39ª Sessão Ordinária - 16/05/2007
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. e srs. deputados, hoje à tarde, às 17h, o governador e sua comitiva farão uma visita a uma cidade do vale do rio Tijucas, São João Batista, a capital catarinense das fábricas de sapatos femininos. E nós, como representante do vale do rio Tijucas, assim como do vale do rio Itajaí-Mirim, estaremos lá para fazer coro, saudando a construção do centro de eventos em São João Batista.
Além disso, srs. deputados, começa ali também, no mesmo dia, a sétima edição da Semana da Indústria Calçadista Catarinense. É impressionante o entusiasmo dos empresários daquela progressista cidade, assim como a quantidade e a qualidade da mão-de-obra que lá existe para fabricar especialmente sapatos femininos e competir no mercado nacional e internacional.
A cidade de São João Batista, próxima do Santuário de Santa Paulina, serve também passagem, através da Rodovia Gentil Archer, a Brusque. Inclusive, fizemos um pedido, através desta Casa, ao secretário de Infra-Estrutura, deputado Mauro Mariani, para a construção de duas rótulas-trevo nas entradas dessas cidades perto de São João Batista; s.exa., aliás, já nos está atendendo.
Hoje estaremos lá, juntamente com o governador, para presenciar o desenvolvimento daquela cidade. Lamentavelmente ocorrem, junto com o desenvolvimento econômico, também alguns efeitos indesejáveis da migração de pessoas que advêm de diversas cidades. Entre esses defeitos citaríamos o aumento da criminalidade, mas também estamos tomando as providências para conter isso, fazendo os investimentos sociais, seja através do governo do estado, seja através da prefeitura municipal, para tentar diminuir o descontentamento da sociedade.
Mas o que eu quero destacar aqui é o fato de estarmos inaugurando ali um centro de eventos e começando, mais uma vez, a semana da Feira Calçadista, que concentra um grande número de representantes e toda a tecnologia mais moderna que existe em São João Batista. E todos os empresários, as fábricas da região vão lá para poder ver e iniciar o processo de aquisição de novas tecnologias para melhorar a qualidade, para diminuir o preço e assim, naturalmente, melhorar a economia de toda a nossa região.
Em segundo lugar, sr. presidente, fiz um pedido ao DNIT referente à BR-101. E até perguntava ao deputado José Natal qual é a diferença entre guard rail e corrimão. Ao terminar, pensei: então, na BR-101 antiga, que agora faz parte da duplicada, as pontes antigas têm corrimão e não guard rail, porque toda vez que bate um carro ali num acidente, acaba caindo dentro do rio ou nos vales e geralmente isso é um fator de perda de vidas.
Só no rio Itajaí-Açu já morreram, nos últimos anos, sete, oito pessoas, porque elas caíram num abalroamento lateral que acontece numa pista duplicada e um dos carros, geralmente o menor, acaba, pela batida que dá contra o corrimão, caindo dentro do rio. Então, aquilo é mais um corrimão do que um guard rail para proteger ou dar mais segurança aos carros.
Por isso, sr. presidente, eu estou encaminhando este pedido ao DNIT para rever todas as pontes velhas da BR-101 que continuam com aquela proteção. Não sei o que há no segmento norte da BR-101, de Florianópolis até a divisa com o Paraná; mas, de qualquer maneira, terá que ser revisto, ou seja, arrumar ou modificar todas as pontes antigas que hoje fazem parte de uma das pistas da BR-101 duplicada, que, na verdade, oferece uma falsa segurança aos usuários.
Eu quero ainda destacar, sr. presidente, que no dia de ontem foi dada, através da TVAL, da Rádio Alesc Digital, uma informação, na minha opinião, errônea sobre a questão da saúde, de que hoje a secretaria da Saúde administra 14 hospitais. Mas quatro hospitais públicos, por exemplo, não são administrados pela secretaria da Saúde, pois a administração é terceirizada. Como exemplo temos o hospital de Araranguá, e está aqui o deputado Manoel Mota, que pode falar melhor sobre a administração daquele hospital. Também o hospital de Curitibanos tem sua administração terceirizada; da mesma maneira o hospital de Rio do Sul. E agora o quarto hospital seria o Hospital Materno-Infantil, um hospital que fica em Joinville, cidade onde já existem dois hospitais administrados pela secretaria da Saúde. Este seria, portanto, o terceiro hospital administrado pelo estado naquele município. E o governo está estudando, através da secretaria da Saúde, a possibilidade de ser administrado por uma organização social. Mas o objetivo do governo, srs. deputados, não é fugir ao compromisso. Pelo contrário, certamente aquele hospital vai ser um hospital que o governo do estado vai tratar com o maior carinho, até porque se chama Hospital Materno-Infantil.
Nós chamávamos a atenção para o fato de que de 20% a 22% dos partos são de meninas que não têm 18 anos e que por lei precisam ser atendidas no hospital infantil. Então, Joinville vai ter um hospital infantil, que é maternidade, para atender pacientes de até 18 anos, cuja gravidez é considerada de alto risco tanto para ela quanto para o feto. Por isso aquele hospital será estruturado com um centro cirúrgico com pessoal treinado. Enfim, será o hospital mais moderno de todos os tempos do Brasil. Mas o que não se quer é que ele seja emperrado devido a alguma burocracia da administração.
Por isso o governo do estado, através da secretaria da Saúde, está preocupado com a eficiência daquele hospital tanto para os recém-nascidos quanto para as gestantes de gravidez precoce, no sentido de que possam receber ali o melhor atendimento.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)