Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Carlos Vieira

40ª Sessão Ordinária - 25/05/2006

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Sr. presidente, srs. deputados, srs. telespectadores da TVAL, bom-dia.

Essa história de agricultura, deputado Manoel Mota, é muito complicada realmente. Quando as empresas precisam, fomentam uma produção e quando é produzido ou quando tem algum problema na produção, os empresários e os industriais deixam ao léu esses produtores, provocando a crise. O dólar, que está causando esse problema, diria que é uma faca de dois gumes: se o dólar estiver alto, cria problema na importação e na dívida externa do país, se ele está baixo, cria uma situação facilitada para a importação e dificulta a exportação. Isso é o obvio! Isso é uma política de governo e a política hoje é de fortalecer o real, evitando, evidentemente, uma inflação no mercado interno. Hoje nós estamos dependendo do governo americano. Por que o dólar deu uma recuperada e foi a R$ 2,40, quando estava em R$ 2,29? Porque o governo americano aumentou os juros anuais para 5%.

Isso equivale a dizer que todos aqueles que tinham interesse em fazer aplicação nos Estados Unidos para ganhar um juro de 5%, através dos títulos americanos, estão retirando os dólares do Brasil e levando-os para os Estados Unidos. E, automaticamente, elevando o preço do dólar aqui e recuperando o papel nos Estados Unidos. Se o Tesouro americano reduz para 4% o juro, o dólar vai voltar a cair no Brasil, e se aumentar para 6%, veremos o dólar chegar a R$ 3,00.

Então, é uma conseqüência lógica a situação que nós vamos viver, mas isso tudo depende da política econômica do nosso país.

Mas, sr. presidente e srs. deputados, eu gostaria também de fazer um cumprimento público ao jornal ANotícia pelo novo padrão gráfico que ele apresentou, recentemente, à sociedade catarinense, em que dá para todos nós, leitores de carteirinha, uma possibilidade de ver um jornal mais dinâmico, um jornal com mais facilidade, inclusive, da participação dos leitores. Então, faço este registro de cumprimento à diretoria do jornal ANotícia, através de seu presidente Moacir Thomazi. Enfim, quero deixar registrado, aqui, os meus cumprimentos ao presidente do jornal ANotícia Moacir Thomazi!

Por outro lado, sr. presidente, não posso calar-me e ainda há pouco, inclusive, dei uma entrevista sobre isto. Nós estamos numa situação, hoje, muita complicada. Pelo que está no jornal, v.exa. tentou intermediar, junto à secretária da Educação, uma negociação com os professores em greve e parece-me que não foi bem sucedido. Eu acho que nessa história toda, em que o governo do estado diz que já deu quase 60% de aumento para os servidores da área da Educação, em que os professores da Educação reclamam por mais salário, ambos têm de sentar à mesa, porque nessa situação todos estão perdendo. Estão perdendo os professores, está perdendo o governo e, principalmente, estão perdendo os alunos, porque eles acabam perdendo o ano escolar, o ano letivo, que já está comprometido com essa greve que está ocorrendo.

Então, sr. presidente, eu faria até um apelo ao governo do estado, para que nós, do PP, não voltássemos a obstruir a pauta desta Casa, que não é o nosso objetivo como deputados democráticos que somos: que o governo voltasse a conversar com os grevistas, não no sentido de cada um firmar a sua posição radical, como, por exemplo, "cortar ponto daqui", "eu não volto a lecionar", "eu continuo nas ruas fazendo a minha posição de greve, apresentando as minhas reivindicações", enquanto que o governo fica batendo na mesa e dizendo que não conversa com os grevistas. Porque nessa história toda quem perde, e perde muito, são os estudantes e os pais que precisam que o poder público ofereça para os seus filhos a educação tão necessária do ensino fundamental.

Assim sendo, eu faria um apelo, sr. presidente, a v.exa., no sentido de nós voltarmos a discutir esse assunto e que esta Casa, este grupo de deputados tentasse fazer com que o governo do estado fosse sensível à conversação.

Nós temos que conversar! Não é como diz o deputado Manoel Mota, que havia greve no governo passado, que há greve neste governo; parece que estão disputando quem faz mais greve, menos greve; que a greve do governo passado foi de 60 dias; que agora a greve só está em 20 dias. Parece que um quer bater o recorde do outro em fazer mais ou menos greve.

Eu acho que isso não é bom para ninguém! Mas eu vou fazer agora, sr. presidente, uma solicitação ao governo do estado.Eu fiz uma única visita ao governo do estado, ao então governador não licenciado, talvez efetivo, Luiz Henrique da Silveira, com um grupo de pessoas influentes do município de Bom Retiro.

O ex-prefeito municipal Valdir Hemckmeier, candidato a prefeito na última eleição pelo PMDB, que não logrou êxito, mas é da facção do governo do estado, o padre Oldemar, o deputado Onofre Santo Agostini e várias outras autoridades daquele município foram solicitar ao governador do estado um recurso para a construção do Santuário Nossa Senhora Aparecida.

E o governador do estado, muito gentilmente, atendeu todo o grupo, ficou muito sorridente para mim, por ser deputado da Oposição e que lá comparecia, e prometeu que para fevereiro de 2006 os recursos sairiam. Não prometeu, evidentemente, todo o dinheiro que a comunidade estava reivindicando para aquele santuário, mas prometeu, sim, que haveria recursos do governo do estado, dentro das possibilidades, em fevereiro.

Como nós estávamos em 2005, eu imaginei que em fevereiro de 2006, porque este é o último ano dessa administração, os recursos seriam liberados. Eu não imaginava que ele estava jogando já para o futuro mandato. Faço um apelo: como a eleição é em 1º de outubro e ainda não está ganha, que ele decida conceder agora esse auxílio para aquela comunidade.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)