Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Gilmar Knaesel

25ª Sessão - 11/02/2005

O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados e catarinenses, a maioria está aqui desde hoje de manhã...

O Sr. Deputado Francisco Küster - Deputado Gilmar Knaesel, V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Pois não!

O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Deputado, contrapondo-me ao orador que esteve na tribuna até agora, quero só dizer que ele incorreu, a meu ver, salvo melhor juízo, em vários equívocos.

Se este projeto de deslitoralização ou de interiorização do Governo, como está pretendendo o Governador Luiz Henrique, ficar só no serviço, já valeu a pena. Já valeu a pena, sim!

(Manifestações das galerias)

O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Obrigado, Deputado Francisco Küster.

Mas voltando ao início do meu discurso, quero dizer que as senhoras e os senhores que tiveram a oportunidade de participar, desde de manhã, das reuniões, das sessões, nesta Casa, com certeza perceberam que nos diversos discursos, nos diversos debates que aqui ocorreram sempre prevaleceu a democracia por parte dos Deputados, sempre prevaleceu o respeito entre os Deputados. E mesmo em momentos de cobrança, o Deputado João Henrique Blasi, quando reconheceu que um acordo prefirmado não havia sido consolidado no projeto, fez o seu reconhecimento público e procurou a solução da proposta. Desta forma é o Parlamento!

Mas viram também quando, num outro momento, se foi cobrada uma posição, uma situação, um posicionamento, partiu-se para a agressão, para a ofensa, para a grosseria. Mas, com certeza, eu vou para casa, hoje à noite, mais uma vez, dormir o sono dos justos, daquele que está na vida pública não há um mandato, mas está na vida pública há quatro mandatos, com uma política herdada do meu pai, feita lá na base, com os homens simples, com as mulheres simples. Conheço quase que totalmente os meus eleitores, que podem. às vezes. mudar, mas que sabem que temos bons propósitos, que não estamos aqui para privilegiar ou para usufruir da estrutura.

Por isso, estou aqui há quatro mandatos e conheço muito bem os meus eleitores, a quem devo satisfação, como também aos meus amigos e a minha família.

(Palmas das galerias)

Eu quero aproveitar e dar conhecimento a esta Casa, porque talvez muitos não tenham tido a oportunidade de ler, de um editorial publicado pelo jornalista Paulo Alceu, que escreve muito bem o que os catarinenses esperam e querem da reforma administrativa.

Permito-me lê-lo para vocês.

(Passa a ler)

"Reforma para os catarinenses

O que se espera é que a reforma administrativa, que de repente está mudando o modelo de gestão do Estado, esteja centrada na modernização que permita o melhor atendimento ao cidadão catarinense, através de ações mais eficientes e transparentes.

Não se imagina outra coisa a não ser investir no catarinense, vislumbrando o desenvolvimento sustentado de Santa Catarina.

Sendo assim, o que está ocorrendo nesse período extraordinário na Assembléia não pode se resumir numa queda de braço entre Oposição e Situação. Pelo menos é o que se espera.

É papel dos opositores apontar o que classificam de ‘pegadinhas’, entre aspas, onde há contrariedades que sejam sublinhadas e contestadas, mas não para abastecer discursos e sim para atender melhor a população.

O ideal seria unir esforços e reconhecer onde há vantagens e abortar onde há desvios. É isso que se espera dos Parlamentares. Não é uma imposição por parte do Governo ou postura radical de oposicionistas. Não é uma disputa, é a discussão de um futuro, que bem discutido, sem ranços eleitorais, poderá ser vantajoso para todos."

Se nós lermos muito bem e observarmos este editorial, com certeza todos nós, Deputados de Situação, e a grande maioria dos Deputados de Oposição, estaremos aqui preconizando o nosso verdadeiro papel, que é o de apontar irregularidades ou coisas que não correspondem às expectativas, mas sair dos discursos demagógicos apenas pensando no processo eleitoral.

Nós devemos estar aqui, sim, votando para Santa Catarina, e foi desta forma que o projeto evoluiu muito, com muitas alterações feitas, entre as quais apenas cito a garantia total para todos os servidores públicos, a garantia total das suas vantagens financeiras, a garantia total do seu emprego. Nenhum funcionário público estadual está correndo o risco de perder o seu emprego ou perder alguma vantagem com o projeto de reforma. Isso está garantido no projeto de reforma, e esse é o desejo dos 40 Deputados.

Da mesma forma, o grande avanço que houve, nesta Casa, e que quero deixar bem claro, porque aqui, mais de uma vez, não se disse a verdade, é o seguinte: não vai haver a extinção, a partir do dia da aprovação da Fundação Catarinense de Cultura, da Fesporte e da Santur.

Uma emenda acatada pelo eminente Relator vai postergar, até o final do ano, o prazo para que essas estruturas continuem funcionando, a fim de discutirmos, dentro de uma ampla discussão com os segmentos, o melhor caminho, se é a organização social que estamos aprovando. Mas se encontrarmos uma solução melhor, tenho certeza de que haverá reconhecimento, por parte do Governador e de toda a sua equipe, do que é melhor para essas áreas.

E aqui, por último, quero deixar uma manifestação de vários acontecimentos, mas talvez o mais marcante desse processo todo foi o desprendimento do Governador Luiz Henrique da Silveira, que veio a esta Casa, como nunca vi nos meus quatro mandatos, ficar por mais de quatro horas aqui ouvindo e debatendo com os Srs. Deputados o projeto.

Isso só é feito por um homem de visão. Eu chamaria até de estadista, porque não está pensando na sua reeleição, está pensando no Estado de Santa Catarina, eis que ter a coragem de mandar um projeto, na metade do seu mandato, que possa criar animosidades, só um grande estadista teria.

Portanto, voto "sim".

(Manifestação nas galerias)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)