99ª Sessão Ordinária - 27/11/2007
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, servidoras e servidores deste Poder Legislativo e demais pessoas que nos acompanham nesta sessão, especialmente o nosso conterrâneo Néri Fermino, prefeito municipal de Imbuia, acompanhado do vice-prefeito João Schwambach e do secretário da Agricultura.
Antes de iniciar o meu pronunciamento, quero informar ao deputado Joares Ponticelli que eu aceitei a troca de horário de partido porque a deputada Ada De Luca queria falar na presença das várias mulheres que estavam presentes neste plenário. A minha participação foi tão-somente aceitar a possibilidade da troca para que ela falasse naquele horário, de forma que as outras questões também foram feitas dentro de um acordo, mas sem a minha iniciativa.
Sr. presidente e srs. deputados, quero registrar que houve formatura, como falei na semana passada, na última quinta-feira, da primeira turma de sargento do novo plano de carreira. Foram 84 sargentos da Polícia Militar e 50 do Corpo de Bombeiros. Dezenas de praças e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram promovidos naquele dia, numa cerimônia bonita no centro de ensino da Polícia Militar, no bairro Trindade, nesta capital.
Estão de parabéns os 135 formandos promovidos nessa data, como também todos os familiares e organizadores, porque foi uma formatura militar, uma cerimônia militar e para um miliciano como eu, para um sargento de milícia isso é sempre motivo de alegria, de emoção e de muito orgulho. Pena que nenhum praça da primeira turma de sargentos do novo plano de carreira pôde falar nessa cerimônia militar de formatura. O plano de carreira, como os srs. deputados aqui sabem, foi arrancado das entranhas do monstro por conta da mobilização e do entendimento por parte das autoridades de que era justo. Não fosse os praças terem saído do fundo da caserna para dizer da necessidade de mudanças nas leis de promoção, as autoridades sequer teriam ficado sabendo, porque isso não viria dos setores de cúpula.
Falaram naquela formatura os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, através das notas lidas ao microfone, o secretário da Segurança Ronaldo Benedet, nosso colega, e o sr. governador Luiz Henrique da Silveira. Mas nenhum praça falou. Logo, tivemos um monólogo naquela formatura. Será que alguém pensa que eu, na condição de paraninfo, se fosse falar, iria estragar a festa, iria criticar o governador, iria ser grosseiro com alguém? Será que alguém pensaria que eu iria desrespeitar a nossa instituição, todos aqueles companheiros praças formados, os familiares que estavam lá presentes, militares ou não? Será que alguém pensaria que um praça não teria condições de ser diplomático e falar das coisas importantes para aquele momento, que era a formatura? Ou eu tenho que renunciar a minha condição de praça e mesmo a minha condição de militar da qual me orgulho, sim, para ser aceito como deputado, dentro da minha própria instituição? São perguntas que eu gostaria de um dia ter a resposta.
Quero dizer, por fim, que aceitamos o desafio do governador. Ainda antes da metade do mês os praças vão se mobilizar como categoria sem mais nenhuma misturança nessa manifestação e vamos aguardar a resposta do governo.
Estamos esperando para negociar, estamos esperando para ser ouvidos e para ouvir o governo do estado.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)