57ª Sessão Ordinária - 10/06/2014
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Agradeço, sr. presidente, cumprimento os srs. deputados, a deputada Dirce Heiderscheidt, que representa a bancada feminina, ao tempo em que gostaria de falar que temos um debate sobre o artigo 170, sobre os recursos, sobre um projeto de lei que está tramitando e a deputada Luciane Carminatti está coordenando em outra sala com a universidade. Mas quero, senhoras, senhores e todos que nos acompanham, trazer presente - e o deputado Mauricio Eskudlark já trouxe aqui a situação das chuvas em Santa Catarina - o problema de mais uma região que sofre com a força da natureza, das águas, das chuvas que estão atingindo milhares e mulheres de famílias no nosso estado. Vemos aí nas redes sociais os comentários e a forma como o governador se expressou quando falou da enchente que afetou tantas famílias de forma tão brutal. Foram atingidas praticamente cidades como Jaraguá do Sul, em 80% da população, e esse fato foi caracterizado de chuvinha ou uma pequena enchente, mas atingiu uma região muito importante.
Então, hoje o sr. governador está buscando alternativas, indo atrás, mas com certeza, a forma como se pronunciou, como se referiu a essa população da região não foi a ideal para uma pessoa que governa um estado tão importante.
Então, quero deixar esse registro e prestar a nossa solidariedade a todas as famílias dos pequenos municípios, como Rio do Campo, do nosso grande amigo e companheiro prefeito Rodrigo Preis; também Jaraguá do Sul, do prefeito Dieter Janssen e todas as lideranças que estão sofrendo neste momento com esse forte impacto, com mais uma ação da nossa natureza, que a cada momento ocorre no estado. Precisamos reconhecer, deputado presidente, que se trata também da ação do próprio ser humano e que a natureza quando se volta com a sua força não há como resistir.
Então, deixamos a nossa grande solidariedade e a cobrança ao governo do estado em ajudar, socorrer esses municípios. Fala-se tanto do papel dos municípios, então, neste momento, mais uma vez, precisamos ter esta ação do governo do estado.
Já tivemos informações de que o ministério da Integração Nacional está liberando R$ 3 milhões, emergencialmente, com a possibilidade de que mais recursos sejam liberados para o estado de Santa Catarina para socorrer a nossa população neste momento.
Mas quero tratar de outro tema que nestes últimos dias tem impactado muito a nossa caminhada.
Na semana passada, rodamos o estado participando de audiências públicas do Orçamento Regionalizado em cidades como São Miguel d'Oeste, Concórdia, Canoinhas, entre outras, e quando passamos por Jaborá, vindo para Florianópolis, transitamos por uma rodovia cuja obra de recuperação foi iniciada e hoje, segundo informações, está abandonada. Há uma ou outra máquina por lá fazendo de conta e a situação daquela rodovia que liga a BR-153 ao município de Jaborá é assustadora.
E então, continuando a viagem chego ao planalto norte para participar da audiência pública em Canoinhas, passo pela BR-177, que liga Itaiópolis a Doutor Pedrinho, uma rodovia importantíssima, pois liga o alto vale ao planalto norte ou o planalto norte ao alto vale, para encurtar o caminho, e outra situação lamentável, agora no município de Papanduva, com abandono de obra, quebra de empresa e assim vai.
Então, vivemos esta situação! Também participei de um ato, deputado Sargento Amauri Soares, em São Carlos, em que pela terceira vez a população fez mobilização naquela rodovia de Chapecó a São Carlos, na BR-283.
Que absurdo aquilo lá! A construção da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó contribuiu mais ainda para que os caminhões pesados estourem o restante daquela rodovia e parece-me que há uma birra por lá de não fazer a recuperação. Dizem que havia recursos à disposição, mas disseram que foi para outra região do estado. Que estratégia é essa em que se tira recursos de um lugar para outro? Por isso, vamos encaminhar um pedido de informação amanhã para saber o que está acontecendo com aquela rodovia.
Então, na semana passada, quando houve a mobilização da comunidade, imediatamente disseram que agora iriam proceder à recuperação, mas não acreditamos antes de ver as máquinas roncando, não como em Jaborá, onde há duas ou três máquinas trabalhando para fazer de conta, porque é época de eleição. Não dá para aceitar tanta enrolação com a nossa população catarinense. Já tivemos o fechamento de ponte em 2012 e a mobilização no planalto alegre por motoristas de ambulâncias, que passam para lá e para cá todos os dias, por causa dos buracos, e como diz o pessoal lá no oeste: "Há buraco esperando para entrar na rodovia."
Assim, estamos chamando a atenção do governo estadual, pois em Itaiópolis há anos ocorre esse empurra, empurra e a comunidade continua esperando. Agora com essa chuvarada e a proximidade do inverno chegando será um caos, com os caminhões de madeira puxados por tratores de esteira. Imaginem como ficará a situação dos ônibus escolares e dos agricultores quando têm que sair para ir à cidade comprar alguma coisa e também, às vezes, por problema de doença.
Cito estas três situações para não citar outras. E para terminar, gostaria de falar sobre a nossa histórica luta para a construção do trecho que liga os municípios de São Lourenço do Oeste/ Chapecó até Formosa do Sul, que está indo bem, mas de Formosa do Sul, Quilombo até Chapecó a obra está a passo de lesma. Dessa forma esperaremos muitos anos para ver aquela rodovia concluída.
Então, estamos aqui reclamando e chamando a atenção porque a população está nos cobrando, perguntando o que estamos fazendo. Olhem a nossa situação! Sabemos que não é nossa função fazer e executar as obras, mas é nossa função cobrar e este Parlamento, esta Casa tem que cumprir sua função de fiscalizar, cobrar agilidade e investimentos, como por exemplo, os casos de abandono de obra de Itaiópolis, Doutor Pedrinho e Jaborá, até a BR-153, que está total e um perigo, porque abriram valas nos acostamentos e os carros quando saem da pista já vão direto para dentro dos buracos. Tirei fotos e vou trazer em outro momento a esta tribuna para mostrar a situação em que se encontra aquela população que depende daquelas rodovias, que são importantes.
Temos a rodovia que liga Chapecó, São Carlos até Itapiranga. É uma ligação do extremo oeste de Santa Catarina por onde transitam muitos carros e caminhões, por isso precisa urgentemente de reestruturação. Quantas mobilizações será que a comunidade regional ainda precisará fazer para sensibilizar o governo a destinar os recursos àquelas rodovias?
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)