52ª Sessão Extraordinária - 27/10/2009
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, deputado Dagomar Carneiro, sras. deputadas, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pela TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, eu quero cumprimentar aqui os mais de 15 mil professores que fizeram a faculdade de licenciatura plena a distância da Udesc, entre 2002 e 2006. Foi uma época em que o governo do estado, atendendo a uma exigência do governo federal, obrigou os professores de todo o estado, a partir de 2007/2008, que dessem aula de 1ª a 8ª série e dali para frente, terem, no mínimo, licenciatura plena em Pedagogia. E o governo do estado de Santa Catarina, atendendo essa exigência do governo federal, deu facilidades à Udesc para que ela implantasse diversos núcleos em várias cidades, somando mais de 150 núcleos, em 150 municípios catarinenses, juntando professores e outras pessoas que queriam fazer a faculdade de licenciatura plena.
Aliás, foi a primeira grande faculdade a distância em Santa Catarina, e graças a esse tipo de modalidade que praticamente 16 mil professores, hoje, que dão aula de 1ª a 8ª série, e talvez em outros cursos também, conseguiram fazer a sua faculdade de licenciatura plena.
Hoje, quando caminho pelo estado afora, encontro professoras e professores que se formaram com esse tipo de modalidade oferecida pela Udesc. E graças a essa oportunidade do governo que hoje eles têm a autoestima reavivada, como o seu salário também, que sofreu um incremento.
Saudamos a Udesc, o professor Raimundo Zumblick, que na época era o reitor, o professor Cechinel, o professor Marcos, que na época permitiram a todos professores fazerem licenciatura prévia, graças a essa ousadia da direção da Udesc entre os anos de 2002 a 2006. Então, esse ato permitiu a um grande número de professores fazer a sua faculdade.
Hoje, fico muito alegre quando caminho pelo estado e encontro esses professores felizes, contentes, porque conseguiram fazer a sua faculdade. Enfim, a universidade na época deu essa condição a eles.
No início, cada professor tinha que pagar R$ 100,00 ou R$ 120,00 por mês, que era para comprar o material. Mais tarde conseguiram liberar uma verba de R$ 1,6 milhão para fazer essa aquisição. No ano seguinte foram liberados mais R$ 1,8 milhão. Somando os dois dava um valor de mais de R$ 3 milhões. E nos anos seguintes foram injetados mais de R$ 20 milhões, R$ 30 milhões, permitindo que quase todos aqueles alunos fizessem e concluíssem a sua faculdade sem ter que pagar aquele valor de R$ 100,00, R$ 120,00, que inicialmente era cobrado, que depois não precisou mais ser cobrado por conta dessa injeção de verba do governo do estado, do governo federal.
Cada professor, na verdade, é o meu grande monumento, o monumento que eu ajudei a construir juntamente com a Udesc e que hoje presta um grande trabalho a toda sociedade catarinense.
Mas eu me reporto ainda a uma dificuldade muito grande com relação ao ensino superior. Na semana retrasada esta Casa aprovou um projeto de lei que concede 0,03% do Fundo Social para financiar os alunos carentes que querem fazer a faculdade. Isso vai significar mais R$ 14 milhões que irão ser injetados para atender uma necessidade social, que é a educação a muitos jovens do ensino superior.
Hoje, nós temos mais de 200 mil jovens que cursam a faculdade nas nossas universidades. Na universidade estadual, na universidade federal, nas universidades do sistema Acafe, no Instituto de Ensino Superior, nas chamadas universidades particulares. Mas há mais 200 mil jovens que certamente gostariam de fazer a faculdade e que sequer se inscrevem no vestibular por medo de não conseguirem, depois de entrar na faculdade, pagar a mensalidade.
Essa certamente é uma das grandes angústias do jovem, ou seja, ver como as coisas que vão acontecendo ao redor são indispensáveis à sua qualificação profissional. A universidade vai ser para ele um grande instrumento para ganhar a vida, vai ser um grande instrumento para ele competir no dia a dia dentro da sociedade. No entanto, não lhe é dada oportunidade para isso.
Se o governo pudesse injetar talvez R$ 1 bilhão por ano, com certeza conseguiríamos dar condições a todos aqueles que quisessem cursar a faculdade e assim teríamos, daqui a 10, 15 anos, uma sociedade totalmente diferente. Mas enquanto isso não acontece, quero aplaudir a iniciativa do deputado Jorginho Mello de ter mandado, quando assumiu o cargo de governador interino, para esta Casa um projeto de lei liberando mais R$ 14 milhões, além dos R$ 35 ou R$ 37 milhões concedidos pelo governo. Estamos longe do ideal, mas já é um começo.
Aliás, como v.exas. estão sabendo, o deputado Jorginho Mello, na ocasião em que assumiu como governador interino, sofreu um trauma no membro inferior e não queria parar de trabalhar, já que o governador Luiz Henrique da Silveira e o vice-governador Leonel Pavan não estavam no Brasil. Ele não queria interromper a tarefa de visitar, de marcar presença nos diversos eventos estaduais já programados, como fazem o governador e o vice, e isso, infelizmente, complicou um pouco o seu problema no joelho. Mas ontem, por telefone, e depois conversando pessoalmente com o seu médico, dr. Valter Rótolo de Araújo, um grande clínico, um grande professor, juntamente com a equipe de ortopedia, que tem dado assistência ao nosso presidente, disse que agora ele melhorou muito graças à intervenção da equipe médica e ao bom estado do seu organismo. Talvez em uma semana ou um pouco mais ele possa sair do hospital. Segundo o dr. Valter, ele continuará fazendo um tratamento por, no mínimo, 45 dias e durante uns 15 ou 20 dias terá que tomar medicação injetável e por isso permanece internado.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)