92ª Sessão Ordinária - 07/10/2026
DEPUTADO FERNANDO KRELLING (Orador) - Agradeceu aos eleitores de Santa Catarina pela reeleição, destacando os 70.506 votos obtidos em mais de 270 municípios, especialmente os mais de 40 mil votos em Joinville, cidade que o elegeu como o Deputado Estadual mais votado. Também mencionou sua trajetória política, iniciada como vereador mais votado da história de Joinville, em 2016, e posteriormente consolidada por dois mandatos na Assembleia Legislativa, com crescimento sucessivo de sua votação.
O parlamentar atribuiu o resultado ao trabalho realizado ao longo dos últimos anos, inclusive na destinação de recursos aos municípios, e agradeceu nominalmente às cidades do Norte de Santa Catarina e da região da AMUNESC que contribuíram para sua eleição. Ressaltou, ainda, a importância de sua família, especialmente da esposa, Fernanda, e do filho, Guilherme, pelo apoio durante o período de intensa atividade pública e eleitoral. Também prestou homenagem ao pai falecido, cuja ausência tornou aquela eleição particularmente difícil, embora tenha afirmado sentir sua presença espiritual e seus ensinamentos.
Agradeceu igualmente aos segmentos que apoiaram sua candidatura, entre eles o setor esportivo, as mães e famílias atípicas e o agronegócio do Planalto Norte catarinense. Destacou sua atuação em favor das pessoas com deficiência e das famílias atípicas, mencionando a realização de seminários de capacitação e a destinação de recursos para a criação, em Santa Catarina, de um centro de Neuropsicopedagogia de grandes proporções. Também reafirmou seu compromisso com o agronegócio, considerado por ele fundamental para a força econômica do Estado.
Ao avaliar o próximo mandato, declarou estar satisfeito e motivado, mas consciente de que terá responsabilidade ampliada nos quatro anos seguintes. Em seguida, apresentou uma reflexão crítica sobre o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), afirmando que o partido precisa compreender as mudanças ocorridas no cenário político brasileiro desde 2018, diante da redução de sua representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Segundo ele, não basta modificar discursos ou substituir pessoas: é necessário transformar atitudes e formas de atuação. Reconheceu a importância histórica do MDB para o desenvolvimento de Santa Catarina, citando antigos líderes do partido, mas ponderou que a política não pode viver apenas de sua história. Defendeu a valorização das novas lideranças, que devem ter espaço, voz e protagonismo para interpretar as atuais demandas da população catarinense.
Por fim, classificou sua manifestação como uma autocrítica, por também integrar o MDB, e defendeu a renovação dos quadros partidários como caminho para recuperar força política, ampliar o número de vereadores e prefeitos e voltar a ocupar posição de destaque no Estado. Advertiu que, se o partido não refletir sobre as mudanças necessárias, poderá continuar se enfraquecendo, concluindo que, nesse caso, talvez seja o momento de deixar a política em vez de permanecer sem capacidade de renovação.