100ª Sessão Ordinária - 16/10/2012
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, prezadas deputadas, quem nos acompanha pela TVAL ou pela Rádio Digital, nesta tarde de terça-feira, queria voltar a falar de um assunto ao qual me referi aqui na terça-feira da semana passada, que foi a suspensão da greve dos servidores públicos estaduais da Saúde, que haviam começado a greve naquela manhã do dia 9 de outubro.
Houve a realização da assembleia naquela tarde, usando, inclusive, o espaço físico deste Poder, que deliberou pela suspensão da greve pelo tempo de 15 dias, a pedido do governo do estado que, no dia oito, no final da tarde, enviou esse encaminhamento, através de ofício, ao Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, o SindSaúde.
Acompanhei essa assembleia, inclusive, com bastante preocupação, porque todos que já participaram de alguma direção de entidade de caráter sindical sabem da dificuldade que é, quando um movimento dessa forma já começou, reunir todo mundo, racionalizar a questão e tirar uma alternativa.
O sindicato e o comando de greve defenderam a proposta de suspensão do movimento por 15 dias, justamente dando esse entendimento para a sociedade, essa baliza para as autoridades, esse acenar positivo, dizendo que de fato entendem que uma greve, no setor de Saúde, é bastante traumática para a população, para os trabalhadores e para todas as pessoas envolvidas.
No entanto, de lá para cá, da parte do governo tem-se ouvido um silêncio com relação à possibilidade de uma proposta efetiva, ou pelo menos, até o dia de ontem, ao sindicato não foi apresentado nenhum documento, nenhuma chamada para qualquer reunião junto ao governo do estado para que se possa encontrar uma saída.
Os trabalhadores da Saúde querem e merecem uma gratificação que possa inclusive complementar, que possa satisfazer parte das horas/plantão que eles realizam há 20 anos na Saúde e num processo a médio e longo prazo incorporando novos servidores e diminuindo as horas/plantão que realizam.
Então, a idéia do sindicato é justamente que a categoria cumpra as 30h semanais legais, que esteja descansando em outro tempo para que, no horário de trabalho, efetivamente, fazer o serviço bem feito, e evidentemente que para isso precisa ter um salário pelo menos razoável.
A proposta do governo de cortar a hora/plantão, com certeza, revoltou o conjunto da categoria, porque eles sabem que a sociedade precisa dos seus serviços. Estão faltando de dois a três mil servidores e que não poderiam ser substituídos por apenas 300 que o governo está contratando. E, portanto, seria também um castigo para a sociedade e para os servidores esse corte anunciado. Daí o levante da categoria e essa situação em que ela diz que quer uma gratificação também, porque não deve continuar trabalhando 70h por semana, pois isso afeta, inclusive, a qualidade dos serviços.
Vimos que alguns ou muitos têm emprego em mais de um lugar e que portanto trabalham a maior parte do tempo. E isso afeta a qualidade do serviço e a saúde dos próprios trabalhadores desse setor.
A categoria continua mobilizada, e a expectativa do sindicato é que, antes do dia 23, próxima terça-feira, o governo apresente de fato uma proposta razoável para que se saia desse impasse. Do contrário, desgraçadamente, dia 23 pela manhã recomeça a greve.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)