108ª Sessão Ordinária - 02/12/2010
O SR. DEPUTADO FLAVIO RAGAGNIN - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero dizer, em primeiro lugar, que estou feliz ao ver a presença assídua, neste plenário, da bancada do Partido Progressista. Instantes atrás estavam aqui cinco, sete deputados. A bancada está mostrando força de trabalho e prestígio a esta Casa.
Mas quero fazer alguns registros importantes e que entendo necessários. Na semana passada, fizemos uma visita à Conab e conversamos com a sra. Maria de Lourdes sobre a questão do abastecimento de milho da região oeste para a suinocultura e para a avicultura. Quero aqui registrar a maneira cordial e precisa com que essa senhora nos atendeu e como, principalmente, encaminhou a questão do atendimento à reivindicação. Na ocasião obtivemos a informação de que o abastecimento está sendo feito de uma forma até tímida, mas está pelo menos suprindo as principais necessidades da nossa região.
Outro registro que devo fazer é que, independentemente de quem seja o secretário da Agricultura, que poderá ser o deputado Moacir Sopelsa, como está divulgando a imprensa, o deputado Romildo Titon ou o deputado João Rodrigues, entendo que o estado estaria bem servido.
Mas quero reforçar o que foi comentado ontem, nesta Casa, sobre os recursos para a sanidade animal. Quanto tempo e como sofreram, no oeste, a suinocultura e a avicultura em função de todo o trabalho relacionado ao aparato de cuidados com a sanidade animal; quanto tempo sofremos e quantas dificuldades tivemos para conseguir o atestado de estado livre de febre aftosa sem vacinação.
Pergunto aos catarinenses: quem foi o maior responsável? Foi o agricultor, porque foi ele que apanhou, que sofreu, foi ele que teve que trabalhar em cima disso. Contudo, agora não existe ou existe muito pouco recurso para a defesa da sanidade animal e isso é muito preocupante.
Quero fazer um alerta sobre essa questão. Conversei ontem e hoje com o secretário estadual da Agricultura, Enori Barbieri e espero, inclusive, que ele faça parte, no novo governo, do comando da secretaria da Agricultura ou das suas empresas, Cidasc, Epagri, Icepa, pois é um profundo conhecedor da área.
Sr. presidente e srs. deputados, repito, os recursos para sanidade animal são parcos, há necessidade de que sejam feitos investimentos na questão digital, na questão do rastreamento e da brincagem dos animais; é preciso que se modernize essas questões juntamente com o Senar, com a Cidasc, para que o nosso agricultor não perca tempo indo. Claro que é um compromisso do agricultor, mas o estado tem que estar presente nessa questão.
Eu quero solidarizar-me também, juntamente com os deputados Moacir Sopelsa e Onofre Santo Agostini, à família enlutada do vereador de Irani, em função do falecimento de seus pais decorrente de acidente ocorrido na BR-153, no trevo de acesso ao município de Irani. Os corpos das vítimas, Nelson Jorge Lohmann e Florentina Lohmann, serão encaminhados ao IML de Concórdia.
O vereador Adelmo Lohmann, filho das vítimas, falou, nesta manhã, à reportagem da Rádio Aliança o seguinte: "Nesse local ocorreram vários acidentes. Infelizmente, hoje ocorreu com a minha família, perdi meu pai e minha mãe. É muito difícil aceitar isso", desabafou.
Deputado Moacir Sopelsa, temos acompanhado a sua insistência, com a qual faço coro, como também faço coro com o presidente da Câmara Municipal de Irani, com a sua comunidade, com a prefeita, com as autoridades constituídas de Irani e da região, à grande preocupação que existe. Foi feito um abaixo-assinado, fecharam até a rodovia, para que seja implantado um novo trevo, alguma coisa que amenize esse problema.
Por isso ontem, desta tribuna, falei sobre a Ferrovia do Frango, assunto de que iremos inteirar-nos melhor sobre o traçado, o trajeto. Precisamos ouvir as associações comerciais e industriais do alto Uruguai e do oeste de Santa Catarina; as CDLs; os prefeitos e prefeitas; as forças vivas da nossa região, pois normalmente os acidentes ocorrem devido ao pesado e intenso tráfego que existe nas rodovias. Em Concórdia, Seara, Ipumirim, Lindóia e Chapecó existem agroindústrias que demandam o escoamento de muita produção, o que gera trânsito de muitos caminhões. E é lógico que diminuindo o tráfego de carretas e caminhões, automaticamente o perigo será menor.
Por isso temos que analisar com muito vagar e cuidado para que aquela região não fique fora do traçado da Ferrovia do Frango, seja via Joaçaba, Capinzal, Piratuba, ramificando até Concórdia; seja pela BR-282, Xanxerê, Seara, Concórdia, Ipumirim.
Quando o oeste é contemplado com uma obra ficamos agradecidos. Sempre foi assim. Mesmo que a estrada não tenha acostamento, todo mundo fica contente porque ela foi implantada. Agora, essa ferrovia tem que ser muito bem estudada. E eu quero fazer um alerta para que toda a região do alto Uruguai catarinense fique atenta, porque haverá um gargalo no desenvolvimento da nossa região.
Então, era esse o alerta que gostaria de fazer às forças vivas do alto Uruguai catarinense, em parceria, naturalmente, com o deputado Moacir Sopelsa, que permanecerá nesta Casa por mais quatro anos e que representará a nossa região!
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)