52ª Sessão Ordinária - 05/07/2007
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Dagomar Carneiro, sra. deputada Ana Paula de Lima, srs. deputados, deputado Professor Grando, demais colegas, amigos que nos assistem, imprensa falada, escrita e televisada, o tempo pode passar mas eu ainda continuo uma professora apaixonada pela área da educação. Mesmo que a educação não seja valorizada, continuo acreditando que teremos dias melhores. Mas tudo aquilo que plantamos no passado, hoje estamos colhendo.
O deputado Professor Grando, que também é professor, deve ter tido também muitas alegrias ao ver os seus ex-alunos hoje bem encaminhados, profissionais destacados e assim por diante. Lendo os jornais hoje, tive uma grande alegria. Eu não poderia deixar de registrar nesta tribuna, deputado Sargento Amauri Soares e deputado Edson Piriquito, a notícia que li sobre um ex-aluno, lá de Caçador, ainda pequenino, quando esta deputada era professora na escola Paulo Schifler, o maior colégio estadual de Caçador. E esse menino, nosso aluno, muito jovenzinho, sempre dedicado, hoje é destaque em uma página inteira do jornal.
A notícia diz, deputada Ana Paula Lima, que um catarinense está rumo ao Itamaraty. Isso nos alegra muito e nos arranca sorrisos nem que não queiramos. Isso é maravilhoso! Eu tenho esse exemplo do Flávio, que daqui a pouquinho vou falar um pouco mais dele.
Temos exemplos também de bons alunos que se destacaram, como a dra. Livia Rocha, que hoje é juíza em Balneário Camboriú, esposa do secretário Regional de Caçador, o sr. Cobalchini, filha do ex-procurador do estado Itamar Rocha. Nossa aluninha! Temos também a minha ex-aluna, a Sônia Bridi, que é repórter internacional da Rede Globo. Ela esteve residindo na Índia por um longo período e hoje reside na França. Muitas vezes eu mato a saudade assistindo-a, quer dizer, é a minha aluninha lá se destacando. Tenho o caso também da Clesi Faganello, que hoje é diretora da faculdade à distância de Londrina, assim como muitos outros alunos. E isso nós alegra demais!
Mas hoje eu quero falar um pouquinho mais do Flávio Pazeto.
(Passa a ler.)
"Depois de dedicar os últimos dois anos ao estudo, inclusive durante as madrugadas e finais de semana, Flávio Pazeto, de apenas 25 anos, tem motivos de sobra para comemorar.
Ele é o único catarinense aprovado no Instituto Rio Branco, em Brasília, para a formação de Diplomata. Dos 8.667 candidatos inscritos no concurso público deste ano, ele agora ocupa uma das 101 vagas preenchidas.
Natural de Caçador, Flávio trocou o oeste do estado pela capital, em 1998, para encarar duas faculdades. Ele é formado em Engenharia Elétrica e Direito.
O menino, que na infância queria ser piloto de avião, diz ser um privilegiado. Há dois anos, a média de idade dos aprovados para a carreira era de 32 anos.
De malas quase prontas para Brasília, ele assume dia 06 de agosto o cargo de terceiro secretário do corpo diplomático do Itamaraty, com salário inicial de R$ 7,1 mil.
Nos próximos dois anos, ele passará por um curso de formação no instituto, o mesmo nível de um mestrado. Pazeto poderá ser transferido para o exterior após três anos de experiência na capital federal.
Embora não tenha preferência por país, ele diz estar pronto para seguir a carreira diplomática e tornar-se um embaixador, que leva em torno de 30 anos de preparação. Para chegar ao Itamaraty precisou estudar bastante.
Ainda em Caçador, e de olho na carreira, formou-se em inglês e francês. Antes de entrar na faculdade, fez um ano de intercâmbio em Dallas, Texas (EUA). Também viajou para Alemanha, França e Holanda.
O estudante destaca que gostaria de, futuramente, contar com colegas catarinenses também na profissão, hoje considerada em alta. A exigência para a carreira diplomática no país é ter curso superior e ser brasileiro nato.
'Gostaria de ver mais catarinenses sendo aprovados na carreira. Temos grandes universidades e a dica para quem quiser seguir na profissão é de que estudem, com humildade. Ler bastante também é fundamental, inclusive sobre a história do Brasil' - afirma o catarinense que para o concurso leu nada menos que 130 livros.
Pazeto destaca que o pai foi um dos grandes incentivadores para seguir a profissão."
O pai dele foi meu diretor na escola onde lecionei por 17 anos em Caçador, hoje é Colégio Estadual Paulo Schifler, localizado no centro de Caçador. E o Antônio Pazeto, nosso diretor, deu-nos muito exemplo e muita alegria e também foi homenageado nesta Casa por esta deputada, recebendo uma medalha. A esposa, Idanir Pazeto, nós a chamamos de Ida, e o Antônio sempre incentivaram os dois filhos a estudar. E hoje tenho certeza de que essa família está radiante de alegria ao ver o seu filho passando num concurso público e sendo destaque de uma página do jornal Diário Catarinense.
Esta deputada, professora, se orgulha da sua profissão e hoje está colhendo os frutos. Não é fácil, mas é muito importante e muito nos alegra.
Quero agradecer o apoio de toda a população que tem nos honrado e tem dado a condição de podermos representar o nosso estado de Santa Catarina.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)