126ª Sessão Ordinária - 18/12/2012
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado deputado Moacir Sopelsa, nosso presidente, pois quero agradecer já pelo um minuto a mais. Eu havia feito um pronunciamento que era para ser o último, mas hoje, terça-feira, além do horário do meu partido, generosamente tenho esse tempo a mais. Amanhã serão os pronunciamentos de voto e aí teremos dificuldades de fazer outras avaliações.
Quero continuar, portanto, falar de duas questões já discorridas anteriormente, uma, refere-se ao trabalhador da segurança pública que vão trabalhar agora no verão mais do que já trabalham ao longo do ano, e, infelizmente, em condições desgastantes e, por vezes, até degradantes. Essa questão a que me referia de R$ 100,00 de diária para um policial ou bombeiro que sai do planalto serrano, que sai do oeste do estado e vem trabalhar no litoral é simplesmente inacreditável.
Alguém que está nos ouvindo, que está aqui poderia imaginar que trabalhar numa cidade distante por R$ 100,00 para dormir e se alimentar, para pagar hotel e alimentação durante um dia inteiro, com certeza é inimaginável em qualquer lugar do mundo, mas especialmente numa região litorânea onde no verão todos os preços sobem e aí vão dormir num colégio, e o que o governo diz: está cedendo o colégio.
Imaginemos as péssimas salas de aula para os estudantes estudarem durante o ano inteiro, no verão serão alojamentos, serão a casa do policial e do bombeiro. Isso é o que o governo oferece dando a impressão que pensa que é uma grande coisa que está oferecendo para o policial que ganha só R$ 100,00 para o hotel e a alimentação durante 24 horas.
Então, precisamos refletir sobre isso para que não se repita uma situação como essa nos próximos anos, porque isso temos falado há vários anos de forma seguida e, no seguinte, continua exatamente da mesma forma em relação ao trabalho imprescindível quanto é o da segurança pública, desgastante do ponto de vista físico e psicológico e sem as condições mínimas adequadas aos profissionais que lá trabalham.
Falar também da greve da saúde que não pode ficar assim, o governo do estado precisa resolver esse assunto em breve, nos próximos dias e nas próximas horas, basta boa vontade. É preciso que o governo se desarme da intransigência, da necessidade política que daí é uma necessidade política do governo é uma pseudonecessidade política do governo de derrota à categoria da saúde em greve e resolva o assunto porque, do ponto de vista financeira, é inclusive bastante fácil de resolver.
A greve e os trabalhadores da saúde resistiram às pressões do governo e terão condições inclusive de atravessar o Natal e o Ano-Novo e entrar no mês de janeiro em greve porque contaram com um fenômeno que o governo não imaginava, não esperava com a solidariedade de outros setores da classe trabalhadora do serviço público, mas também de outros setores da iniciativa privada como os transportes coletivos da Grande Florianópolis, de outras categorias profissionais, embora, muitas vezes, de forma massiva não conseguiram participar mais da greve ou fazer atos massivos, mas que sua entidade representativa com a autorização da categoria e com o aplauso da categoria está autorizando os sindicatos a fazer a solidariedade material com os servidores da saúde em greve.
Portanto, terão, sim, o direito à alimentação, direito a viver durante o período de festa enquanto todo mundo vai entrar em recesso, e os servidores da saúde não vão passar fome literalmente porque as outras categorias de trabalhadores têm se solidarizado.
Isso é muito importante, como já citei os trabalhadores do transporte coletivo, mas também os trabalhadores dos bancos que também da iniciativa privada tem participado desse processo contribuído além de todos outros segmentos do serviço público no estado de Santa Catarina que estão em solidariedade ao sindicato e aos trabalhadores da saúde em greve.
Necessidade de refletir, pois reteremos um 2013 bastante duro pela frente, porque, diante da crise mundial do capitalismo que atinge agora o Brasil e o estado de Santa Catarina também, os governantes querem transferir essa crise para as costas dos trabalhadores. E a greve da saúde é resultado disso. O governo quer transferir os prejuízos da crise - melhor dizendo, o lucro que os grandes empresários deixaram de ganhar - para as costas da classe trabalhadora. A greve da Saúde é apenas um grandioso exemplo disso. E os mesmos que querem transferir o efeito da crise para as costas dos trabalhadores, fazem justamente para continuar agradando os monopólios privados, a exemplo do que terá a BMW em Santa Catarina. Darão tudo o que precisar e nada para os trabalhadores, os servidores públicos.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)