77ª Sessão Ordinária - 10/09/2013
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, público que nos acompanha, faço um registro especial aos trabalhadores da Fetaesc e quero dizer que também estamos juntos nessa posição de que a política deste Parlamento e do governo do estado precisa tratar de forma igual todos os setores cooperativados do estado.
Acerca do pronunciamento do deputado Moacir Sopelsa, sinto também a expectativa de que saia a ferrovia para que possa trazer da região centro-oeste as cargas de insumos, principalmente o milho, com menor preço e custo de transporte, além da possibilidade de armazenamento.
Às vezes desanimo pela demora, pela quantidade de vezes que essas políticas de realização de obras precisam ser contratadas, prometidas. Os governos passam e parece que essas obras, que são fundamentais, sempre demoram. É evidente que é preciso somar esforços e trabalhar na perspectiva de que se melhorem as condições de vida e de trabalho de todos os trabalhadores do estado, principalmente nesse caso da região oeste, que tem esse problema de pagar mais pelo milho, que faz o produto acabar valendo mais em função das rígidas regras do mercado.
Mas quero falar de um assunto que tem aparecido bastante nos meios de comunicação, que são os episódios de espionagem do governo dos Estados Unidos ao governo brasileiro, especialmente (o que deu todo o bafafá) a espionagem dos telefonemas e dos e-mails da própria presidente da República do Brasil.
No final da última semana vimos o presidente Obama sentado ao lado da presidente Dilma na reunião do G20. Parecia o menino que foi flagrado espionando a fechadura do banheiro das meninas do colégio. Daí ele sai e fica com a cara do gato que lambeu a nata. Essa era a cara do presidente Obama. Mas cara de desfaçatez ele tem, e bastante, não é nem o ser humano, mas a pessoa do Obama. É todo um conjunto de política do governo dos Estados Unidos que não é novo. E ele não pediu desculpas ainda. Tudo me faz crer que não vai pedir desculpas, porque isso seria até cínico, hipócrita, pois vão continuar fazendo o mesmo. Essa é prática deles.
Fui procurar na internet outra questão que é ainda mais grave em termos de desrespeito à soberania nacional. Na última vez em que ele esteve no Brasil, estavam os dois presidentes, Obama e Dilma, em um prédio do Rio de Janeiro num ato, evidentemente. Num determinado momento ele saiu para uma salinha ao lado e dali determinou o bombardeio da Líbia.
Eu já fiz referência a esse episódio ocorrido no ano passado. Isso é importante porque parece que ninguém deu a atenção devida. Parece que o território brasileiro pode ser espaço para qualquer um vir a fazer, desculpe a minha expressão, a defecagem que quiser. Naquele dia, se governo brasileiro tivesse noção de soberania e de respeito nacional, deveria ter mandado o presidente Obama embora, para só voltarem aqui os governantes dos EUA quando aprendessem a ter bons modos.
E buscando essa informação na internet, vi que o discurso que o presidente Obama faria na Cinelândia foi cancelado após o alerta que os serviços de inteligência dos Estados Unidos receberam após monitoramento das redes sociais. Eu fui procurar uma coisa e achei outra, ou seja, a confirmação naquele episódio do Rio de Janeiro de que os espias norte-americanos resolveram cancelar o discurso do seu presidente na Cinelândia porque foram investigar as redes sociais no Brasil.
Então, evidentemente é preciso uma posição correta e digna do governo brasileiro contra esse atentado à soberania nacional. Mas é preciso que todos nós tomemos consciência de que eles estão fazendo isso há muitos anos e que, infelizmente, vão continuar. O Brasil tem sido muito benevolente com essa política externa dos Estados Unidos e isso precisa mudar.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)