76ª Sessão Ordinária - 05/07/2012
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. Presidente, sras. deputadas e srs. deputados, comunidade catarinense, com satisfação estivemos ontem visitando a unidade de processamento de fumo Souza Cruz em Blumenau.
Sr. presidente, temos a certeza de que como médico inicialmente gostaria de me posicionar como contrário ao hábito de fumar, mas como parlamentar e representante de uma região, cuja economia é essencialmente agrícola, defendo a atividade fumageira como uma das mais importantes alternativas de renda para o produtor rural.
Em Blumenau fomos recepcionados pelo gerente regional de produção agrícola, Natálio Rattin, pelo gerente de operações de processo do departamento de fumo, Paulo Kuroski, pelo gerente territorial de produção agrícola de Santa Catarina, Ricardo Pereira, e o coordenador de comercialização, José Vavassori, além de técnicos que fazem a expansão agrícola na região.
Acompanhamos o processamento do fumo da unidade desde a entrega da safra pelo produtor integrado daquela indústria, quando é feita a classificação dos fardos e acertada a remuneração numa escala de 38 níveis de classificação do produto, podendo um fardo de boa qualidade atingir a remuneração superior a R$ 8,00 por quilo.
A unidade da Souza Cruz, em Blumenau, processa anualmente 45 mil toneladas de fumo por safra da cultura. São cerca de 400 toneladas diárias.
Para termos uma dimensão da importância da cultura do fumo para os nossos produtores, dados do setor revelam que 30% da produção nacional vêm de lavouras catarinenses.
O município de Santa Terezinha, cujos produtores ontem acompanhamos, produz um quinto de todo o fumo do alto vale. E os testemunhos de lideranças locais são de que onde há cultura de fumo o padrão econômico das famílias é bem superior ao de outras regiões.
Ainda assim, a Souza Cruz, que exporta dois terços do fumo que processa e integra o mix de indústrias fumageiras que fazem do Brasil o maior exportador mundial de fumo, defende que o plantio da cultura deve ser apenas uma das atividades econômicas das propriedades rurais.
A propriedade média dos fumicultores catarinenses tem entre 12 e 14 hectares, dos quais dois a três hectares são utilizados com lavouras de fumo.
A interpretação dos técnicos da empresa é que o fumo é uma atividade que rende bem, dá fluxo de caixa. Mas o produtor também pode mesclar essa cultura com outras atividades, como a produção do leite, do mel. Também precisam ter as chamadas culturas de longo prazo, como é o reflorestamento; pode ter atividades de maior risco, como a fruticultura, e precisa da chamada mesa farta, que é a roça de feijão, hortifrutigranjeiros, a galinha caipira, o suíno para consumo, enfim, deve ter uma propriedade diversificada.
Fato é que a Souza Cruz tem quase 30 mil produtores no regime semi-integrado e trabalha com a modernização da cultura, quer pela seleção de plantas, com o desenvolvimento de maquinários, inclusive visando à mecanização da colheita, que é uma etapa que absorve muita mão-de-obra do agricultor, e também desenvolve estufas à base de energia solar, com a tendência de eliminar o uso de lenha na atividade.
Foi, portanto, uma visita muito esclarecedora, para termos maior amplitude de conhecimento sobre a questão que envolve a cultura de fumo em Santa Catarina, porque assim como Santa Terezinha, temos fumicultores em todo o planalto norte, no sul e no oeste do nosso estado.
Também participei ontem da inauguração, em São Francisco do Sul, do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Trata-se de um investimento importante para aquele município que frequento há muitos anos e sei da importância que o novo hospital terá para a população local.
Portanto, São Francisco do Sul fez uma grande festa para a comunidade na inauguração do seu hospital.
O hospital é um investimento da prefeitura, que contou com parceria do governo catarinense e de empresas que estão estabelecidas em São Francisco do Sul.
Lá estavam o secretário estadual de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, o secretário de Desenvolvimento Regional de Joinville, Bráulio Barbosa, e também o nosso colega médico e deputado Volnei Morastoni.
Isso é promover saúde. Temos a certeza que São Francisco do Sul terá, sim, o atendimento médico, com um hospital em condições de dar a qualidade para o atendimento médico na região.
Queremos parabenizar os funcionários presentes, parabenizar a comunidade que esteve presente e os representantes do Poder Legislativo, enfim, as autoridades que lá compareceram.
Quero dizer a vocês que a sociedade de São Francisco do Sul se fez presente através de várias entidades, inclusive a presidente da Cruz Vermelha do Brasil.
Temos a certeza que São Francisco do Sul terá uma divisão. Essa divisão de águas antes do funcionamento do hospital e depois do seu funcionamento.
Deputado líder Aldo Schneider, temos certeza de que essa divisão de águas em São Francisco do Sul fará com que a nossa saúde, fará com que os moradores de São Francisco do Sul terão o atendimento em São Francisco do Sul, porque com a implantação do hospital estarão presentes médicos especialistas, e os médicos especialistas vão ser a âncora e o suporte desse hospital.
Portanto, implantando-se especialidades médicas em São Francisco do Sul, os munícipes não mais precisarão ir até Joinville para fazer seu tratamento de saúde, poderão desta forma fazer tratamento na sua própria cidade, com isto desafoga Joinville, e cresce São Francisco do Sul com atendimento médico que será realizado na cidade.
Quero dizer para vocês comunidade catarinense que o momento que vivemos é de trabalho, início também de eleições, já que em cada município do estado catarinense teremos eleições municipais. Hoje terminou a homologação das convenções, e teremos embate político dia sete de outubro.
Espero que os políticos que todos os responsáveis pela eleição tenham serenidade, dignidade e que façam uma eleição que a consciência da comunidade prevaleça juntamente com a vontade do povo e que no dia sete de outubro vençam os melhores, um abraço a todos.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)