50ª Sessão Ordinária - 25/06/2013
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Agradeço ao nosso líder, deputado Dóia Guglielmi, que me destacou para fazer um pronunciamento hoje exatamente para tratar dos 25 anos de instituição do PSDB no Brasil.
Foi no dia 25 de junho de 1988, em 2013. Então, na mesma data, completamos 25 anos. Já no ano seguinte, ou seja, em 1989, Mário Covas foi candidato a presidente pelo PSDB.
Naquele ano, equivocadamente, Franco Montoro, Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas, Jarbas Vasconcelos, Lula foram trocados pelo aventureiro Collor, como todos vocês sabem dessa história.
Nossa gente voltou às ruas de cara pintada, com as cores brasileiras, e culminou com o impeachment. Felizmente, Itamar Franco estabeleceu com decência. Não acobertou ladrões, garantiu a criação de uma nova moeda respeitável, deu uma lição de cidadania.
Dia 28 de julho de 1989, sr. presidente, quando Mário Covas era senador, fez um pronunciamento. E quero, para homenageá-lo, tanto a ele quanto a inúmeros brasileiros que iniciaram com ele esse novo partido, o PSDB, dar destaque a alguns pontos do seu discurso que foi feito exatamente 24 anos atrás, em 1989.
Mário Covas, que é o primaz do PSDB, fez o seguinte pronunciamento no dia 28 de julho:
(Passa a ler.)
"O PSDB tem um programa consistente, factível para o Brasil, um programa fundamentado nas ideias básicas da mais vitoriosa experiência política, a social-democracia. Este programa reflete as aspirações mais profundas do povo brasileiro.
Compreendo a função política na democracia como um instrumento mais eficaz para a transformação e o aperfeiçoamento das estruturas sociais.
O país ainda está embriagado por uma cultura inflacionária, muitos sequer a combatem porque dela se beneficiam. É por isso que a inflação persiste ameaçando devorar o nosso presente de democracia e o nosso futuro de desenvolvimento.
Combatê-la sem trégua é condição para reorganizar as finanças internas e estruturar a nossa articulação com o mundo. No mundo contemporâneo, que avança por grandes saltos tecnológicos e organizacionais, cada década representa um século a ser ganho ou a ser perdido. Está em nossas mãos e está nas mãos dessa geração, para promover esse salto.
O país precisa e está ansioso para ter governo que exerça autoridade sem autoritarismo, com base na legitimidade conferida pelo voto popular, com a credibilidade dos que conhecem o valor da palavra pública e o sagrado compromisso que nela envolve.
Precisamos situar-nos diante das opções que se abrem para o Brasil, para enfrentar as transformações que ocorrem no mundo, entre nós. O Brasil não pode permanecer cego e insensível às mudanças que ocorrem. Em face dessas transformações, o Brasil tem propostas para formular e deve participar com a força das negociações.
O estadista tem o dever de conhecer a direção para a qual a sociedade deseja caminhar. Ser nacionalista, hoje, é defender uma política nacional de desenvolvimento. Não é hora de se querer, simplesmente, reformar o passado nem de se transformar o presente. É hora de atualizar os objetivos.
Basta de tanto subsídio, de tantos incentivos, de tantos privilégios sem justificações ou utilidade comprovada.
Basta de empreguismo, basta de cartório, temos que inverter essa situação, não podemos permitir que o futuro seja a grande vítima deste presente. A expansão econômica é sustentada e requer tecnologia e recursos qualificados. Esta será a nossa maior prioridade. Vamos mobilizar o estado para uma revolução educacional que o Brasil precisa. A defesa intransigente da ecologia é a mesma coisa que a defesa soberana da preservação do Brasil, como uma comunidade de pessoas capazes de conviver harmonicamente entre si e com o meio circulante.
A desigualdade não se corrige com a estagnação, corrige-se redistribuindo a renda e crescendo ao mesmo tempo. Eis um caminho árduo, difícil num país que infelizmente ainda não está suficientemente politizado para poder distinguir a conduta ética da conduta dos aproveitadores."
Assim, sr. presidente, com a frese: Longe das benesses do poder, próximo do pulsar das ruas, nasceu, há 25 anos, um novo partido, o PSDB. Tenho certeza de que esse discurso de Mário Covas, de 24 anos atrás, seguramente parece que foi feito no dia de ontem.
Parabéns, nossas homenagens ao eminente primás Mário Covas. Em nome dele cumprimentamos todos os psdebistas nacionais, especialmente o nosso PSDB de Santa Catarina. Agora, no dia 14 de julho, está remarcada a nossa convenção, onde temos Paulo Bauer como candidato a presidente.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)