Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Rogério Mendonça

39ª Sessão Ordinária - 21/05/2008

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Sr. presidente, srs. deputados e sra. deputada, eu gostaria de usar este espaço do meu partido para fazer referência à visita que fiz, no último final de semana, à cidade de Rio do Sul, deputado Jaime Pasqualini, com muito orgulho. E até comentávamos agora sobre a possibilidade de, no mês de junho, termos outro deputado do alto vale nesta Casa. Estamos, a bancada do Democratas e a bancada do PMDB, dispostos, cinco deputados, a licenciar-nos para que os suplentes possam assumir, e na ordem de suplência, o quinto suplente do Democratas é o ex-prefeito de Ituporanga, Carlos Hoegen.

Eu estou, inclusive, colocando o meu nome à disposição também para me licenciar, a pedido do presidente de meu partido, Eduardo Pinho Moreira, do governador, dos membros da nossa bancada, até porque sabemos que ninguém aqui se elegeu sozinho. Nem o deputado Herneus de Nadal, que foi o deputado mais votado da história desta Casa, não se elegeu sozinho e dependeu dos suplentes. A bancada do PP tem tomado essa iniciativa de permitir que os deputados suplentes assumam e nós haveremos também de tomar a iniciativa.

Portanto, meu amigo Jaime Pasqualini, devo licenciar-me nos meses de junho e julho, assumindo nesta Casa mais um deputado do alto vale, Carlos Hoegen.

Mas eu estava falando sobre a minha visita ao município de Rio do Sul, onde participei do aniversário da nossa Cooperativa Regional Agropecuária do Vale do Itajaí, a nossa Cravil, que foi fundada em 1971 e que fez, portanto, 37 anos nesse último fim de semana.

Eu nasci na cidade de Nova Trento, deputado Altair Lima, lá me formei como engenheiro agrônomo e fui trabalhar no alto vale do Itajaí. Trabalhei na Acaresc, em Ituporanga, no ano de 1976, e já naquela época a Cravil desempenhava, como desempenha até hoje, um papel importantíssimo para a agricultura da nossa região. Ela tem um papel importante tanto para o associado, deputado Pedro Baldissera, quanto para o não-associado, porque ela regula o setor.

Muitas vezes, nós sabemos disso, é a cooperativa, no caso a nossa Cravil e outras da região, como muitas do mesmo nível no oeste, que segura o preço mais em cima e faz com que os outros compradores se baseiem também no preço que ela estipula. Assim também acontece com os insumos, sempre o menor preço para comprar é lá na nossa cooperativa. E a Cravil tem, ao longo do tempo, desempenhado muito bem esse papel.

Mas estavam presentes lá na Cravil, deputado Jailson Lima - v.exa. não estava lá, mas mandou o seu representante, o Tarcísio, que justificou a sua ausência -, o secretário Antônio Ceron, o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, o senador Neuto De Conto, o deputado Herneus de Nadal - eu até não sei o que ele foi fazer lá, acho que estava procurando um espaço político no alto vale, talvez para se vingar do deputado Pedro Baldissera, porque tenho ido muito para o oeste e ele está indo para o alto vale do Itajaí; estava presente também o governador do estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, prestigiando a nossa empresa. Aliás, o governador esteve em Rio do Sul, na sexta-feira e no sábado, conversando com o deputado Jaime Pasqualini, que até me disse que ele tem sido também, além de um bom governador, um bom prefeito para a cidade de Rio do Sul. É verdade, ele tem feito grandes investimentos naquela cidade.

O Sr. Deputado Jailson Lima - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Já vou lhe conceder um aparte, deputado Jailson Lima, até porque v.exa. é funcionário também da Cravil. Como médico, atua na Cravil e conhece, talvez mais do que todos nós, a importância da nossa cooperativa.

Mas o sr. Harry Dorow, nosso amigo, que é o presidente, disse-nos que, em 1970, 73% da população do alto vale estava no meio rural; em 1981, 60% da população estava no meio rural; em 1991, 50%; em 2000, 42% e estima-se que hoje nós tenhamos no alto vale de 35% a 38% da população no meio rural. E no nosso alto vale nós temos 22.500 propriedades, sendo que 90% delas têm menos de 50 hectares. Portanto, predomina na nossa região o pequeno produtor, aquele que sobrevive com a sua família trabalhando em conjunto na agropecuária.

Mas o sr. Harry Dorow apresentou um dado importante também. O movimento do setor agropecuário, no ano de 2008, foi de R$ 746 milhões, deputado Jaime Pasqualini, sendo que o fumo está em primeiro lugar, com R$ 396 milhões. Em segundo lugar está a cebola, com um movimento bruto de R$ 158 milhões. Viriam, na seqüência, o leite, que ainda continua tendo importância, com R$ 74 milhões - o presidente também colocou um programa que eles estão tendo de melhoria da produtividade, da tecnologia do leite, para que se possa produzir 100 litros por hectare/ano nas propriedades do alto vale, que hoje está em torno de 60 litros por hectare/ano -; o arroz, com R$ 45 milhões; o milho com R$ 33 milhões e os suínos com R$ 40 milhões.

É importante que se diga que a Cravil, com a sua atuação em 40 municípios, não só do alto vale, como também do médio vale e da região serrana, teve um faturamento de R$ 162 milhões, gerando R$ 9,5 milhões em impostos.

Lembro-me que quando era prefeito de Ituporanga fizemos um levantamento sobre a questão do movimento econômico e a Cravil sozinha equivalia ao movimento econômico de todos os outros mercados e supermercados do município. Por que isso? Porque a Cravil, efetivamente, paga imposto de tudo que vende, de tudo que compra, mas não se pode dizer isso, infelizmente, de outras empresas.

A agricultura brasileira vive um grande momento. O Brasil hoje se coloca como um grande produtor e fornecedor de alimentos. Portanto, o cooperativismo, neste contexto, assume importância, como também a nossa Cravil. Mas não podemos esquecer-nos, neste momento de vacas gordas que estamos vivendo, dos períodos das vacas magras. A cebola foi vendida a R$ 1,00 o quilo nesta safra e os agricultores estão sorrindo por isso, mas temos que nos lembrar também da época em que eles venderam a sua produção abaixo do custo de produção, tendo prejuízo na sua atividade.

O arroz do alto vale, que este ano está com um preço bom, está a R$ 30,00, R$ 35,00 a saca, já teve um preço ruim em outras épocas. E mesmo neste ano nós tivemos alguns produtores, deputado Jailson Lima, de Mirim Doce, de Taió e de Rio do Campo, que tiveram prejuízo com a sua produção. Mil e seiscentos rizicultores do alto vale tiveram prejuízo de R$ 15 milhões, em função de um frio anormal que aconteceu no mês de janeiro e de fevereiro, no período final da floração. Então, é importante que neste momento nós nos lembremos desses períodos de vacas magras que já viveram os nossos agricultores.

Mas o que eu quero aqui é realmente falar sobre a importância da nossa Cravil, da nossa cooperativa, ao longo desses 37 anos, para muitas famílias rurais do alto vale. Mas ela precisa também continuar forte para a agricultura do alto vale, que cada vez está com menos população, é verdade, dependendo da agricultura, mas com mais produtividade, com mais rendimento e também, por conseqüência, com um maior rendimento para a família rural.

O Sr. Deputado Jailson Lima - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Pois não!

O Sr. Deputado Jailson Lima - Deputado Peninha, em primeiro lugar, quero cumprimentá-lo por enaltecer a importância do setor cooperativista como um todo e pela gentileza de abrir um espaço na sua intervenção.

A Cravil e as cooperativas têm sido o esteio do desenvolvimento econômico rural catarinense. E eu, que prestei e presto trabalhos à Cravil e que não pude estar no aniversário porque estava em viagem, quero, publicamente, aproveitar este momento para parabenizar todos os funcionários na pessoa do sr. Harry, do Miguel e do Pedro, que são os diretores da empresa, e cada associado do alto vale.

Quando se fala em dificuldades, eu digo que se não existisse o sistema cooperativista, com certeza as dificuldades dos produtores rurais teriam sido muito maiores, porque o sistema cooperativista consegue, além de distribuir renda, preços mais justos e, principalmente, a inclusão do nosso agricultor rural.

Parabéns pelo seu pronunciamento, parabéns à Cravil e a o todo sistema cooperativista catarinense.

Mas eu farei posteriormente, deputado, uma intervenção para responder aos questionamentos feitos pelo deputado Marcos Vieira, já que ele não me concedeu espaço no seu horário.

Muito obrigado!

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Obrigado pelo aparte, deputado Jailson Lima.

Mas eu gostaria também de fazer referência, srs. deputados, neste espaço do meu partido, ao VI Congresso de Engenheiros Agrônomos de que participei, na última semana, nos dias 14, 15 e 16, em Florianópolis.

Eu participei como engenheiro agrônomo, representante da categoria, e quero parabenizar a comissão organizadora: o engenheiro agrônomo Silvio Tadeu de Menezes, que foi o coordenador desse congresso; o engenheiro agrônomo Jorge Dotti Cesa, que é o presidente do Seagro/SC; o engenheiro agrônomo Ari Neumann, presidente da Aeasc, e todos aqueles que se envolveram na organização desse evento.

Foram realizadas palestras acerca de diversos temas, como, por exemplo, o cenário do mercado agrícola brasileiro, as perspectivas da produção orgânica, hoje, no modelo agrícola catarinense e as mudanças climáticas que têm afetado tanto a produção. Eu participei de uma mesa redonda, juntamente com o deputado federal Valdir Colatto, com o sr. Edson Fronza, vereador do PT em Rio do Sul, e com o prefeito de Sombrio, José Milton Scheffer.

No painel de que participamos foi discutido também o papel do engenheiro agrônomo na política, estimulando os profissionais da agronomia no sentido de se envolverem nesse processo, porque hoje a sociedade, de modo geral, vê o lado político como pernicioso, algo ruim, deputado Jaime Pasqualini. Por isso que se as pessoas de bem, as pessoas com conhecimento, as pessoas com capacidade não participarem, evidentemente pouco restará. Então, temos que participar e para isso estamos estimulando os nossos colegas engenheiros agrônomos que participem como candidatos a vereador, a prefeito, que se envolvam e dêem a sua contribuição à sociedade brasileira, à sociedade catarinense, que precisa também dos profissionais de agronomia na política.

Na quinta-feira também tive a oportunidade de participar da solenidade alusiva aos 25 anos do nosso Sindicato de Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina, ocasião em que foram homenageados diversos engenheiros agrônomos e entidades. E uma homenagem que me sensibilizou, que me emocionou nesse jubileu de prata da Aeasc foi aquela feita ao engenheiro agrônomo Ubiratan Latino de Campos, que já morreu, mas que foi o primeiro presidente e um dos grandes responsáveis pela criação do nosso sindicato. Lá estava sua esposa Valmíria, seus filhos Alexandre e Marcelo recebendo a homenagem pelo seu pai, a quem conheci muito bem. Aliás, fui fazer Agronomia estimulado, incentivado por ele, que tem um grau de parentesco comigo.

Portanto, foi uma solenidade muito bonita da qual participei com muito orgulho, na condição de engenheiro agrônomo.

Gostaria também de aproveitar o espaço do meu partido para fazer referência à solenidade para a qual fomos convidado. E quero convidar todos os deputados, independentemente de partido político, para participarem da solenidade de assinatura da medida provisória do Prêmio Jubilar, destinado à melhoria dos proventos dos servidores aposentados da secretaria da Educação de Santa Catarina e da Fundação Catarinense de Educação Especial.

Hoje, o governador Luiz Henrique da Silveira, lá do auditório da secretaria da Administração, estará assinando o Prêmio Jubilar, para também melhorar as condições de salário dos profissionais da educação aposentados.

Quando foi encaminhado o projeto do Plano Educar para esta Casa, o governador já havia assumido esse compromisso. A bancada do PMDB também cobrou, juntamente com deputados de outras bancadas, é verdade, uma ação imediata nesse sentido, para que não nos esquecêssemos daqueles que já cumpriram a sua parte e que hoje estão aposentados.

Portanto, quero convidar todos para que participem dessa solenidade.

Quero fazer referência também a algumas colocações que o deputado Silvio Dreveck fez com relação ao governo do estado de Santa Catarina, com relação às obras, às suas realizações.

Em todo o estado de Santa Catarina, principalmente na questão da infra-estrutura, nós vemos obras em todos os municípios. O que antes era uma constante somente nos grandes municípios, hoje nós estamos vendo em todos os pequenos municípios.

Falou-se das pavimentações asfálticas. A verdade é que no alto vale, quando Luiz Henrique assumiu, havia cinco municípios sem pavimentação nos seus acessos. Ao terminar o seu governo, todos os acessos aos municípios estarão pavimentados. Agora em julho, deputado Jaime Pasqualini, nós vamos inaugurar a pavimentação asfáltica do acesso a Leoberto Leal; em junho vamos inaugurar mais uma parte do Chapadão do Lageado; já inauguramos Victor Meireles, José Boiteux e vamos inaugurar também Mirim Doce.

Mas não é só na infra-estrutura, não! Lá na região de Ituporanga, para dar um exemplo da secretaria Regional de Ituporanga, todas as escolas receberam melhorias, ginásio de esportes para estudantes, melhoria nos laboratórios de informática. No alto vale praticamente todas as escolas receberam melhorias. A Educação tem recebido recursos como nunca na história de Santa Catarina.

E a Saúde? Na Saúde da mesma forma. Só para citar as UTI's, em Ituporanga, uma cidade pequena, está sendo concluída e vamos inaugurar a UTI do Hospital Bom Jesus. O deputado Jailson Lima esteve lá conosco quando o governador assinou a ordem. A UTI do Hospital Regional também teve ampliação de leitos e vamos ter uma UTI em Ibirama, no Hospital Miguel Couto, porque há um compromisso nessa direção. Isso sem contarmos os postos de saúde e investimentos na região, o apoio ao Hospital Regional, ao Hospital Sâmara, o hospital de Trombudo Central, e a tantos outros hospitais.

Estivemos recentemente no hospital de Taió assinando um convênio de R$ 350 mil para fazer o centro cirúrgico. Foi um pedido meu e de outras lideranças. Lembro que um dia eu estava em Ituporanga e vi um monte de carros e ambulâncias de Taió. Então perguntei para o dr. Léo César ésar, médico de Ituporanga, por que havia tanta gente de Taió, de Rio do Campo e daquela região, e ele disse que em Taió não havia centro cirúrgico. Não havia um centro cirúrgico, mas agora, com o convênio, passa a ter!

E nós poderíamos falar da Segurança. Nunca se investiu tanto na Segurança! O que se está construindo de presídios, o que está sendo investido na ampliação do número de policiais militares e civis, enfim, é um governo que age em todas as frentes, na Educação, na Saúde, na Segurança, na Infra-Estrutura. É um governo diferenciado.

Eu tenho certeza, deputado Herneus de Nadal, líder do governo, de que Luiz Henrique, ao final dos oito anos, estará inserido na história de Santa Catarina como um dos melhores governadores que este estado já teve. O reconhecimento já existe, aliás, já existiu, prova disso é que ele foi reeleito, foi o primeiro governador reeleito da história de Santa Catarina, um governador que já fez muito e que, com certeza, ainda fará muito mais até o final do seu mandato.

Eu tenho um orgulho muito grande de ser do partido do governador, de ser da base de apoio a e esse governador que tanto está fazendo e ainda fará pelo estado de Santa Catarina. É um orgulho para nós, catarinenses!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)