Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

11ª Sessão Extraordinária - 13/05/2010

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pela TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero, de pronto, cumprimentar o governador Leonel Pavan que, tendo tomado conhecimento de inúmeras avarias que as chuvas estão causando, principalmente no sul do estado, já foi a Brasília e incluiu na sua agenda um pedido de apoio especial ao ministério da Integração e à Defesa Civil a Santa Catarina, a fim de aumentar a cota existente de R$ 10 milhões, para atender às inúmeras emergências que decorreram dessas enchentes.

Em Brusque, apesar de todo o dinheiro que o governador já liberou, passa de R$ 4 milhões ou R$ 5 milhões o valor liberado, destinado para a Defesa Civil, ainda há umas 400 ou 500 casas que não estão habitadas por causa da queda de barreiras. Inclusive hoje, ao falar com o diretor da Defesa Civil de Brusque e com o major Emerim, chegamos à conclusão de que devemos articular no sentido de liberar mais algum dinheiro para a nossa cidade e para Guabiruba, pois muita gente ainda não conseguiu voltar para casa desde 2008, por conta das barreiras que estão atrás ou dentro das casas.

Então, saudamos aqui o governador que de pronto foi a Brasília buscar mais dinheiro para somar com os recursos estaduais. O estado está usando todos os recursos que tem, seja na Infraestrutura, na Saúde, na Educação, enfim, em cada setor que constitucionalmente é obrigado colocar, naturalmente que isso será feito.

Este é o ano da saúde do homem. Estatisticamente, a mulher vive mais do que o homem pelo fato de que ela se previne melhor, ou mais, do que o homem. A primeira prevenção é com relação à alimentação. Normalmente, vemos muito mais homens obesos, com excesso de peso, por conta de, na hora da alimentação, cometerem exageros. A mulher normalmente se policia mais na hora das refeições. Enfim, ela se policia mais num conjunto de ações. E cito o hábito de fumar, por exemplo. Hoje, infelizmente, muitas mulheres fumam, mas há muito mais homens fumantes.

Mas com relação a inúmeros outros hábitos o homem, infelizmente, não dá a importância devida e, ao final, estatisticamente, a mulher acaba tendo uma sobrevida de até sete anos a mais do que os homens. Quando vamos aos clubes de idosos, é difícil encontrar homens para formarem par com as mulheres para dançar. Geralmente, nas terças, quartas e quintas-feiras, praticamente em todos os bairros das cidades, existe o entretenimento para a terceira idade. As prefeituras organizam muito bem isso. E o difícil, como eu dizia, é achar um par para tantas mulheres! Há muito mais viúvas do que viúvos!

Este é o ano da saúde do homem. Eu estive numa audiência, nesta semana, com o dr. Roberto Hess, e hoje terei outra com o dr. Libório Soncini, diretor do setor de hospitais públicos de Santa Catarina. E ele dizia que o Hospital Florianópolis, que atendia a um grande número de pacientes, está em reforma. No Hospital Celso Ramos uma parte não está funcionando e agora a outra parte também entrará em reforma. O Hospital Regional de São José possui um problema de gestão, imagino eu, e não está funcionando com toda a capacidade que tem. Existe lá algum gargalo importante, porque se vê pessoas nos corredores, nas macas, nas poltronas. Há dias em que se encontra gente disputando um lugar para colocar um colchonete e deitar no corredor. Em alguns momentos, encontra-se alguém contente por estar deitado. E ele está contente porque havia passado lá dois ou três dias na espera de um espaço para colocar o colchonete. Fora aqueles que estão nas macas e nas poltronas. E, se formos ver, há seis ou sete salas de cirurgia, mas apenas três estão funcionando, e em ritmo de tartaruga.

Eu estava levando o pedido ao dr. Libório Soncini para que instale naquele hospital um serviço de Urologia. Existe disponibilidade, há um grupo de médicos que quer fazer isso, existe área no hospital, há salas de cirurgia fechadas, paradas, e nós vamos fazer o que for preciso junto ao governador para adquirir algo que possa estar faltando, ou até mesmo para vencer a parte burocrática o mais rapidamente possível. E certamente teremos a aprovação desta Casa.

Nós muito falamos em câncer de próstata, e eu, como urologista, posso dizer que há mais de 200 urologistas em Santa Catarina. E cada um desses médicos encontra, por semana, um paciente, com menos de 55 anos, com câncer de próstata. São 200, 300, 400 pacientes por semana em Santa Catarina diagnosticados com câncer de próstata e que se fossem operados seriam curados e teriam uma sobrevida de mais 30 ou 40 anos como se não tivessem tido a doença. No entanto, sequer se consegue comprovar a suspeita com a biópsia de próstata. Não sei se mandando o material para o Paraná ou o Rio Grande do Sul dá para fazer a biópsia, mas em Santa Catarina não existe lugar nenhum onde se possa fazer a biópsia de próstata pelo SUS! A única alternativa que há é pedir a benevolência de alguns para diminuir um pouco os preços. Ao invés de pagar R$ 1.200,00, pagar R$ 600,00 para que o paciente consiga fazer a biópsia. E não é só tirar um pedacinho da próstata, porque depois é preciso examiná-los. São seis ou sete fragmentos que precisam ser analisados e cada um tem um custo de R$ 70,00 ou R$ 80,00. Quer dizer, ele paga para a equipe médica de R$ 300,00 a R$ 350,00 e mais R$ 500,00 ou R$ 600,00 para fazer a análise. Portanto, já foram quase R$ 1.000,00.

Não existe, sr. presidente, lugar nenhum onde um paciente pobre, em Santa Catarina, que não tenha esse dinheiro, mas que tem a chance de sobreviver, se for comprovado o câncer de próstata para daí proceder à cirurgia, possa fazer a biópsia de próstata pelo SUS, infelizmente.

Então, estamos pedindo encarecidamente ao dr. Roberto Hess e ao dr. Libório Soncini que instalem no Hospital Regional um serviço de Urologia para poder atender a essas pessoas.

Eu gostaria de conceder apartes ao deputado Sargento Amauri Soares e à deputada Ana Paula Lima, que vejo que me querem apartear, e por isso peço ao presidente que me conceda mais um minuto, pois o meu tempo está encerrado.

O SR. PRESIDENTE (Deputado Moacir Sopelsa) - Eu concedo apenas mais 30 segundos para v.exa. concluir o seu pronunciamento.

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Muito obrigado, sr. presidente. Quero agradecer a oportunidade e enfatizar esse pedido para implantar um serviço de Urologia em um dos hospitais públicos de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)