56ª Sessão Ordinária - 10/07/2008
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, catarinenses que nos prestigiam pela TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, venho à tribuna para fazer uma reflexão sobre a história desse livro que, volto a repetir, já está extremamente enfadonha aqui nesta Casa. Nós temos muitos assuntos importantes para tratar sobre a questão administrativa de Santa Catarina, acho que deveríamos pegar um norte e esquecer isso aqui.
A deputada Odete de Jesus acabou de sair do plenário, mas eu tenho que dizer que ela esqueceu de citar uma figurinha carimbada que está naquela revista, que é o ex-Lulinha light paz e amor que também está naquela revista fazendo o seu comercialzinho da cidade de Blumenau e tantos outros.
E quero reiterar aqui o que disse no passado, que alguns deputados que saíram no Diário Catarinense e também foram favorecidos nas suas campanhas com recursos que até hoje não se sabe, devem ser escusos, porque muita gente foi presa e saíram os beneficiados. Isso é que deveria ser apurado com muita coragem por parte dos srs. parlamentares aqui nesta Casa. Essa situação realmente está ficando chata demais.
Eu quero falar, e também queria que os srs. deputados falassem, do que realmente o governo de Santa Catarina já fez e está fazendo por este estado, porque é isso que interessa a nós deputados, é isso que interessa à sociedade de Santa Catarina, que cada vez mais espera uma qualidade de vida e esta qualidade de vida quem tem a responsabilidade de dar somos nós, homens públicos, seja através do Legislativo, através de leis de nossa autoria ou através de análise de leis de autoria do Executivo. Essa é a nossa função.
Há alguns tópicos que realmente devemos levantar em nível nacional. As questões em nível nacional devem ser tratadas aqui também, porque interessa a toda Santa Catarina e é o caso da preocupação, tenho certeza, da maioria dos srs. deputados, o disparo da inflação que se está mostrando neste país.
Isso é competência nossa. Não querendo falar mal do governo federal, diretamente, mas fazer um alerta no sentido de haver precaução, ou seja, o que nós devemos realmente fazer para não deixar acabar aquele trabalho que já foi feito. E não interessa quais os governos que passaram, que tentaram resgatar uma qualidade de vida melhor para dar à sociedade do Brasil, com uma economia para o menor mesmo, pois só quem é prejudicado com a questão da inflação é o assalariado. Ele é o grande prejudicado, porque nós damos e somos o país do jeitinho, o qual só pode dar, realmente, quem tem alguém, quem tem um suporte para ajudar.
Srs. deputados, a maioria das famílias do Brasil não têm aquele suporte, aquele ombro realmente para ajudar e vivem na miséria, necessitando que o governo bata firme no combate à inflação, no combate à sonegação, que continue realmente colocando na cadeia todos aqueles que no passado usurparam este país com dinheiro que não era deles, do dinheiro do assalariado, daquele que trabalha realmente com denodo todos os dias. E que se por uma infelicidade qualquer necessitar faltar ao trabalho, ele é penalizado e muitas vezes, perde o seu emprego.
São para estas causas que nós, deputados, temos que estar atentos aqui nesta Casa, para darmos condições à sociedade de Santa Catarina, especialmente esta a que nós nos propusemos, quando fomos às ruas pedir votos para o governador Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan e para nós mesmos. Esses são os assuntos que devem ser discutidos aqui desta tribuna diariamente.
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Pois não!
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Deputado José Natal, agradeço a gentileza do aparte.
Acho que o rumo, e o que nós temos que discutir são questões pertinentes e não alguns esboços da extorsão.
Mas, eu quero aqui, aproveitando a sua gentileza, responder ao deputado Reno Caramori. Deputado Reno Caramori, v.exa. que está aqui batendo um papo com o deputado Antônio Aguiar, quero dizer que tenho o maior respeito por v.exa., lá de Caçador. Só que v.exa. se referiu a outro deputado que ocupou a tribuna e não à minha pessoa, porque na minha fala, em momento algum, falei que o povo tem memória curta. Então, deve ter sido algum outro deputado, mas v.exa. se enganou e citou o meu nome. E eu também não me referi em momento algum à revista, mas ao livro de ficção que, na verdade, é um esboço da extorsão. Eu não me referi a revista alguma.
Quero dizer também que quando se fala em bola de cristal, o deputado vidente ficou por 60 dias aqui e já não está mais, porque a bola de cristal era do deputado que tinha uma capacidade muito grande de ser vidente, dizendo que eu consegui, inclusive, narrar fotos.
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Já foi colocado aqui ontem, que nós estamos vivenciando no nosso país as eleições municipais e que esta condição na qual a Assembléia Legislativa já está há mais de 40 dias, não tem contribuído com nada para a sociedade de Santa Catarina, pois o Parlamento desta Casa não tem discutido, aqui em plenário, assuntos realmente de interesse da sociedade catarinense.
Nós, os deputados desta Casa, fazemos diariamente o nosso trabalho nas comissões e com muita responsabilidade, pois lá é que são discutidos os grandes projetos de interesse da sociedade de Santa Catarina. Mas, muitas vezes, ele fica morto após a nossa discussão nas comissões, que é realmente o lugar de discussão de projetos, pois não trazemos aqui para o plenário o que deveríamos realmente trazer depois de realizada a etapa de aprovação, rejeição ou baixa de diligência para informação. E nós temos feito pouco isso desta tribuna.
Então, a minha sugestão é para que nós, realmente, a partir da semana que vem, esqueçamos essa porcaria que foi colocada, pois cada um tem uma versão do jeito que pretende politicamente. E nós não temos contribuído nessas últimas semanas em nada para Santa Catarina com uma discussão que vejo como inócua, porque já está na esfera judicial para ser resolvida. E após a conclusão na esfera judicial - já que num primeiro momento trouxeram a situação à tona -, no momento seguinte da conclusão de apuração pela Justiça, aí podem vir nesta tribuna dar o seu parecer e dizer quem tinha ou não tinha razão.
Reitero que não está mais nos meus planos discutir esse assunto, porque entendo, pelo que foi colocado, que não é pertinente, que não tem credibilidade. E se não tem credibilidade, por que estamos tentando dar visibilidade? É, sim, sem sombra de dúvida, por interesse político-partidário.
Eu quero aqui dizer com muito orgulho, com muita alegria que o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique e o vice-governador Leonel Pavan, assim que assumiram o governo no mandato passado, fizeram grandes obras em São José, na minha cidade. E está lá à disposição da sociedade josefense, da região da Grande Florianópolis e de Santa Catarina, o Centro Multiuso de São José, local que muitos artistas de Santa Catarina e muitos palestrantes têm utilizado em favor da sociedade. Essa é uma obra que tem que ser registrada aqui nesta Casa.
Tenho convicção de que o governador, o prefeito do meu município, Fernando Elias e a sociedade de São José têm lutado e envidado todos os esforços para a conclusão da pavimentação asfáltica da SC-407, que é uma reivindicação antiga de toda a região da Grande Florianópolis que se desloca a São Pedro de Alcântara e Angelina.
Os colégios da minha cidade, do meu município estavam totalmente em pandarecos, deixados pelo governo passado. Darei como exemplo, o estado no passado do maior colégio de Barreiros, o Colégio Estadual Vanderlei Júnior, onde o governador esteve e o colocou à disposição das pessoas, das crianças, dos filhos de São José que queriam estudar e não tinham as salas de aula decentes que temos hoje.
Nós temos visto e a imprensa tem divulgado o desenvolvimento no IDH de Santa Catarina que, graças a Deus, ao esforço de todos os deputados e do governo de Santa Catarina tem melhorado bastante. Enfim, nós temos muitas situações para falar, como a educação do nosso estado, e já foi publicada em nível nacional...
(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)