96ª Sessão Ordinária - 03/12/2008
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Muito obrigada, sra. presidente, deputada Ana Paula Lima, muito nos honra ter uma mulher na Presidência desta Casa, em um estado que tem o nome de mulher, terra de Anita Garibaldi, mulher valente, guerreira, decidida e vitoriosa.
Mas, sra. deputada e srs. deputados, ontem salientei um assunto e hoje complemento, pena que não poderei usar o tempo do meu partido, pois cedi meu tempo ao deputado Sargento Amauri Soares. Fizemos um acordo, eu e esse brilhante parlamentar, pois na semana passada também fizemos uma troca e pude usar o horário do partido do deputado Sargento Amauri Soares.
Amanhã estarei novamente fazendo uma complementação, um esclarecimento para toda a população catarinense, para a Câmara de Vereadores, para sua excelência, o governador do estado, para todos os meus colegas parlamentares, para cerca de dois mil funcionários da Assembléia Legislativa e também para todos os meus eleitores, pois recebi quase 40 mil votos no último pleito.
Devo esclarecimentos aos meus eleitores sobre uma carta que está circulando na Câmara de Vereadores da capital e que eu gostaria que circulasse em todas as Câmaras de Vereadores dos 293 municípios. Mas se isso não acontecer, eu o farei! Essa carta já está circulando nos gabinetes de v.exas., nas redações de todos os jornais de Santa Catarina e nas assessorias da imprensa da Casa. Diz aqui que também foi enviada para o governador, dr. Luiz Henrique da Silveira, e assim por diante.
Chegaram às mãos do presidente nacional do meu Partido Republicano Brasileiro, dr. Vítor Paulo, e também às mãos do vereador da capital, Alceu Nieckarz, do meu partido, deputado Dirceu Dresch, calúnias sobre esta deputada. V.Exa. vai receber, deputada Ana Paula Lima, porque inclusive fala no seu nome.
Nessa carta a ex-funcionária do meu gabinete diz absurdos desta deputada. Fala de alguns dos meus assessores, que são muito respeitáveis, bem conceituados, pessoas de boa índole. Deputado Genésio Goulart, ela fala absurdos aqui nessa carta. E a ex-funcionária faz chantagem com esta deputada, querendo cargo melhor com boa remuneração salarial.
Então, v.exas. terão em suas mãos, deputada Ada De Luca - e o nome de v.exa. está citado aqui -, uma carta em que uma ex-funcionária quer jogar deputados contra esta deputada, deputado Gelson Merísio, e v.exa. também vai receber.
Hoje houve uma reunião espetacular de líderes. Entreguei nas mãos do presidente Julio Garcia uma cópia para análise e ele tomará as devidas providências, já que a funcionária está difamando esta parlamentar. É uma carta que vem difamar a minha honra. E essa ex-funcionária de imprensa, Marly de Paula, que estava assessorando-me, é uma senhora cinqüentenária.
Quero dizer a v.exas. que houve também no passado uma difamação - eu já estou tão acostumada, senhores - por parte de um cidadão chamado Rogério Santana. Estou aqui com o processo em mãos. Esse cidadão, srs. deputados, todos os dias, colocava-me no jornal O Estado, na primeira página, difamando-me, falando horrores sobre a minha pessoa. Eu sei que a minha foto gigantesca estava inserida nas primeiras páginas.
Agora, para encurtar a história, ele foi processado e condenado a pagar 15 salários mínimos de reparo por danos morais, já que eu ganhei em primeira instância. Tenho o processo em mãos e, se v.exas. quiserem olhar, eu mando uma cópia para os seus gabinetes. Esta deputada saiu fortalecida, é uma etapa vencida.
Outro caso que esta deputada passou aqui foi na comissão de Educação - e não me recordo do ano, mas foi no meu segundo mandato -, quando o deputado Romildo Titon era o presidente. Eu pedi vistas a um projeto sobre a venda de bebidas alcoólicas nas escolas - porque eu sou professora, sou educadora - e votei não.
Quando eu lecionei no Colégio Paulo Schieffler, em Caçador, foi para o período noturno, o 2º grau, e os alunos iam com armas e erguiam a camisa para mostrá-las. E nós sempre tivemos boa harmonia com os nossos alunos. Então, para a prevenção, eu votei "não". Durante um ano esta deputada saiu nas páginas dos jornais! Recebi uma carta do Ministério Público elogiando a minha atitude - eu só estou falando o que aconteceu -, mas fui conduzida à comissão de Ética e Decoro Parlamentar para a cassação do meu mandato. Para encurtar a história, quero dizer que fui inocentada, porque eu não tenho culpa do que a imprensa publica. Saí fortalecida! Agora vem mais essa acusação! Vou tirar de letra, srs. deputados! Vou provar vírgula por vírgula que sou inocente!
Voltarei com este tema amanhã! Um abraço e que Deus abençoe a todos!
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)