42ª Sessão Ordinária - 16/06/2004
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. Presidente, Srs. Deputados, imprensas falada e televisionada, funcionários desta Casa.
Deputado Francisco de Assis, eu também participei do fórum e estarei empenhada para que o Deputado Relator do projeto da reforma política esteja em Santa Catarina para fazer uma ampla divulgação à população catarinense, que aqui virá para discutir.
A população irá saber também sobre o financiamento público, que é uma afronta ao trabalhador, ao assalariado, à dona-de-casa. É importantíssimo que a população catarinense, que o trabalhador saiba que o seu suado dinheiro que iria para a saúde, para a educação do seu filho, vai ser usado para financiamento de campanhas eleitorais. É bom que a população catarinense saiba!
Sr. Presidente, o que me traz a esta tribuna, já que sou Presidente da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher, desta Assembléia, é sobre o que vimos hoje estampado na primeira página do jornal Diário Catarinense, um jornal de grande circulação em todo o Estado de Santa Catarina. Um absurdo! O aumento da gasolina. A expectativa era de um aumento em torno de 4,5% a 5%, mas o índice chegou a 9%! E o aumento da gasolina não pára por aí porque os revendedores de combustíveis alertam que os preços ainda deverão subir por conta do cálculo do ICMS.
Como ficarão, como salientei ontem desta tribuna, os gêneros alimentícios? Todas as mercadorias precisam ser transportadas, e usa-se combustível para isso! E o transporte coletivo?
Isso gera desconforto no consumidor, que outra vez vai pagar a conta. O que mais deixa a população indignada é ouvir dos Ministros da Economia e do Planejamento que mesmo com o aumento dos combustíveis não há risco de a inflação fugir do controle.
Até quando a população vai ser ludibriada com discursos evasivos? O dissídio dos trabalhadores foi de 7% e o aumento do combustível foi de 9%, e isso com certeza vai gerar aumento na cesta básica e em outros setores da economia.
Temos de lembrar, Srs. Deputados, que certamente os donos de postos de combustíveis estarão muito fortificados, porque quando há alteração no preço sabemos que eles não perdem tempo para remarcar os preços, para alterar as tarifas.
Até quando, Sras. Deputadas e Srs. Deputados o cidadão brasileiro vai ser sufocado com aumentos abusivos de preços e salários tão injustos?
Fica aqui registrada a minha indignação e uma reflexão em torno da atitude opressiva ao consumidor brasileiro. É o consumidor que sempre paga o pato. O salário em vez de crescer regride, porque sabemos que com um aumento extraordinário da gasolina, o salário do trabalhador fica cada vez mais mirrado.
O que ele pode comprar com esse mísero salário? Ele vai comer mal, vai se alimentar mal, e com o inverno chegando como ficam as crianças mal agasalhadas, muitas adquirindo resfriados? Então, é a insatisfação do povo catarinense e por que não dizer do povo brasileiro.
O preço do caderno, dos materiais escolares vai subir! Só não aumenta o salário. O salário está cada vez mais insignificante. Isso causa uma revolta porque as promessas de campanha foram tantas, e onde estão os aumentos? Promessas e mais promessas e o cidadão fica cada vez com seu salário mais mirrado.
Eu gostaria, e é pena que isso não acontece na prática, que os Senadores também recebessem esse mísero salário de R$ 260,00 para ver se conseguiriam manter seus automóveis!
Deixo aqui a minha indignação contra esse salário mínimo, que é uma afronta, uma espada no coração do trabalhador. É uma miséria! É pena que os trabalhadores precisam se submeter a essa miséria nacional. Isso me deixa indignada e revoltada com essa afronta!
Então, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, isso é uma afronta, isso nos causa tristeza, porque o trabalhador não se está alimentando como deveria. Ele não consegue, na realidade, comer os alimentos que contêm as vitaminas adequadas para a sua saúde.
Chega de promessas! São promessas e mais promessas! Quando alguém promete coisa demais, tem que se desconfiar, porque isso não acontece. Por isso que esta Deputada nunca promete nada. Precisamos ser autênticos, verdadeiros. Não adianta prometermos aquilo que não podemos cumprir.
Em campanhas eleitorais não aceite promessas, porque na prática elas não são cumpridas.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)