Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

87ª Sessão Ordinária - 02/10/2013

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, deputado Kennedy Nunes, demais deputados que acompanham esta sessão e telespectadores da TVAL, primeiramente, gostaria de dar um esclarecimento sobre a questão da mudança de partido que muito se comenta nesses últimos dias.

Lá em Joinville há um comentário bastante interessante acerca da mudança de partido de algumas figuras políticas da cidade. Comenta-se que o vereador Patrício Carlos Destro vai mudar de partido; dizem que José Carlos Vieira se filiou ao PSD e que o seu irmão, José Aloísio Vieira, da Pró-Rim, também se filiou ao PSD, novos parceiros do deputado Kennedy Nunes. O vereador Maycon Cesar Rocher da Rosa saiu do PR e deve encontrar abrigo em outro partido. Rodrigo Coelho, vice-prefeito de Joinville, também está procurando abrigo em outro partido. Eu não sei se ele já saiu do PTD, parece-me que está indo para o PSB, o mesmo destino que deverá tomar o vereador Patrício Destro.

Muitas pessoas vêm perguntar qual é o destino do deputado Nilson Gonçalves, se é o PMDB; inclusive, muitos já me colocaram lá. Dias atrás cheguei a ler em jornais que eu já havia assinado a ficha de filiação no PMDB, no PR e no PP. Eram essas as três siglas mais comentadas como destino deste deputado.

Realmente, se existiu fumaça é porque houve um pouco de fogo, vamos dizer assim. Existia a possibilidade deste deputado mudar de partido, por conta de situações que, no meu entendimento, não estavam resolvidas. Eu havia tentado junto à direção do partido e não havia conseguido uma solução. Assim, como eu não tinha recebido uma solução definitiva do partido, entendi que deveria procurar abrigo em outra sigla partidária.

Não nego também que tive conversas com o meu particular amigo, deputado Jorginho Mello, que foi quem me trouxe para o PSDB. O hoje deputado federal Jorginho Mello, responsável pela sigla do PR em Santa Catarina, foi quem me trouxe para o PSDB e queria que eu fosse para o PR com ele. Existiu essa conversa, não vou negar. Conversamos bastante, mas me sinto confiante para utilizar o horário do PSDB porque estou sentindo-me confortável no partido pela forma com que fui tratado. Senti-me valorizado a partir do momento em que decidi definitivamente sair do partido. Senti que a partir dali o partido passou a me tratar com o devido respeito que acho que mereço ter nessa sigla partidária pelos anos que transito no partido e pelo número de mandatos que tenho nesta Casa.

Tive uma conversa preliminar e bastante interessante com os senadores Paulo Bauer e Aécio Neves dias atrás, lá em Brasília. Foi uma conversa muito amistosa, muito interessante e que redundou numa nova reunião em Florianópolis com o senador Paulo Bauer, hoje presidente do PSDB. Pudemos, depois de uma hora e meia de conversa franca, sincera, honesta, transparente, olho no olho, assumir compromissos. O senador, em nome do partido, assumiu compromissos com este deputado que, em contrapartida, assumiu também compromisso com o partido e com o senador de continuar firme e forte no PSDB.

Acho que a partir de agora este deputado terá tranquilidade para continuar trabalhando, para continuar na sua preparação para a eleição do ano que vem, quando ajudará o PSDB a se fortalecer em Santa Catarina da melhor forma possível.

Era isso o que eu tinha a declarar oficialmente, embora a maioria, principalmente repórteres e colunistas políticos, já soubesse disso. Eu gostaria que ficasse registrado que definitivamente continuo no PSDB com muito orgulho, com muito prazer e que ocupo, inclusive, a posição de representante do partido para falar da tribuna.

Dito isso, sr. presidente, gostaria de me referir ao episódio de São Francisco do Sul e tecer alguns comentários sobre o que lá aconteceu, deixando aqui registrado um elogio ao prefeito Luiz Roberto de Oliveira, o Zera, com quem não tenho ligação política. Conheço o Zera de longa data, desde o tempo que eu tinha minha lavanderiazinha lá na rua Babitonga e ia com o meu fusquinha buscar as roupas do navio, que o pai dele, o Chico, trazia até o porto.

Conheço o Zera dessa época, ele era menino ainda, e não tenho com ele grande intimidade ou a liberdade das grandes amizades. Converso com ele respeitosamente, tenho com ele uma relação respeitosa e, inclusive, ele não pertence à mesma agremiação partidária que eu. Lembro até que uma pessoa ligada a mim no porto de São Francisco do Sul foi demitida por ele, mas isso não deixou qualquer resquício de mágoa e nem empanou nossa cordial relação. Entendi que ele, como prefeito, tinha o direito de fazer o que fez; assim, se ele entendeu que deveria demitir aquele funcionário ligado a mim, tudo bem! Fez e está feito.

O que eu quero dizer é que nesse episódio o prefeito Zera, diante do pânico todo que se estabeleceu em São Francisco do Sul, agiu como um verdadeiro timoneiro, um verdadeiro capitão de navio. Na hora em que começou a evacuação da cidade, a sua própria família pediu-lhe para se retirar, mas ele em momento algum se afastou da cidade, mesmo com o risco todo que corria. Não se afastou da cidade, manteve-se firme, com medo, dizia ele, inclusive, com medo, mas, acima de tudo, cumprindo com o seu dever cívico de prefeito de estar à frente das ações. Não sabíamos nós, dizia ele, se estávamos à frente de uma hecatombe, de uma catástrofe, nem o que viria pela frente. Mas se manteve firme à frente dos seus funcionários, aqueles que ficaram com ele, da Defesa Civil, do pessoal do porto, dos bombeiros, do Exército, enfim, de todos que se irmanaram para sanar o problema em São Francisco do Sul.

Acho que desse tipo foi o primeiro que aconteceu em todo o Brasil, o que certamente vai alertar outros portos a tomarem providências para que não se repita o que aconteceu em São Francisco do Sul.

De qualquer maneira, quero deixar registrados a minha admiração e o meu respeito a todos que se envolveram na defesa da cidade de São Francisco do Sul, especialmente o seu prefeito.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)