78ª Sessão Ordinária - 10/09/2009
O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, companheiros deputados e companheiras deputadas, o que se realizou nesta Casa ontem foi a concretização do papel do Parlamento como força mediadora, missão que o povo catarinense nos delegou. Os trabalhadores, representados pelas suas centrais, e o governo do estado, com a secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação, elaboraram o projeto do salário regional, que foi enviado a esta Casa pela nossa autoridade máxima, sensível, o governador Luiz Henrique da Silveira, projeto esse que beneficiará mais de 400 mil trabalhadores, aqueles que mais necessitam.
Fez-se justiça. Esta Casa discutiu, apresentou emendas e votou a redação final. Todos foram favoráveis ao salário mínimo regional. Houve uma pequena divergência relacionada a uma emenda que entendemos ser importante, uma vez que o próprio líder do governo nesta Casa aquiesceu que as negociações contassem com a presença do Poder Executivo, podendo, inclusive, se necessário, contar com o Ministério Público e a representação federal.
Portanto, o nosso partido, o PPS, entende que isso significou um avanço. Contribuímos para isso e estamos fazendo parte dessa história, assim como os demais 39 srs. deputados.
Em nome do meu partido também quero agradecer aos presidentes das comissões e aos líderes pelo bom nível político que se estabeleceu. E agradeço pela conquista social que este estado teve pela luta dos trabalhadores e pela sensibilidade de um governador comprometido com essa causa.
É assim que se realizam as mudanças, é assim que se faz política com o "P" maiúsculo, é assim que aprendemos a admirar a política. É dessa forma que pretendemos continuar e é essa forma que entendermos ser a mais justa e a mais correta.
Lutar pela unidade, hoje, significa ser revolucionário e transformar a própria esquerda, que em certos sentidos, em determinados momentos, era vanguarda. Hoje entendemos que se deve construir o consenso. Esse consenso sempre nos ajuda a avançar na luta, que não acaba por aí. A luta vai continuar. Nós nunca podemos perder as esperanças porque as contradições de classe e a questão do papel do trabalho e do capital vão ser sempre contraditórias numa sociedade capitalista, na sociedade em que vivemos. E quiçá um dia atinjamos uma sociedade ideal.
Mas estamos melhorando, oferecendo aquilo que chamamos de oportunidades. Sabe-se que a igualdade e a perfeição não existem e que a política tem a função de oferecer oportunidade a todos, seja na educação, na saúde, no emprego, no salário ou na moradia, conquistas que consideramos humanas. E essas conquistas fazem parte dos direitos humanos com os quais o PPS se identifica.
É desta forma que trabalhamos: sem criticar, sem atacar ninguém, mas tendo propostas. A política está mudando, e hoje precisamos de pessoas que tenham ideias, e não só respostas, para enfrentar a realidade.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)