Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Flavio Ragagnin

100ª Sessão Ordinária - 16/11/2010

O SR. DEPUTADO FLAVIO RAGAGNIN - Sr. presidente, srs. deputados, minhas saudações cordiais aos telespectadores da TVAL e aos ouvintes da Rádio Alesc Digital.

Quero aproveitar esta oportunidade para fazer uma saudação especial ao alto Uruguai catarinense, especialmente ao município de Seara, onde tivemos, no último domingo, na II Festa do Agricultor e da Pecuária Searense e também a VII Festa Catarinense da Suinocultura. Festa esta que, para minha felicidade, quando prefeito, tive a oportunidade de atender a uma sugestão, a uma idéia, do então secretário Renato Tumelero, de lideranças da área da suinocultura, da agricultura, do comércio e da indústria de Seara.

Então, devo dizer da minha alegria em ter participado dessa festa, juntamente com o deputado Moacir Sopelsa, em que vimos a pujança da nossa suinocultura, da bovicultura de leite, da bacia leiteira, da exposição de equipamentos, enfim, de diversas ações que fazem com que o alto Uruguai catarinense seja destaque no cenário estadual e nacional no que tange a pequena propriedade rural. Pudemos também ver a alegria dos suinocultores que estão vivendo um bom momento, uma vez que o preço do suíno, do frango, do leite, está tendo um bom momento.

Mas nem tudo é festa, nem tudo se pode comemorar, temos que ficar sempre com um pé atrás porque quando o pequeno agricultor vê um pouco de lucratividade na sua propriedade ele fica preocupado. Quando põe o pescoço para fora e vê que vai ganhar um pouquinho a mais de dinheiro, pronto, lá vem uma bomba. O governo começa a importar o leite, a carne, o milho, ou alguma coisa acontece! Estamos torcendo para que agora, com a chegada de novos governos, tanto estadual quanto federal, faça-se uma proteção maior para a suinocultura, agricultura e pecuária leiteira. Também gostaria de aproveitar a oportunidade para falar sobre outro assunto.

Tivemos uma conversa com o magnífico reitor da Udesc de Santa Catarina, através da qual soubemos que no último semestre foi criado um centro da Udesc no oeste catarinense ou no meio-oeste catarinense.

Ficamos preocupados porque, mais uma vez, o Alto Uruguai catarinense foi alijado do processo por motivos diversos. E se tivesse tido uma maior estrutura, organização e pressão por parte dos municípios, quem sabe poderíamos estar, nesse momento, vivendo uma situação diferente.

Mas não quere aqui culpar ninguém. Só gostaria de salientar que foi criado o centro da Udesc no meio-oeste catarinense e deverá ser contemplado ou Caçador, ou Videira ou Joaçaba, ficando Concórdia, Seara, Itá, municípios do alto Uruguai catarinense e do alto irani fora desse processo.

É importante dizer que não vamos desistir, porque quando fomos prefeito de Seara houve uma presença maciça da equipe da Udesc fazendo levantamentos para que houvesse um campus no alto Uruguai catarinense. Pedimos que também tivessem deferência os municípios de Concórdia e Seara, uma vez que aquela região está descoberta de universidades gratuitas, principalmente da Udesc.

A partir no ano que vem não estarei mais nesta Casa, mas farei uma reivindicação às autoridades estaduais, no que tange à educação, especialmente da Udesc - e peço a parceria dos deputados do Partido Progressista, que são meus parceiros; do deputado Moacir Sopelsa, que é do alto Uruguai catarinense; e dos demais deputados -, para que Seara tenha um campus avançado ou uma extensão da Udesc vinda de Chapecó.

Segundo informações que nos chegaram agora pela manhã, o alto Uruguai deverá ser coberto pela Udesc através de Chapecó. Acho que é muito pouco. Com uma rebarba, por exemplo, de Chapecó, vai-se atender um pouco Seara, Itá e os municípios de lá. Acho que pela força que possuem os 16 municípios do alto Uruguai catarinense, os 16 municípios do alto irani, seria justo que fosse instalado lá um centro da Udesc instalado em Concórdia ou Seara, com uma personalidade firme e forte. Mas para isso são necessários recursos, e sabemos que eles não vêm através de emendas, mas, sim, através de um percentual. E 0,5% do Orçamento do estado, deputado Vieirão, é para a Udesc. Precisamos, quem sabe no ano que vem ou no próximo ano, colocar mais 0,5% para que se aumente o valor constitucional para a Udesc, para que se implante mais um campus ou mais um centro no alto uruguai catarinense.

Eu faço esse apelo uma vez que, na minha maneira de entender, a região que tem tido menos apoio no sentido de universidades é o alto Uruguai catarinense. Agora estão surgindo algumas sinalizações, as coisas estão melhorando, mas aquela região ainda está longe de muitas outras.

E quando se está aqui, fala-se: os municípios mais para baixo, e quando se está no oeste, fala-se: os municípios mais para cima. Então, vê-se que os municípios situados mais para baixo desenvolvem-se muito mais rapidamente em termos de recursos, de ensino e de universidades.

Eu quero defender aqui com veemência o alto Uruguai catarinense e o alto Irani. Eu acho que essa região precisa ser reconhecida como uma região produtora, uma região forte que precisa ter o seu espaço, uma região que gera recursos para o estado e a nação. Não é justo que fique relegada a segundo plano! E tanto a Udesc como outras universidades podem oferecer cursos interessantes para a nossa região, sejam os cursos de Engenharia de Alimentos, de Zootecnia, de Veterinária, de Agronomia. Enfim, acho que é necessário que se faça um estudo aprofundado em cima disso.

Vamos ainda, até o final do ano, se tivermos a oportunidade, debater novamente sobre o assunto. Mas eu peço, encarecidamente, à nova legislatura e ao novo governo de Raimundo Colombo que dêem um afago especial, quando se falar em educação para o alto Uruguai catarinense. É necessário que se veja isso com muito mais seriedade e não como uma questão política. O que nos interessa não é a questão política, mas, sim, a questão da formação da nossa juventude.

Para que o filho do pequeno agricultor permaneça no campo, ele tem que ser tratado como um cidadão, como o filho do empresário rural é tratado. E para isso ele precisa ter a sua formação. Ele necessita fazer a sua faculdade para permanecer no campo, porque cada vez menos...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)