74ª Sessão Ordinária - 04/10/2005
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, quero aproveitar esses cinco minutos para cumprimentar o nosso amigo, ex-deputado Miguel Ximenes, que assume a direção-geral da Celesc no dia de hoje. Tenho certeza de que haverá presença concorrida de deputados e um número bastante expressivo de autoridades do meio político prestigiando a sua posse.
Desejamos a Miguel Ximenes que tenha êxito neste novo desafio da sua vida pública.
Sr. presidente, tenho três minutos para falar de uma coisa que estou ouvindo no rádio e na televisão. É um verdadeiro absurdo. Nunca vi nada parecido. Esse plebiscito do desarmamento é uma verdadeira lavagem cerebral que está sendo feita na população brasileira. É uma coisa tão pronta, tão tendenciosa o que se está fazendo que é impressionante. Tanto na televisão como no rádio, assim como em outros órgãos, é uma coisa preconcebida o que está acontecendo.
Botaram na cabeça que devem proibir a venda de armas neste país e organizaram tudo nesse sentido. E o que estamos vendo na televisão, nesse plebiscito? De um lado os artistas globais, aqueles nossos ídolos da televisão, artistas de novela, de cinema, enfim, a nata dos artistas deste país falando no sim pela paz, pelo amor. E do outro lado estão alguns gatos pingados, um ou outro falando alguma coisa, alguns letreiros, etc.
Realmente, é uma propaganda vergonhosamente tendenciosa, colocando as pessoas que têm a intenção de votar no não como pessoas a favor da guerra, porque o sim é pela paz e pela vida e o não é pela morte e pela guerra. É assim que estão induzindo a população a pensar. É uma coisa absurda.
Peguei o recorte de um jornal, e é uma pena que v.exas. não possam ver pessoalmente: a favor, recorde; contra, só bandidos armados. Quer dizer, quem vai votar contra acaba inibido, quieto, não conta para ninguém, para não ser escorraçado, ou muda o voto.
Muita gente que ia votar no não está mudando a sua opinião em função dessa verdadeira lavagem cerebral que está sendo executada via televisão e rádio, na propaganda dita eleitoral. Para este deputado isso não é uma propaganda eleitoral. Isso é uma ditadura que estão impondo ao povo brasileiro: de um lado, todas as pessoas boas, de boa índole, todos os que querem a paz, o amor, a vida votam no sim; do outro lado está tudo o que não presta, o bandido, o ruim, todos votando no não. E não é assim. Nós sabemos que não é assim.
O legítimo direito da defesa está prescrito na Constituição. Não é por este deputado que estou falando, porque não tenho arma e nunca tive, mas pelo direito do cidadão que quer adquirir uma arma, então, que assim o faça, dentro daquilo que está preconcebido, ou seja, quem quer ter uma arma hoje tem que ter bons antecedentes, tem que ter a ficha limpa de todas as formas, tem que prestar um exame psicológico e tem que explicar o motivo de querer uma arma.
Então, o cidadão que vai comprar uma arma não é bandido. Bandido não compra arma na loja. Quem compra arma na loja é cidadão de bem que provou que tem condições para tal. Só que com esse advento que estão pregando na cabeça de todo mundo, o sujeito que quiser comprar uma arma vai fazê-lo no mercado negro, porque não vai ter mais neste país nem arma nem munição para se comprar. Esta é a grande verdade.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)