6ª Sessão Ordinária - 17/02/2009
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Jorginho Mello, sra. deputada Ada De Luca, integrantes da Mesa, demais srs. deputados, amigos que nos acompanham pela TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, imprensa falada, escrita e televisada, eu gostaria de cumprimentar as nossas taquígrafas, essas heroínas que não deixam escapar uma vírgula, um pingo, que registram tudo; quero também cumprimentar todos os amigos, os visitantes que estão aqui cumprindo o seu papel. E por estarem aqui, quero parabenizá-los, porque o cidadão sai de suas casas, de suas comunidades e vem para este casarão onde se faz e modificam-se leis.
Estamos aqui a serviço da população, estamos aqui para servir. Por isso fomos eleitos, fomos nomeados para poder cumprir o nosso papel de legisladores, de fiscalizadores do dinheiro público, com muita dignidade, com muita responsabilidade.
Quando o presidente deputado Jorginho Mello cumprimentou todos os senhores e as senhoras e disse que a votação será após o feriado de Carnaval, nós, líderes, levamos o pleito de vocês. Fui uma das que abriram a boca e falaram que a população quer que passemos a discutir na comissão de Economia e Meio Ambiente. E o presidente cedeu. E aí nós pudemos adiar a votação. A votação não será hoje; será depois de discutirmos na comissão de Economia e Meio Ambiente.
Agora, quero falar sobre um tema importante. Ontem, eu estava na fila do Besc, no Estreito. Era uma fila quilométrica. E estava um calor insuportável. Inclusive, estavam pessoas doentes na fila, esperando para serem atendidas. Foi quando encontrei um funcionário, o sr. Hipólito. O nome dele estava escrito no seu crachá.
Eu estava na fila porque, apesar de ser uma mulher pública, também tenho que pagar as contas, tenho que enfrentar filas. E aí, sr. presidente, deputado Jorginho Mello, olha a proposta de um homem que me reconheceu (porque o topete é a marca, não tem quem não me conheça): "A senhora tem que nos ajudar". Então, já passei a mão no meu bloquinho e anotei o nome dele, sr. Adilson Vilela, que agora está-nos assistindo na sua residência. E ele sugeriu que os bancos deveriam começar a atender mais cedo, porque 10h para o trabalhador é tarde, o sol já está queimando muito forte, e quem quer progredir tem que tocar o barco, não pode esmorecer.
Aconteceu essa sugestão ontem e eu já a protocolei nesta Casa. Inclusive, daqui a pouco v.exa. irá ler na Ordem do Dia a minha indicação no sentido de levar essa proposta ao governo do estado, Luiz Henrique da Silveira. Inclusive, eu mesma posso questionar no governo federal. Vamos incomodar porque somos vice. Ou seja, José de Alencar é vice-presidente e é do meu partido. E vamos sugerir que o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos antecipem o horário de abertura das agências bancárias para atendimento ao público.
Estou cumprindo o meu papel, porque temos que facilitar a vida da população que trabalha. As donas de casa saem pela manhã para resolver os problemas, mas precisam voltar para fazer a alimentação, preparar os filhos para a escola. Então, a vida é muito dinâmica, é muita atividade, e a antecipação do horário nos bancos vai melhorar muito a vida da população.
Hoje estou dividindo o meu tempo em três temas. Já falei do tema da serra do Tabuleiro, já falei nos bancos e agora vou falar sobre uma matéria importante que li no jornal, uma matéria do nosso colega deputado Lício Mauro da Silveira, no Diário Catarinense, na última sexta-feira, dia 13, em que ele salienta o aumento da criminalidade na região da Grande Florianópolis.
Realmente temos acompanhado essa questão e sabemos que ela merece uma maior atenção por parte dos órgãos governamentais. É claro que a região faz parte do Brasil. E os crimes e a violência infelizmente vêm crescendo. Mas não se pode imaginar que se pretenda uma ilha de tranqüilidade no meio de tantos problemas.
Essa é uma matéria importante e acho que os srs. deputados devem dar uma analisada. Inclusive fala sobre as mortes, sobre a segurança. Fala, também, deputada Ada De Luca, da Lei Maria da Penha, relatando várias ocorrências: marido preso após mulher denunciar agressões pensa em vingança, e assim por diante. É uma matéria bem importante, é uma matéria boa.
Quero parabenizar o deputado Lício Mauro da Silveira, que salientou, na matéria, que deveria haver o Centro de Referência da Mulher em Santa Catarina.
Eu quero dizer a v.exas. que protocolei um projeto que autoriza o governo do estado de Santa Catarina a criar o Centro de Referência da Mulher e dá outras providências. Nós protocolamos, mas não tivemos sucesso. Ele tramitou nas comissões, veio a plenário e não obtivemos sucesso.
Eu quero responder ao deputado Lício Mauro da Silveira que sou uma deputada perseverante, quando não obtenho sucesso com um projeto, eu volto a protocolá-lo. E estarei protocolando-o novamente. Irei voltar com esse tema em outra oportunidade, pois o meu tempo está-se esgotando.
Quero agradecer a v.exa., sr. presidente, deputado Jorginho Mello, aos demais srs. deputados, a esse público que nos acompanha, e dizer que amanhã estarei dando continuidade a esse assunto.
Muito obrigada!
(Manifestações das galerias)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)