44ª Sessão Ordinária - 29/05/2007
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, nosso amigo, deputado Julio Garcia; demais integrantes da mesa, sra. deputada, srs. deputados, platéia que nos honra com a sua presença e que aqui comparece para se inteirar do nosso trabalho parlamentar, amigos telespectadores que nos têm acompanhado, estivemos em Porto Alegre na Conferência da União dos Legislativos Estaduais, por determinação da Presidência, que nos escolheu como titular para fazer parte da Unale, assim como o deputado Romildo Titon.
Quero agradecer ao sr. presidente por essa escolha e dizer que quando estive em Porto Alegre, procurei representar da melhor maneira possível este Parlamento. E as pessoas comentavam que acompanham o nosso trabalho na nossa Assembléia Legislativa, deputado Professor Grando, pois elas também estão atentas ao trabalho deste Parlamento.
Sr. presidente, o homem público ou a mulher pública que se dispõe a colocar o seu nome para concorrer a um cargo eletivo é uma pessoa que deve estar preparada para enfrentar e também rejeitar certas situações. Essa pessoa eleita pelo voto, diplomada, deve estar apta para atender aos anseios da população, daqueles que a elegeram e também para rejeitar certas situações que desonram seu nome, porque é muito difícil trabalhar, atuar como parlamentar, pois devemos recusar certas situações que colocam nosso nome na lama. E devemos responder aos pleitos, interceder, fazer indicações ao chefe do Executivo, cobrar e fiscalizar. É o nosso papel, o nosso trabalho do dia-a-dia e nós, como parlamentares, não podemos ficar omissos.
Por isso, se algum dia encontrar alguma coisa que não estiver no seu devido lugar, virei a esta tribuna para denunciar. Essa pessoa a qual estou me referindo, o parlamentar, deve estar envolvida em ajudar a população. O homem público que se dispõe a esse papel, está aqui para contribuir com a população e não para amargar a vida do povo. Ele deve trazer melhorias e qualidade de vida para que as pessoas possam alimentar-se melhor, trabalhar dignamente, morar bem, viver bem e quando estiverem em uma situação de emergência e precisarem ir a um hospital, que possam ser muito bem atendidas. E por isso existe a Cartilha dos Direitos do Paciente, lei de minha autoria, que eu vou cobrar. Além disso, as crianças e os jovens devem ter qualidade de ensino e também proteção através da Segurança Pública.
Ontem acompanhei de longe, na avenida Beira-Mar Norte, a manifestação dos estudantes. Os estudantes são nota dez! É isso mesmo! Eles devem lutar pelos seus direitos! E fiquei observando, deputado Sargento Amauri Soares, todos os policiais fazendo uma barreira, porque se eu visse algum policial batendo naqueles jovens, eu iria registrar. Mas eu não vi. Eles cuidaram da situação pacificamente porque os alunos têm direito de se manifestar. Afinal de contas, eles querem estudar e é uma obrigação nossa cobrar do poder público para que esses alunos tenham acesso e isso depende de negociação. Existem pais de família que vivem de um salário mínimo e têm que colocar o feijão na mesa, têm que comprar o material do aluno e pagar faculdade. Como é que eles podem sobreviver, meu Deus!? Não há condição! E as passagens dos ônibus estão cada vez mais caras! Mas esse é um assunto sobre o qual vou voltar a comentar, pois quero defender os alunos. Como professora defendo os alunos, defendo aqueles que têm interesse em se aperfeiçoar cada vez mais.
Sr. presidente, hoje nós tivemos nesta Casa Legislativa a presença do secretário de estado da Fazenda, sr. Sérgio Rodrigues Alves, que aqui compareceu por solicitação do brilhante deputado Décio Góes. Ouvimos atentamente sua palavra e fizemos muitos questionamentos sobre as viagens que faremos, sobre os 15 dias em que estaremos com o pé na estrada, indo aos municípios para elaborar o Orçamento Regionalizado.Também fizemos uma pergunta ao sr. secretário, já que sabemos que a coberta - e já nem digo mais cobertor - é curtinha. Perguntei se o sr. governador do estado vai atender os pleitos da população do interior e se os secretários regionais também terão recursos para desenvolver o seu trabalho.
O deputado José Natal estava presente e os demais parlamentares nos acompanharam nessa audiência pública, presidida pelo deputado Jorginho Mello. E vou voltar a falar sobre estas questões em outro momento.
Mas quero justificar a minha falta, sr. presidente, nas sessões de quarta e quinta-feiras, porque esta deputada estava em Porto Alegre, representando este Poder e participando da grande conferência da Unale - União dos Legislativos Estaduais e acompanhando a eleição da nova Presidência. O deputado Liberman Moreno deixou o cargo de presidente que passou a ser ocupado pelo deputado Alexandre Postal, do Rio Grande do Sul. Lá nós falamos muito, como o deputado que me antecedeu em primeiro lugar salientou, sobre a reforma política. Eu concordo com o deputado de nós, os parlamentares, criarmos uma frente parlamentar para discutirmos sobre a reforma política que querem aprovar dentro de 15 dias. Mas eu não acredito que será rápido assim, porque existem muitas questões sobre o voto distrital, sobre o financiamento público de campanhas e sobre a lista fechada e assim por diante, que precisam ser discutidas.
Então, seria muito importante participarmos dessa frente parlamentar para podermos dar nossas opiniões, porque na Carta de Porto Alegre nós ajudamos muito com as nossas colocações e ela será levada ao Congresso Nacional.
Muito obrigada, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)