54ª Sessão Ordinária - 09/07/2008
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, catarinenses que nos prestigiam pela TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, o deputado Dirceu Dresch acabou de falar aqui numa questão que o incomoda, que nos incomoda e, principalmente, incomoda a sociedade brasileira.
O descrédito da classe política na sua totalidade vem ao encontro realmente dos problemas de corrupções vividos no nosso país. E com certeza absoluta enalteço o trabalho da Polícia Federal, da Promotoria Pública. Estamos vivenciando esse momento não graças ao governo Lula, mas graças às pessoas comprometidas com a sociedade brasileira, porque, na verdade, o governo Lula, a sua equipe de trabalho e os deputados da sua base aliada até o presente momento devem muito esclarecimentos à sociedade brasileira no que diz respeito à corrupção.
E o governo Lula, no exercício da Presidência da República, se continuar neste país o prosseguimento de investigações no tocante à corrupção, terá que, como a maioria dos integrantes de seu governo, devolver muito dinheiro à nação, e teremos nós, quem sabe, esses recursos voltados em favor da sociedade.
Não tem moral alguma para falar de corrupção o governo Lula porque, até que provem ao contrário para este deputado, ele deve à sociedade brasileira uma explicação para os escândalos de corrupção.
E aqui em Santa Catarina temos casos pendentes ainda, volto a reiterar, de pessoas ligadas ao governo Lula que devem satisfação pelos recursos repassados às ONGs, as maiores desviadoras de recursos deste país. Hoje, tenho que dizer isso, lamentavelmente, para a sociedade brasileira, é muito mais fácil ter uma ONG neste país e ganhar dinheiro mais fácil do que em qualquer tipo de atividade, porque ali está o canal do desvio do dinheiro da sociedade, principalmente dos menos favorecidos, daqueles que mais contribuem para o desenvolvimento do Brasil.
Então, fica aqui o alerta. Não é vir nesta tribuna, como têm feito diariamente o PT, o PP e alguns de seus membros, para colocar o governo Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan na vala comum de um suposto rascunho, de uma coisa mal publicada, publicada única e exclusivamente para extorsão, sim! Até provem contrário, isso visa fins eleitoreiros!
Eu assisti, ontem, desta tribuna, sentado em minha cadeira, ao deputado Joares Ponticelli focar numa única situação: nada em favor da sociedade de Santa Catarina. Eu, como deputado, não o vi apresentar nada neste plenário nem na comissão. A única coisa que ele quer é realmente tentar manchar o governo de Luiz Henrique e Leonel Pavan, mas não consegue! Daí procura mais uma coisa, alia-se aos cidadãos de mau-caráter para vir aqui nesta tribuna manchar um governo que o PSDB, este deputado e, tenho certeza, os demais deputados Jorginho Mello, Nilson Gonçalves, Serafim Venzon e Clésio Salvaro têm realmente orgulho de fazer parte.
Não aceito e não aceitarei isso! Eu vim para esta Casa e estou deputado, sim! E também o que tentaram colocar ontem aqui de que os suplentes devem fazer aquilo que o governo quer, não é verdade! Nós temos autonomia e essa autonomia não nos foi tirada, e jamais será tirada, no sentido de nos posicionarmos e fazer o que pretendemos na política.
Então, não venham realmente com esse jargão de que porque é suplente tem que cair no conto de quem faz oposição por oposição. Eu não cairei e não farei, com certeza, e exijo o respeito colocado aqui ontem pelo deputado Carlos Hoegen. Exijo isso, sim senhor!
Por isso que eu votei, nesta linha, sr. presidente e srs. deputados, contrariamente àquele requerimento com toda a convicção, pois é um requerimento única e exclusivamente politiqueiro, que não trouxe a este plenário e a esta Casa nenhum fato novo, além das baboseiras ditas há mais de 30 dias a respeito do famoso livro A Descentralização no Banco dos Réus. Quem deve continuar no banco dos réus é o sr. Nei Silva e aqueles que vêm para cá falar palavras que realmente não condizem com a realidade. Já está virando enfadonho esse assunto aqui colocado pelo deputado Joares Ponticelli.
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Pois não!
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Deputado José Natal, eu quero falar sobre a questão do suplente. O cidadão é suplente até assumir a Assembléia Legislativa...
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Eu não me considero suplente; eu me considero um deputado.
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Enquanto estamos aqui, nós somos deputados. Deixamos de ser suplentes e assumimos como deputado, mas há gente que continua sendo suplente ou, melhor, não caiu a ficha de que é deputado.E para aparecer a todo momento, fala asneiras e um monte de besteiras. Porque o que nós ouvimos ontem foram asneiras e besteiras de uma pessoa que assumiu. Talvez queira agradar outro que saiu, mas mais na vontade de aparecer do que ser deputado.
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Concordo com v.exa. em número, gênero e grau.
Os posicionamentos feitos aqui pelo deputado Joares Ponticelli são exatamente para querer aparecer na telinha da TVAL, como se diz, para a sociedade de Santa Catarina, não contribuindo em nada para o seu desenvolvimento.
O PSDB, o PMDB e o DEM têm feito isso realmente na Assembléia em favor de Santa Catarina, porque nós somos um estado de destaque na nação brasileira e continuaremos sendo. Temos nesta Casa, na sua totalidade, deputados compromissados principalmente com a sociedade de Santa Catarina, que é o nosso dever. E será assim que Luiz Henrique da Silveira, Leonel Pavan e este deputado, que faz parte deste governo, continuarão a proceder.
Quero fazer um rápido comentário sobre a questão ocorrida no Hospital Governador Celso Ramos. Quero lamentar e repudiar o ato daquele profissional que, para mim, não é um profissional, e dizer aos srs. deputados e aos catarinenses que, quando vereador, em 1995, passei por uma situação idêntica àquela.
Uma criança de seis anos, internada com câncer, foi mandada para casa porque não havia os medicamentos no hospital, segundo alegavam. Mas no dia seguinte, ao dar alta para a criança, o remédio foi adquirido dentro do Hospital Governador Celso Ramos. Esse remédio foi adquirido através de propina paga por este deputado para provar que lá havia o medicamento, e sofri um processo pelo Conselho Regional de Enfermagem. Ganhei na Justiça.
Eu pensei que isso havia acabado, mas ainda acontece em Santa Catarina, e com certeza acontece em outros rincões do país - o que é triste -, graças a alguns profissionais não comprometidos com o juramento que fazem quando se formam em favor da sociedade.
O meu repúdio àquele profissional que com certeza absoluta manchou o estado de Santa Catarina e manchou o nome dos outros médicos que são responsáveis e competentes. E temos um grande número de médicos sérios em Santa Catarina e em nosso país. Mas o meu repúdio àquele cidadão, o qual deveria ser realmente banido dos quadros da medicina brasileira.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)