91ª Sessão Ordinária - 10/10/2013
O SR. DEPUTADO ARNALDO MORAES - Sr. presidente, srs. deputados e público que nos prestigia, nesses breves minutos quero falar sobre três temas.
Primeiramente quero comunicar que na última terça-feira à noite, no hall desta Casa, houve o lançamento do livro do escritor lageano Paulo Ramos Derengoski, que trata da sangrenta Guerra do Contestado, uma guerra que travada na região central do nosso estado, que ajudou a delimitar os limites entre os estados de Santa Catarina e do Paraná em tempos idos.
O meu amigo Paulo Ramos Derengoski é um grande escritor e pensador lageano, que escreve para vários jornais, obteve críticas positivas também em vários jornais brasileiros, como: Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo,O Globo e Correio do Povo.
Como disse, no livro ele narra aepopeia de um povo, de uma região, que foi muito pouco contada pela história brasileira oficial. Por isso, esse episódio sangrento merece a nossa atenção. E esse livro vem resgatar essa história, para que a tenhamos registrada em nossa memória.
O segundo assunto, sr. presidente, refere-se à Moção n. 0100/2013, de nossa autoria, a que demos entrada nesta Casa e que consta da pauta da Ordem do Dia de hoje, que trata da Usina Hidroelétrica Pai Querê. Trata-se de uma usina que está em estudos desde 2001 e será construída na divisa dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, atingindo os municípios de Lages e São Joaquim, no nosso lado, e de Bom Jesus, no lado gaúcho.
Essa usina será construída no rio Pelotas, num cânion, e atingirá poucas propriedades e poucas pessoas. Teremos uma barragem com 160m de altura, mas que não atingirá o topo do morro. A barragem terá uma extensão de 520m e o lago a ser formado terá 61,3km². No município de Lages serão atingidas 27 propriedades, mas apenas uma casa terá que ser deslocada. Em São Joaquim atingirá 185 propriedades e em Bom Jesus, 53 propriedades.
O Ibamadeu parecer contrário por não se sentir seguro em relação às compensações e ao dano ambiental relativo à fauna e à flora. Nós consideramos que haverá um pequeno dano, pois a região é pouco habitada e tem condições de gerar 292 megawatts de energia limpa, sustentável, que é a energia hidráulica.
O Brasil não pode ficar gastando em geração de energia de outras fontes, como a térmica ea nuclear, que têm um custo bem maior, quando o seu potencial hídrico é majestoso! Temos a energia aeólica que é a mais limpa e que está também se desenvolvendo. Mas o país não pode prescindir dessa usina. Há dano socioambiental? Há! Mas é um dano pequeno, se considerarmos outras usinas já construídas, a exemplo da usina Garibaldi, também em Santa Catarina,que abrange os municípios de Abdon Batista, Vargem Bonita, São José do Cerrito e Cerro Negro, onde mais de 500 famílias tiveram que ser desalojadas.
Então, solicito aos meus pares que aprovem essa moção, que é dirigida ao ministério das Minas e Energia, ao Ibamae à nossa bancada federal, em Brasília, para que resolvam favoravelmente esse assunto.
Hoje, sr. presidente, é a nossa última sessão nesta Assembleia Legislativa. Ficamos aqui um curto período de 60 dias, nos quais tivemos o privilégio de acompanhar os trabalhos desta Casa, dos companheiros e companheiras, o que muito nos enobreceu e trouxe-nos um grande conhecimento para a nossa vida.
Quero agradecer a todos pelo companheirismo. Agradeço especialmente ao deputado José MiltonScheffer, que se licenciou por 60 dias a fim de que eu pudesse assumir uma cadeira neste Parlamento. Agradeço à bancada do Partido Progressista, que faz um revezamento que permite que os suplentes também possam assumir. Já tivemos aqui o deputado DieterJanseneo deputado Plínio de Castro, que hoje são prefeitos de Jaraguá do Sul e São José do Cedro, respectivamente, e temos o deputado Altair Silva, de Chapecó.
Por fim, quero também agradecer aos servidores desta Casa, que muito bem me atenderam nesse período, em especial os servidores do gabinete do deputado José MiltonScheffer, que me acolheu. Foi uma grande satisfação estar aqui!
Muito obrigado.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)