8ª Sessão Ordinária - 04/03/2004
O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Sr. Presidente e Srs. Deputados, assomo à tribuna no dia de hoje para falar sobre a minha participação e a do Deputado Antônio Carlos Vieira na cidade de Bom Retiro. Fomos até aquela para verificar a questão da violência lá instalada. Por proposição do Vereador Antônio Carlos foi instalada uma audiência pública para tratar da questão da segurança pública naquela cidade.
A cidade de Bom Retiro é uma cidade onde cresce a fruticultura, e na época da colheita a sua população aumenta em mais de 20%, pois chegam pessoas de outros locais. Devido ao aumento populacional do dia para a noite, de pessoas estranhas à comunidade, tem ocorrido diversos crimes.
Então, o aumento da criminalidade é pela constatação do volume da população e da falta de estrutura da Polícia daquela cidade. A situação, como me manifestei ontem, herdada ao longo dos anos, agora está causando um mal terrível.
Aumentou a população, aumentou a criminalidade. Há mortes! E dentro da cidade não tem Delegado; o carcereiro é um preso que foi eleito como o melhor dos presos.
Então, diante desse quadro citei a cidade de Bom Retiro, que tem uma preocupação muito grande. E lá pedimos, ontem, uma ação emergencial porque a cidade está em pânico.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Realmente lá estivemos ontem, na audiência pública, que começou às 19h e terminou às 22h30min. Pelo número de pessoas de Bom Retiro, Sr. Presidente, sentimos que a insegurança é muito grande. Crianças reclamando de que não podem atravessar uma rua com medo de que haja uma agressão contra elas. E por algumas coisas, Sr. Presidente e Srs. Deputados: falta de Delegado - quem atende a Delegacia de Bom Retiro é o Delegado de Urubici; falta de carcereiro - os presos, indicaram um preso para ser o próprio carcereiro! E lá tem um preso condenado a 40 anos sendo guardado por um preso!
Quer dizer, a cidade, a sociedade de Bom Retiro está jogada aos leões, às feras, principalmente nessa época, como disse o Deputado Sérgio Godinho, da colheita da maçã. Chegam em Bom Retiro quase mil pessoas vindas do Paraná e do Oeste catarinense para trabalhar, para ganhar o dinheiro com o suor do seu trabalho, mas muitas delas com bebida, com cachaça, fazendo arruaça, chegando ao assassinato. Mas V.Exa. vai falar sobre isso, Deputado Sérgio Godinho.
Ontem, eu gostei, sinceramente, da participação do Coronel Abel, Secretário-Adjunto da Secretaria de Segurança, que prometeu de imediato a designação de três carcereiros, de Delegado de Polícia e reforço policial militar.
Eu cumprimento o Coronel Abel, e tenho certeza de que ele não vai faltar com a palavra, e cumprimento V.Exa. por estar presente em Bom Retiro, e também me cumprimento por estar lá naquela audiência pública e ter ajudado na solução de um problema tão sério.
Muito Obrigado!
O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Realmente, ao término deste assunto, quero cumprimentar e agradecer pelo cumprimento da sugestão feita por este Deputado e pelo Deputado Antônio Carlos Vieira para que tomassem medidas eficazes e emergenciais; que hoje mesmo a Polícia colocasse policiamento ostensivo nas ruas para mostrar que a Secretaria de Segurança Pública aceitou e viu in loco o desespero da população. O Coronel Abel prometeu que hoje estaria lá uma força-tarefa inspecionando bares, lanchonetes, circulando pela via pública, participando, aparecendo ostensivamente a polícia fardada.
Eu agradeço e confio na Segurança Pública; confio nessa ação do Coronel Abel.
Sobre o outro assunto que me fez ocupar a tribuna no dia de hoje, vou ler uma nota que mandei publicar nos jornais da Região Serrana.
(Passa a ler)
"À imprensa livre, democrática e sensata
Em momento de acalorado debate político, na sede da Associação Comercial e Industrial de Lages, quando me defendia de acirrada crítica do Deputado Antônio Ceron, não fui bem entendido por alguns profissionais de imprensa. Naquele instante, reportava-me ao fato de que as críticas veiculadas na imprensa lageana são comumente endereçadas a políticos que se empenham em obter recursos para a Região Serrana, taxados talvez por inveja, mesquinharia ou baixaria, de quererem aparecer, pura e simplesmente.
Dizia na ocasião, que ao agirem assim determinados profissionais talvez tivessem realmente se vendido, haja vista que críticas à administração municipal de Lages não se lia até então nas colunas assinadas por eles. Fui mal entendido, por dizer uma verdade, diante dos fatos que se acompanha periodicamente.
Por outro lado, quero aqui renovar meus votos de estima e consideração à imprensa pelo papel honrado e heróico, muitas vezes, de divulgar os fatos que fazem parte do dia-a-dia da comunidade e que influenciam a vida de todos nós.
À imprensa que não nega espaços para a divulgação do incansável trabalho que realizo em prol da comunidade catarinense e da comunidade da cidade de Lages.
Compreendo as críticas construtivas à minha atuação como Deputado, mas o que considero indigno são as críticas pessoais e tendenciosas a meu respeito, seja como pessoa ou homem público que sou. Não compactuo é com aquele profissionais que se valem do poder da imprensa para se promoverem, como se os veículos onde trabalham fossem uma banca de um jogo em que a dignidade humana e a ética profissional nada valessem.
Sempre valorizei, dignifiquei e respeitei a imprensa e desta forma continuarei agindo. Porém é bom que se diga que em árvores que não dão bons frutos não se joga pedras. É bem por isso que aceito com humildade e bom senso as críticas, o que não ocorre com certos setores políticos e até da imprensa como se tem visto.
No final do ano passado prestei homenagem, na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, a importantes meios de comunicação de massa, entres eles a Rádio Clube de Lages, Correio Lageano, Rádio Difusora de São Joaquim e também ao maior expoente do jornalismo catarinense, jornalista Moacir Pereira. Com atitudes como essas quero deixar claro o apreço e reconhecimento que sempre tive e terei para com a imprensa."
Quero dizer que jamais tive a intenção de criticar a imprensa como um todo.
Mas, como li este meu pronunciamento, esta matéria que estará publicada, a pedido, nos jornais da cidade de Lages, sempre sou agredido, criticado por levar o Governador na cidade de Lages. Já levei o Governador 19 vezes à cidade de Lages, e isso faz com que o Governador tenha conhecimento dos nossos problemas, das nossas mazelas.
A Região Serrana recebeu do Governo do Estado este ano cerca de R$ 128 milhões, entre verbas de investimentos e financiamentos do BRDE, com a participação ativa do Governo. Orgulha-me muito poder levar o Governador à cidade de Lages e com ele participar.
Então, não concordo com as críticas de que vou para lá para aparecer com o Governador. Estou cumprindo o meu papel! Sou um aprendiz da política; estou começando o meu trabalho! Quero aprender cada vez mais, mas não concordo com as pessoas da imprensa que se vendem, pessoas que tentam extorquir dinheiro como já foi o caso de um jornalista. E esse tipo de pessoas tem em qualquer cidade, em qualquer local - péssimos profissionais. Mas a imprensa, como um todo, eu respeito e digo que o maior meio democrático de um País é a imprensa porque pode divulgar, pode denunciar, pode elogiar, pode mostrar o que está sendo feito e o que não está sendo feito.
Então, por esta nota, por este meu momento, não de repúdio ou revolta, humildemente peço desculpas àqueles que me entenderam mal. Eu quero dizer que adoro a imprensa, tenho um carinho especial, pois é o veículo que consegue mostrar aquilo que fazemos, aquilo que erramos e pode denunciar e mostrar aquilo que deve ser feito e o que está sendo feito.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)