72ª Sessão Ordinária - 20/07/2010
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Gelson Merísio, é com muita honra que o cumprimento, assim como também cumprimento os componentes da Mesa, as sras. deputadas, os srs. deputados, as amadas taquígrafas desta Casa, que sempre estão presentes neste plenário registrando todo o desenrolar dos trabalhos deste Parlamento.
O Sr. Deputado Nilson Gonçalves - V.Exa. me permite um aparte?
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Ouço v.exa., deputado Nilson Gonçalves, grande parlamentar de Joinville, radialista, uma figura que tem desenvolvido um brilhante trabalho naquela região.
O Sr. Deputado Nilson Gonçalves - Muito obrigado, deputada Professora Odete de Jesus, pretendia interrompê-la mais adiante, mas não poderia deixar, de forma alguma, de citar com muito orgulho e muita satisfação a presença dos vereadores mirins do município de Guaramirim, que fazem parte de um programa iniciado pelo nosso querido amigo, falecido recentemente, vereador Marcos Mannes e que tem sequência pelas mãos do meu querido amigo Ilton Piram, coordenador-geral, que acompanha os nossos vereadores no dia de hoje.
Quero cumprimentar a Bruna Maria Morsch, presidente dos vereadores mirins, e também os demais vereadores presentes. Eles fazem parte da 5ª Legislatura. Estão presentes também os vereadores das quatro legislaturas anteriores e representantes do programa.
Cumprimento também o Sr. Francisco Schork, que é o coordenador pedagógico do programa. Todas essas pessoas se encontram nesta Casa no dia de hoje, a nosso convite, visitando as dependências da Assembleia Legislativa e tendo a oportunidade de conhecer mais de perto este Parlamento. Para mim é motivo de orgulho ter os representantes de Guaramirim nesta Casa no dia de hoje.
Muito obrigado, sra. deputada.
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Muito obrigada sr. Deputado Nilson Gonçalves, por tão importante registro de jovens que doam suas vidas em prol do próximo. Eu também os cumprimento.
Sr. presidente, quero falar um pouquinho das doenças que mais matam mulheres em nível de estado e de Brasil: o câncer de mama e o câncer de colo do útero.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer tem realizado um brilhante trabalho colocando-se à disposição, muitas vezes, com poucos materiais descartáveis, recebendo arrecadações de anônimos, pessoas que doam materiais e produtos artesanais a serem vendidos para a compra de equipamentos que são usados para o exame de colo do útero.
Quero dizer que o país terá quase 500 mil novos casos de câncer em 2010, 489.270 casos já estão registrados, são cânceres de mama e de colo de útero.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer - Inca -, temos alguns registros de casos da doença no Brasil: são 49.240 casos a cada 100 mil mulheres; na região sul, 9.310 casos, cerca de 64,30% de novos casos a cada 100 mil mulheres. No nosso estado de Santa Catarina são 1.570 novos casos, cerca de 49,58% a cada 100 mil mulheres.
Em Florianópolis são 150 novos casos, dando um percentual, deputada Ada De Luca, v.exa. que também tem acompanhado muito esse trabalho da Rede Feminina de Combate ao Câncer, de 62,90% de novos casos.
A violência contra a mulher não acontece só através dos casos de doença, mas também acontecem dentro de casa, através de agressões por parte do seu companheiro. Assistimos recentemente e estamos a todo instante assistindo, quando ligamos a nossa TV, a casos de violência contra as mulheres, como o caso daquela mulher do jogador do Flamengo, publicado também na revista Veja. Um crime bárbaro!
A mulher levanta cedo, põe a mesa, cuida das roupas, da educação dos filhos, do esposo, de toda a família, cuida dela mesma, é responsável pela sua saúde e muitas vezes é afligida por essas doenças de câncer de colo de útero e de mama. Além de tudo isso, a mulher ainda sofre esse tipo de agressão que, no caso, a Lei Maria da Penha não está dando amparo.
Chamo atenção das minhas colegas parlamentares, as deputadas Ada De Luca, Ana Paula Lima, Angela Albino, eis que já fizemos um trabalho brilhante para implementar em nosso estado de Santa Catarina a Lei Maria da Penha, que dá amparo à mulher nos casos de violência, porque as mulheres estão morrendo na calada da noite.
No estado de Santa Catarina, 70% da nossa população, deputada Ada De Luca, é representa pelo público feminino. E uma mulher, Maria da Penha, teve que passar por muito sofrimento para que se criasse essa lei.
A Sra. Deputada Ada De Luca - V.Exa. me concede um aparte?
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Ouço a deputada Ada De Luca, porque tenho certeza de que ela enriquecerá o pronunciamento desta deputada.
A Sra. Deputada Ada De Luca - Deputada Professora Odete de Jesus, parabéns pelo seu pronunciamento. A senhora sabe que somos 58% da população catarinense. E na hora em que as mulheres depositarem mais confiança nelas mesmas, muita coisa vai mudar. Outra coisa importante é que as nossas autoridades competentes não valorizam isso. Essa estatística que a senhora tem e a que eu tenho são as estatísticas oficiais. E existem mulheres que não registram queixa, que não denunciam, que deixam o dito pelo não dito, que fazem esses números dobrar. Essa vergonha tem que parar! Há que se respeitada a Lei Maria da Penha.
Agora, nós, mulheres, temos que exigir respeito, e quando digo, nós, mulheres, deputada Professora Odete de Jesus, não sou eu, não é a senhora, não é a deputada Angela Albino ou a deputada Ana Paula Lima, são todas as mulheres juntas, todas num só coro, sem medo, porque elas sofrem ameaças se forem fazer as denúncias. Temos que nos apoiar, uma à outra, porque a criminalidade e as agressões contra as mulheres estão aumentando, triplicando a cada hora, a cada instante, inclusive, uma das piores agressões é a tortura psicológica, porque nesse caso a mulher morre e não se refaz, a não ser que ela possa pagar um bom terapeuta, mas mesmo assim, lá no seu inconsciente, aquela imagem não vai apagar nunca.
Parabéns pelo seu pronunciamento!
A SRA. DEPUTADA PROFESSORA ODETE DE JESUS - Muito obrigada, deputada Ada De Luca.
E dizer que uma mulher foi devorada pelos cães? Isso nos angústia. Saber que uma mulher, porque o pai não queria assumir a paternidade de uma criança, foi lançada aos cães? Uma mulher foi morta igual a Tiradentes, esquartejada, e lançados os seus pedaços para os cães devorar. Isso é um caso bárbaro! A família catarinense não pode aprovar.
Eu vou voltar com esse tema numa outra oportunidade.
Muito obrigada, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)