55ª Sessão Ordinária - 18/06/2015
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, público que nos acompanha pelos nossos meios de comunicação. Gostaria de saudar todos os srs. prefeitos que estão nas galerias da Casa em nome do prefeito de Brusque, sr. Roberto Prudêncio Neto; do prefeito de Guabiruba, Matias Kohler; e do sr. José Luiz Colombi, o Nene, prefeito de Botuverá, que ontem estiveram aqui na capital fazendo visitas à secretaria de Desenvolvimento Sustentável, à Celesc e ao comandante-geral da Polícia Militar, acompanhados por uma delegação de empresários, presidentes de sindicatos e de associações empresariais para reivindicar recursos e projetos à nossa região de Brusque, que hoje tem mais de 200 mil habitantes, e várias outras reivindicações que são fundamentais.
Nós entendemos que o governo do estado, principalmente nesse primeiro semestre, teve que dar um break de arrumação, até para ver como evolui a arrecadação. Mas existem tanto na minha região quanto nas demais regionais de Santa Catarina, vários projetos encaminhados e aprovados que precisam acontecer e agora vemos que já estão acontecendo, como a recuperação de rodovias, a construção da duplicação da rodovia, a exemplo da SC-486 na regional de Brusque; a recuperação da SC-410, que está iniciando, pelo menos.
Queríamos destacar que Brusque e toda região foi o Berço da Fiação Catarinense - e hoje ainda somos -, mas agora é capital nacional da pronta entrega justamente pelo grande número de confecções, a maior parte de tecidos, evidentemente. Mas além do setor têxtil, temos ainda o metal mecânico, com destaque muito grande à empresa Irmãos Fischer que produz equipamentos e casas de aço, que estão sendo distribuídas em estados do Brasil e muitos países da América do Sul.
Então, a nossa indústria metal mecânica é muito pujante como são também outros setores do entorno, a exemplo da indústria calçadista, em São João Batista; de cerâmica, que atende principalmente a região de Tijucas e Canelinha; Nova Trento, que se destaca pelo turismo religioso; e Major Gercino, que hoje tem várias pequenas centrais de geração elétrica, as chamadas PCHs, que geram um volume grande de energia elétrica para atender a região e o estado de Santa Catarina.
Precisamos ter um centro de tecnologia para que a nossa indústria, a nossa confecção, as nossas atividades, tenham tecnologia de ponta para atender a sociedade, o consumidor, com um produto bom e que seja, evidentemente, competitivo.
O governo do estado está construindo agora 13 centros de tecnologia no estado, como Joinville, Itajaí, Blumenau, Lages, Chapecó, Criciúma, Tubarão e Brusque, que conseguimos contemplar quando o secretário de Desenvolvimento Sustentável era o deputado Paulinho Bornhausen. Eram dez municípios, depois passou para 11, para 12 e chegamos até 13. Conseguimos, então, que Brusque também fosse agraciada pela importância econômica que tem para o estado de Santa Catarina.
Brusque é uma das dez ou 11 cidades de maior atividade socioeconômica. Naturalmente, precisamos muito usar toda a tecnologia disponível para, como disse, manter a qualidade, a competitividade e o preço, pois na região temos um grande número de empreendedores. Então, temos tudo para, de fato, continuar o desenvolvimento, continuar contribuindo com a economia de Santa Catarina, que é singular no Brasil.
Por isso, quero agradecer muito ao secretário Carlos Chiodini, secretário do Desenvolvimento Sustentável, que nos assegurou que dentro de 15 ou 20 dias, estará em Brusque, levando a contrapartida do estado, em torno de R$ 2 milhões. E ainda existe uma parte do governo federal, que é em torno de R$ 3,5 milhões.
Será construído lá um grande complexo de mais de R$ 5 milhões, que depois será administrado por um conselho, e este conselho será formado pelo poder público, que é formado pelos prefeitos e Câmaras de Vereadores, pelas universidades, que temos várias, entre elas a Unifebe a Uniasselvi, Faculdade São Luiz, entre outras. E o terceiro setor seria o produtivo, esse grande conselho formado, por esse tripé político, digamos, acadêmicos das universidades e a parte de produção, que vai administrar esse centro de tecnologia para conseguir, de fato, atender uma demanda que é muito importante.
E vejo que estamos próximos, já temos o terreno, inclusive surgiu agora uma dificuldade: duas entidades querem dar o terreno. Uma é a Ampe - Associação de Micro e Pequenas Empresas -, que já tem o terreno adequado para isso; e a outra é a Unifebe, uma universidade do sistema Acafe, que também é bem localizada e já tem o terreno.
E vejo que tanto um quanto o outro são locais extraordinários, mas pelas opiniões de alguns líderes empresariais, de prefeitos, de vereadores a das universidades, a tendência maior é que seja implantado na Unifebe, justamente por ser a universidade um local de todos.
Além disso, temos uma necessidade muito grande em Brusque, que é questão da energia elétrica. Brusque cresce muito e estão indo para lá várias empresas de médio porte, dois novos shoppings grandes, temos mais de 150 prédios sendo construídos, além de inúmeras casas e pequenos empreendimentos das micro e pequenas empresas que vão surgindo. Tudo isso consome, evidentemente, energia. E a que temos agora é a mesma de dez anos atrás, ou seja, as subestações de distribuição, que são duas, não estão resolvendo. Precisamos urgentemente de mais uma!
Ontem, os prefeitos da região, juntamente com o empresariado, estiveram na Celesc, para assegurar que, em pouco tempo essas lideranças, juntamente com a Celesc, encontrarão um terreno que seja tecnicamente adequado, com um custo possível, para implantar essa terceira subestação e atender toda a grande região, que tem um grande desenvolvimento, mas o fornecimento de energia não é suficiente para atender a demanda, impedindo, com isso, o desenvolvimento econômico da região.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)