Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

53ª Sessão Ordinária - 10/07/2007

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sra. presidente, srs. deputados, servidores desta Casa, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, demais pessoas que nos acompanham ao vivo na sessão de hoje.

Gostaria de continuar falando sobre o assunto a que me referi no dia 05 de julho, um momento muito importante da história do Brasil que ficou conhecido como o Movimento Tenentista na segunda e terceira décadas do século passado.

Esse movimento, em 05 de julho de 1922, liderado pela jovem oficialidade do Exército brasileiro, marchou sobre Copacabana para protestar contra a política da oligarquia agrária, a política da República Velha do Café com Leite e modernizar o Brasil numa perspectiva efetivamente republicana.

Dos 18 que enfrentaram o governo em armas na praia de Copacabana, apenas dois sobreviveram. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, até porque os dois soldados que sobreviveram, depois de internados, morreram. Sobreviveram dois tenentes e dois soldados. Os dois tenentes sobreviveram e tiveram papel importante, destacado, na história do Brasil e os dois soldados morreram.

Gostaria de falar do dia 05 de julho de 1924, quando o mesmo movimento e levante tomou a cidade de São Paulo que foi sitiada e permaneceu assim durante um mês, que rompeu o cerco depois desse tempo e marchou até a Foz de Iguaçu, no oeste do Paraná. Movimento que foi encontrado em Foz do Iguaçu, em março de 1925, pelos revolucionários vindos do Rio Grande do Sul, e que marchou sob o comando de Luiz Carlos Prestes por 22 estados da federação, 25 mil quilômetros. A maior marcha em extensão da história da humanidade.

Gostaria de ficar falando sobre esse movimento e sobre a liderança de Luiz Carlos Prestes, que foi o maior dirigente político do movimento popular brasileiro em todo o tempo da história moderna no Brasil, mas infelizmente tenho outros assuntos para falar.

Começo lamentando o fato de que aquela professora da cidade de Imbuia, Roseli Maria Soares, minha irmã, que havia feito o tratamento de leucemia no ano passado, descobriu, no dia 5 de julho, que a leucemia retornou. Eu soube que já está internada no hospital Celso Ramos. Mais uma vez essa pressão recai sobre a nossa família, e vamos ter que superar mais esse momento.

Mas se faz necessário, deputado Manoel Mota, dizer - e não há como não fazê-lo -, porque convivi e vi de perto a situação em que se encontra o sistema de saúde do nosso estado, com demissão de 661 servidores e servidoras só neste ano de 2007, 240 em janeiro e 421 no mês de junho.

Nós estamos, apenas no hospital Celso Ramos, com 15 leitos desativados no sexto andar, com quatro leitos desativados na ortopedia e metade do sétimo andar desativado. Enquanto isso a emergência daquele hospital está superlotada, com pessoas internadas sobre macas. Não há como não falar disso! Não há como! E isso independente de qualquer outra questão político partidária. Não há como não citarmos essa situação, que precisa urgentemente ser resolvida pelo bem da nossa sociedade.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)