo.

Sr. presidente, infelizmente, tenho somente um minuto e meio para falar, mas quero citar apenas essa fuga que tivemos, em apenas cinco meses, de praticamente 150 presidiários. Na primeira vez foram 79 presos que fugiram, agora foram 78. E nas duas ocasiões apenas dois agentes estavam cuidando desse povo todo.

Essa prisão é um verdadeiro depósito. Isso não é prisão! É um depósito de seres humanos! São pessoas que estão depositadas numa prisão com a mente desocupada o dia inteirinho, sem ter uma ocupação qualquer. Se eu estivesse preso lá, também estaria com a minha mente voltada para achar uma forma de fugir. E é o que fazem. O dia inteirinho pensando numa forma de sair, de fugir de lá. E se formos atrás de todos aqueles que têm mandado de prisão neste estado, veremos que não existirá lugar algum de prisão em Santa Catarina para abrigar toda essa gente. Não vai existir!

O que é preciso fazer é mudar essa cultura para criarmos pequenos presídios agrícolas e industriais, para acabar com esse depósito humano dentro de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)