3ª Sessão Ordinária - 11/02/2014
O SR. DEPUTADO SANDRO SILVA - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, vereadores, prefeitos, público que nos acompanha na Assembleia Legislativa neste momento, pessoas que nos acompanham pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital, eu gostaria, sr. presidente, de lamentar a saída de um grande amigo, o Serginho Ferreira, presidente da Promotur, de Joinville, que entregou a sua carta de exoneração hoje, pela manhã, ao prefeito Udo Döhler. Eu fiquei muito chateado, porque no ano passado presenciamos uma grande Festa das Flores, talvez a mais bonita que já tenha visto em Joinville.
Achamos estranho esse pedido de exoneração e ainda não conseguimos verificar o motivo da saída do Serginho Ferreira, da Promotur. Portanto, a nossa solidariedade à sua saída. Ficamos tristes e desejamos sucesso no novo cargo que vai ocupar, a partir de agora, como diretor-geral na Câmara de Vereadores de Joinville.
Deputado Kennedy Nunes, no ano passado, quando ocorreu o incidente gravíssimo em Joinville, no dia oito de dezembro, naquele confronto ocorrido entre o Vasco e o Atlético Paranaense, eu havia, na semana desse episódio, deixado de exercer o mandato e voltei só uma semana após para esta Casa. Não pude falar sobre esse fato e, como vascaíno que sou, eu estava em campo naquele dia e também passei por intimidações, por exemplo, a caminho do estádio tive que tirar a camisa do meu time, o Vasco, porque membros da torcida adversária ameaçavam quebrar o vidro do carro e assim por diante.
Logo após entrei no estádio, coloquei a camisa do meu time novamente, fui para as tribunas para ver o jogo, só que na frente da tribuna em que eu estava havia torcedores do time adversário, que ficaram nos intimidando para que tirássemos a camisa do meu time. Achei isso muito complicado.
Em função disso, de todo o episódio, de toda a violência que aconteceu no dia oito de dezembro do ano passado, entrei com um projeto de lei nesta Casa, que institui o dia oito de dezembro, o dia que aconteceu toda aquela barbárie em Joinville, como o Dia Catarinense de Paz no Futebol, para que tanto os governos, a Federação Catarinense de Futebol, os times, possam refletir neste dia sobre o que se quer do futebol em Santa Catarina, porque infelizmente tudo que vimos no jogo entre Vasco e Atlético Paranaense serviu de lição, de motivo, para que as coisas melhorassem no futebol brasileiro.
Eu, na semana passada, estava vendo o jogo Joinville Esporte Clube, o JEC, e Avaí, estava esperando a minha carona, ao final do jogo, e novamente houve correria, com Polícia e torcedores em confronto e violência em final de jogo.
Então, é triste afirmar que nada tem melhorado no que diz respeito a futebol. Infelizmente, temos bandidos travestidos de torcedores, que acabam intimidando até mesmo a ida das famílias para os estádios, deputado Sargento Amauri Soares. Isso se viu no Jogo do Corinthians, onde membros das torcidas organizadas pediam para os torcedores comuns, que não faziam parte de torcida organizada, que não torcessem pelos times que estavam jogando. Mas ora, se vou ao estádio, tenho o livre arbítrio para torcer pelo meu time.
Então, o futebol no Brasil passa por uma crise existencial muito grande, principalmente no que diz respeito às torcidas, ao público, e isso precisa passar por uma depuração. Acho que se deveria tirar do meio dos verdadeiros torcedores os bandidos, marginais que frequentam os campos de futebol no Brasil. Não são todos que participam das torcidas organizadas que frequentam os campos de futebol que tumultuam e fazem violência, mas infelizmente existe um número grande de torcedores que praticam violências e barbáries.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)