10ª Sessão Ordinária - 28/02/2008
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, eu tenho muita matéria para falar e não vou poder dar uma resposta longa. Lamento que o eminente deputado Joares Ponticelli só faça aqui as acusações e depois desapareça.
Quero aqui também saudar os alunos, a sociedade aqui presente, eis que para nós é uma honra muito grande recebê-los.
Mas eu quero dizer que o prefeito Dário Berger, que faz um trabalho extraordinário atendendo o norte da ilha, o sul da ilha, a periferia, que estava sempre abandonada, tem que ser respeitado. O deputado Joares Ponticelli falou da sua administração, mas ele tem que ver primeiro a questão da Festa da Tainha, na qual eles meteram a mão! Foram até para a Justiça. Faltando três dias para terminarem o seu mandato, o dinheiro do Banco Santos estava quebrado: R$ 17 milhões dos servidores.
Ninguém esquece isso! O deputado Joares Ponticelli pensa que as pessoas esquecem. É essa a administração honrada que quer trazer para Florianópolis? Acho que essa questão precisa ser mais discutida para sabermos quem é que trabalha para o povo e quem é que apenas faz festa para poder usufruir do dinheiro público. Ele fala também de Eduardo Pinho Moreira. Quer dizer, ele sempre tem que estar batendo em alguma coisa.
Ele precisa conhecer melhor todo o processo, quem é Eduardo Pinho Moreira, um homem honrado, para depois vir criticar, porque ele critica para depois ver o que está acontecendo. É preciso, primeiro, esclarecer à sociedade os R$ 2,1 bilhões da federalização do Besc. Onde foi parar esse dinheiro? É preciso primeiro ver isso, para depois discutir outras questões.
Hoje, fiquei muito chocado com essas notícias de seqüestro falso, porque isso já aconteceu comigo, deputado Edison Andrino. No ano passado, recebi um telefonema de uma pessoa dizendo que a minha filha tinha sido seqüestrada. Uma moça chorava para mim e era como se fosse o choro e a voz da minha filha. Cheguei a me arrepiar. Ele dizia: "Tu não desliga o telefone, porque senão vou matar a tua filha!" "Meu pai, eles vão me matar!" E eu fiquei transtornado durante dez minutos.
Esse é um assunto que está assustando os catarinenses e os brasileiros. Inclusive, na última semana, houve um fim trágico em um desses golpes do falso seqüestro, como fizeram comigo. Na sexta-feira, dia 22 de fevereiro, em Joinville, um empresário recebeu um telefonema de uma pessoa dizendo que a sua filha tinha sido seqüestrada. E uma pessoa chorava, fazendo-se passar por ela. E aí o que é que aconteceu? O homem teve um infarto fulminante e morreu na hora.
No ano passado, fizemos um requerimento com todos os parlamentares e enviamos ao ministério da Justiça, pedindo para que fosse colocada uma antena para captar o sinal desses celulares, porque são os presos, os bandidos das penitenciárias do Rio de Janeiro e de São Paulo que fazem tudo isso para poder arrancar dinheiro da sociedade. Mas continuam acontecendo as mesmas coisas. E esses golpes continuam matando pessoas, como esse empresário que morreu. Então, precisamos tomar algumas medidas a respeito. Mas na semana que vem, srs. deputados, quero voltar à tribuna para discutir esta questão.
Sr. presidente e srs. deputados, quanto àquela ação para a implantação do pedágio que todos nós fomos contra, que o Parlamento todo foi contra, acabou sendo aprovada. Depois de lutarmos muito contra isso, agora, infelizmente, vão implantar o pedágio na BR-101. Lutamos tantos anos contra isso. O nosso estado, inclusive, é o único que não tem pedágio no Brasil, porque, modéstia à parte, este parlamentar e outros lutaram muito para que não fosse implantado. Mas agora consta um posto de pedágio em Palhoça.
É necessário pelo menos que seja respeitado o término da duplicação. Como é que vamos implantar o posto de pedágio onde a duplicação ainda não está pronta? Então, é preciso que seja feita uma mobilização. Onde está pronta a duplicação, tudo bem, mas onde não está pronta a duplicação, não é possível o posto de pedágio. Vamos fazer, então, uma mobilização. É preciso que isso seja respeitado. Primeiro, vamos implantar a estrada, para depois fazermos o posto de pedágio. E não primeiro tirar o dinheiro do povo para depois fazer a estrada. Mas voltarei a falar, na semana que vem, sobre essa questão.
Eu ouvi o deputado Joares Ponticelli falando que o governo tem que arrumar algumas cadeias para prender umas pessoas do PMDB. Acho que ele errou a sigla, pois não se lembrou de algumas coisas.
Vou ler agora o que está aqui no jornal:
(Passa a ler.)
"O Ministério Público Federal (MPF) requereu ao juiz da Vara Federal de Lages que intime o advogado Gley Sagaz, do PP" (esse que fez o processo contra o Luiz Henrique da Silveira para cassar seu mandato) "a cumprir sentença que lhe foi imposta em maio de 2006: prestar serviços comunitários no Hospital Infantil Joana de Gusmão, na Capital, depois de condenado por falsidade ideológica."[sic]
Então, ele foi condenado a um ano de reclusão. Ele iria para a cadeia, mas aí a Justiça aceitou que prestasse uma hora por dia de serviço social, e ele não foi para a cadeia.
Então, o advogado que fez o processo querendo cassar o diploma de Luiz Henrique da Silveira foi condenado, mas para não parar na cadeia vai ter que prestar uma hora por dia de serviço social no Hospital Infantil Joana de Gusmão. É isso o que o eminente deputado Joares Ponticelli tem que colocar. Tem que ter cadeia mesmo. Tem que ter cadeia para o seu chefe, Paulo Maluf, que já esteve na cadeia como presidiário. Tem que ter cadeia para prender alguns políticos, para que possamos resgatar a credibilidade dos homens de bem e honrados e não vir aqui fazer essas críticas levianas.
Com muita honra, vou fazer aqui um relato rapidamente sobre as obras realizadas em nosso estado. O governo do estado, através do líder do governo, deputado Herneus de Natal, veio aqui fazer uma exposição das obras feitas no oeste de Santa Catarina. O nosso governo esteve anteontem em Tubarão, visitando a Escola Básica Santo Anjo da Guarda, cujos professores o deputado Joares Ponticelli trouxe aqui. Inclusive, nessa escola foi inaugurado e entregue um prédio de primeiro mundo, no valor de R$ 1.046.000,00, para a comunidade. Por que ele não veio elogiar o nosso governo? Foi inaugurado, também, ontem, o prédio da Escola Estadual Básica João Teixeira Nunes, no valor de R$ 1.686.000,00, em Tubarão, uma escola de primeiro mundo. Por que ele não veio aqui elogiar também?
Na semana passada, em Imbituba, foi inaugurada uma escola com um prédio extraordinário! Quer dizer, o governo vem investindo como ninguém. O secretário da Educação vem fazendo um trabalho extraordinário. Foi também construído o ginásio de esportes da Escola Estadual Inspetor Eurico Rauen, de Videira, sendo gastos R$ 2,5 milhões. É a ação de um governo permanente que busca fazer, com o apoio popular, um trabalho extraordinário.
Então, nunca se investiu tanto em educação no estado de Santa Catarina, tanto nos prédios, nas instalações físicas, como também na educação, no preparo, na qualificação dos professores, para que haja educação de primeiro mundo. Até trouxemos aqui, para registrar, a questão dos uniformes, pois são uniformes de qualidade que todos vão usar, do mais rico ao mais pobre. São todos iguais.
Enfim, Santa Catarina está sendo administrada por um homem de bem, que é o governador o Luiz Henrique da Silveira, que através da secretaria da Educação faz um trabalho fantástico.
Por isso, cumprimento aqui o governador e o nosso vice-governador, como também o secretário da Educação, Paulo Bauer, que está implantando em nosso estado um dos maiores projetos de resgate da educação, com um investimento nunca visto.
Portanto, quero agradecer e deixar o restante do meu tempo a um dos nossos deputados, o deputado Edison Andrino, que quer também fazer as suas colocações.
Muito obrigado, sr. presidente.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)