Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Nelson Machado

71ª Sessão Ordinária - 29/09/2005

O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, gostaria, inicialmente, de agradecer aos deputados Altair Guidi e Sérgio Godinho por me cederem o tempo destinado a eles.

Esta semana, olhando um jornal chamado A Fonte, que circula no município de São José, vi que o editor, conhecido como Fernando de Oliveira, colocou uma foto minha dizendo que peguei pesado na semana passada quando, daqui da tribuna, deputados Reno Caramori e Celestino Secco, fiz algumas críticas quanto à viagem do prefeito Dário Berger à França. Quero dizer que vou continuar criticando; que não vai ser um Fernando que vai me proibir de falar, pois tenho um mandato com 30 mil votos. Vou continuar falando. Não é por ser o jornal de São José - tenho o maior respeito por aquele município - mas precisam parar de pensar que só porque o Dário mora lá que toda a imprensa tem que defendê-lo. Não tem nada disso, não!

Assim como nós sofremos críticas, alguém da imprensa também tem que sofrer! Mas o que aconteceu? Ele achou que eu critiquei a imprensa porque eu disse que a imprensa não dá notas boas sobre o secretário de Turismo de Florianópolis. É verdade! Não é mentira, sr. Fernando! Ele disse que não tenho que falar; que tenho que tomar conta do meu gabinete. E o senhor toma conta do seu jornal!

Eu falei que o Beto, do Box 32, nunca fez nada por Florianópolis, e não é mentira. O que ele faz é ir à França saber o preço do pastel e explorar o turista, vendendo a R$ 6,00 o pastel. O Beto não faz nada por Florianópolis! E ele se puniu pelo Beto, do Box 32. Eu não sei o que é que ele tem com o Beto; não sei se ele ajuda o jornal. Não vão calar minha boca, nem ele, nem o Beto, do Box 32.

Sr. Fernando, diga-me o que o Beto, do Box 32, faz por Florianópolis. Nada! Ele diz que o Box 32 deve ser no meu gabinete! Não! Deve ser no seu jornal, porque no meu gabinete não tem Box 32. Agora, no seu jornal pode ter o Box 32, o 24, o que o senhor queira. Não é o senhor que vai calar a boca deste parlamentar quando dirigir críticas ao prefeito Dário Berger e à própria imprensa.

A imprensa não peca? Um juiz de futebol pecou esta semana; um árbitro, quem diria! Um árbitro estava sendo comprado! Há deputado comprado; há vereador comprado, existe até colunista comprado! Por que não? Há até alguém na imprensa patrocinada por prefeitos, vereadores e deputados para não falar mal! Essa é a verdade.

Ele não quer que fale da imprensa! Eu falo, sim! A imprensa fala de nós; por que não podemos falar da imprensa? Quando alguém da imprensa estiver errado, nós podemos falar! Eles não são os donos da razão. Querem me criticar, podem criticar! Falar do Dário, não sou eu que falo. Leiam as colunas do Prisco Paraíso, do Miltinho Cunha, do Cacau Menezes, escutem Evandro Saad na televisão, leiam os jornais - Ungaretti. São vários criticando; não é o Duduco que está falando do Dário. É a cidade de Florianópolis que está falando de Dário Berger. Eu o ajudei a se eleger e gostaria que ele fosse o melhor prefeito do sul do Brasil. Agora tenho o direito de cobrar! Não será o senhor que vai calar a minha boca. Ademais, vão o senhor e o Beto, do Box, para o inferno!

Não sei o que o Beto fez pelo mercado. Pegou fogo e ele nem deu as caras. Não foi na ala dele; ele está feliz! E o senhor quer defender o Beto, do Box? Eu quero que o senhor mande por e-mail ou venha dizer pessoalmente - terei prazer de recebê-lo em meu gabinete - o que o Beto fez por Florianópolis. A única coisa que ele fez foi explorar turista. Não fez nada! Nunca vi ele participar de nada nesta cidade, a não ser ir à feira na França, todos os anos, para saber o preço do pastel francês e aplicar aqui, ao turista. Vou continuar falando.

Chamem o sr. Orestes Melo, do mercado, ou a diversos comerciantes e perguntem as boas informações que têm do Beto. E o senhor quer defender o Beto, do Box?! Falo e vou criticar. Não será o senhor quem vai calar minha boca. O meu gabinete não é o Box 32; lá é o box do povo, do pobre, do desassistido. Isso pode ser; isso o senhor não coloca, mas escreve no jornal que critiquei o Beto, do Box. E critico mesmo; critico até se for de minha família. Estou de mal com um parente porque não quero colocá-lo na Assembléia, e não vou colocá-lo; pode ser da minha família, que não vote em mim, que vote em outro, que procure outro. Pode ser da minha família, não interessa! Não coloco e está acabado! Sou contra isso.

Agora vem um cidadão dizer o que devo fazer aqui na Assembléia?! Sr. Fernando de Oliveira. Eu tenho o maior respeito pelo jornal, pois o jornal tem grande utilidade. Agora, dizer que não posso criticar a imprensa?! Critico! Então um deputado não pode fazer crítica a um colunista? Pode! Ou só somos os alvos deles. Se estiver errado, podemos criticá-lo. Eu já fiz diversos elogios à imprensa; já trouxe pessoas da imprensa para ser homenageado. Já houve sessões especiais para muitas pessoas da imprensa. Assim como não há bons deputados, vereadores e senadores, não há bons colunistas, não! Por que não?

Ele se perdeu quando escreveu em "Duduco III" que eu estou comprometendo o cargo do secretário de Turismo. Comprometendo por quê? Se Dário está se sentindo prejudicado, que o mande embora. Não mandou por quê? Porque o homem realmente tem atendido, tem feito o que pode com o que lhe é oferecido. Todo mundo sabe que a secretaria de Turismo não arrecada nada. Ela vive diretamente do gabinete do prefeito, Não existe arrecadação para a secretaria de Turismo. E diz que é mal assessorado, que os assessores não mandam nada para ele. Isso até pode ser; até concordo com o senhor. Agora, não posso concordar que o senhor diga que o meu gabinete é o Box 32. Não é. O senhor se perdeu quando falou isso.

Vou falar de novo que existem muitos jornais patrocinados. Têm muitos, deputado Sérgio Godinho. Quantos são patrocinados? Neste aqui está escrito cortesia. Quero saber se está escrito cortesia porque eu estou precisando de uns exemplares para distribuir no morro do Mocotó, no morro da Caixa. Preciso distribuir lá em cima para o pessoal.

Mandei realmente fazer muitas cópias para distribuir lá para saberem como funciona esse tipo de imprensa: criticando-me porque eu critiquei o Beto, do Box 32. Doeu, no homem. Não sei se ele é freqüentador do Box; não sei que diacho tem com o Beto do Box, que até chamou o meu gabinete de Box 32. Box 32 é a tua casa, tua editoria! Não serve para todo mundo... Há grandes colunistas no jornal A Fonte, que inclusive é um bom jornal, preocupados com a comunidade.

Vai falar para os vereadores da Câmara. Está cheio: Ângela Albino critica o prefeito Dário Berger; Márcio de Souza... Todos criticam Dário Berger. E aí? O senhor também não está satisfeito?!

Pára, ele pode ter funcionado lá; aqui ainda não funcionou e não disse para que veio, e está acabado. Funcionou lá, mas aqui não disse para que veio. Se ganhou medalha de ouro lá na França, aqui não ganhou nem de lata.

Vou falar! Qualquer um pode me criticar, não tem problema porque eu aceito. Já aceitei criticas, aqui, de diversos colunistas: Prisco, Moacir Pereira, Cacau Menezes. Já aceitei e aceito! Eles têm o direito de nos criticar, mas não para proteger algumas pessoas que fazem parte do nosso discurso do dia-a-dia, como foi o caso do meu discurso a respeito da administração do prefeito Dário Berger e do Beto, do Box 32, indicado por Marcílio Ávila como o futuro secretário de Turismo, de Florianópolis. Eu critiquei e a cidade toda achou que foi péssima a indicação de Marcílio Ávila. O Marcílio foi infeliz. Ele é um bom vereador, é atuante, mas foi infeliz na indicação do Beto, do Box 32.

Eu citei aqui outras pessoas como: Joares Silveira, Michel Curi, Miltinho Cunha, Cacau Menezes e outros, que estão preocupados com a nossa cidade. Nós temos vários empresários, até gente do trade turístico capacitado para ser secretário, menos o Beto, do Box. Esse eu não vou engolir!

E aí chamou o meu gabinete de Box 32, como colocou na coluna, deputado Onofre Santo Agostini. Achei estranho isso. Ele colocou:

(Passa a ler)

"Na minha visão e na questão imprensa, o parlamentar se excede de maneira equivocada, onde deveria se preocupar mais com o seu Gabinete e deixar a imprensa fazer o seu papel."

(Cópia fiel)

O meu gabinete está muito bem cuidado; precisa ver. Saio daqui todos os dias às 23h. A imprensa que faça o seu papel, transparente, sem proteger ninguém.

(Continua lendo)

"Observo que está havendo despreparo profissional por parte de alguns assessores do Secretário Luiz Ferreira" (com o que concordo) "em não repassar aos colunistas as ações realizadas por sua Secretaria.

Deputado deixe a imprensa fora de seus caprichos". Não deixo. "Na política, existe muito o ‘estou de mau contigo’ e depois voltam os abraços". É verdade! É verdade, o próprio Dário deve comungar desse ditado "e depois voltam os abraços."

"Isso me lembra um caso bem recente. Deputado, o Box 32 não é seu gabinete, ou agora é?" Não foi e nunca vai ser. Não foi e não quero o Beto nem como meu eleitor! Agora, sou verdadeiro e sou puro. Não posso aceitar o seu Fernando, que inclusive tem uma bela coluna. Existem diversas pessoas com colunas interessantes, o meu amigo Ricardinho Machado, o Festinha, existem muitas pessoas maravilhosas escrevendo para o jornal.

Mas não posso aceitar o cidadão dizer que o meu gabinete é o Box 32 ou perguntar se agora é. Não é, não, senhor! Eu pergunto para o senhor se aí na sua redação é o Box 32 ou a defesa dele. O senhor tem alguma procuração? O que é que o atingiu? O que é que o afetou, sr. Fernando? De repente o senhor vem para o jornal chamar o meu gabinete de Box 32!? Mas não é, não, senhor! Agora, estou em dúvida com a sua...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)