Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

54ª Sessão Ordinária - 03/07/2013

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, mais uma vez gostaria de registrar e agradecer a presença aqui na Casa, no dia de hoje, do nosso trade turístico de Joinville, que esteve visitando o gabinete dos deputados estaduais da região, especialmente os deputados Kennedy Nunes, Darci de Matos e este deputado. Queremos agradecer a presença da Maria Conceição Junkes, presidente do Núcleo da Ajorteme; do Mário Lobo Filho, presidente da Associação Brasileira de Agência de Viagem de Santa Catarina; do Douglas Hoffmann, da Fundação Turística da prefeitura de Joinville; do Sérgio Roberto Ferreira, diretor presidente da Fundação Turística da prefeitura de Joinville; da Rosicler Dedekino, vice-presidente de núcleos e negócios da Ajorpeme, e da Ana Luíza Moeller Wetzel, do Convention Bureau de Joinville e região.

Quero deixar registrada a presença deles, que foi muito importante.

Foi-me perguntado, inclusive, pela jornalista que acompanhava o grupo o que eu penso, como deputado, sobre a questão turística e as reivindicações turísticas da minha região. Eu respondi, e quero que fique registrado, que acho que estamos atrasados há alguns anos em relação a outros países, e quem sabe em relação até ao nosso próprio país. Vemos a região nordeste brasileira com muito mais intensidade turística do que vemos a região norte, por exemplo. Joinville é uma cidade bonita, aconchegante, mas que ainda não tem os atrativos turísticos necessários para atrair pessoas de outros centros, de outras cidades e de outros países para visitá-la.

Quero também registrar, sr. presidente - e é uma pena que o deputado Gilmar Knaesel não esteja mais aqui, o meu companheiro e parceiro de partido que aprovou agora há pouco, por unanimidade... Inclusive, eu ia pedir um aparte, mas não consegui, porque eu queria que fosse, pelo menos, conversado sobre essa questão da obrigatoriedade de se cantar o Hino de Santa Catarina nos grandes eventos do estado.

Ocorreu-me que eu até tenho recortado aqui o comentário de um determinado jornalista de um jornal de grande circulação de Joinville, que disse assim:

(Passa a ler.)

"Já se torna pura insensatez essa história de leis obrigando a execução de dois hinos antes de jogos de futebol. O belo Hino Nacional, muitas vezes ouvido sem o devido respeito, deveria ser executado apenas em finais ou abertura de campeonatos. Mas já há estados e municípios impondo a execução de duas canções cívicas, e os atletas, com esse frio, obrigados a ficar em posição de sentido para ouvir.

O Rancho de Amor à Ilha, aliás, é uma beleza, mas a sua execução obrigatória em jogos de Florianópolis seria, no mínimo, um despautério. Logo viriam propostas oportunistas, hinos de partido político, ou marcha da maconha, etc."

Nós aprovamos, por exemplo, no dia de hoje, a obrigatoriedade da execução do Hino de Santa Catarina nos grandes eventos do estado. Já temos a obrigatoriedade da execução do Hino Nacional. Quer dizer, então, nesses grandes eventos, primeiro tocará o Hino Nacional, que não é curto, diga-se de passagem, e depois deverá ser executado o Hino de Santa Catarina. Tudo bem! Daqui a pouco poderá aportar por aqui mais uma lei para a execução de mais algum outro hino. Como diz o deputado Kennedy Nunes, daqui a pouco haverá o Salve o Coríntias também!

Portanto, temos que ter um pouco de sensatez em relação a essa questão. Eu até sugeriria ao deputado Gilmar Knaesel, já que ele entrou com esse pedido, que o Hino Nacional só fosse tocado, por exemplo, na abertura e no fechamento dos campeonatos e em eventos especiais, e o Hino de Santa Catarina em todas as solenidades importantes do nosso estado, para não ficar essa execução dupla em todos os eventos, o que é realmente cansativo.

Por mais que se goste, por mais que se respeite, por mais que se seja patriota, por mais que se goste do Hino de Santa Catarina, a pessoa ficar em posição de sentido escutando o Hino Nacional inteirinho - porque se fosse tocada somente a primeira estrofe do Hino Nacional, tudo bem - e depois mais o Hino de Santa Catarina, realmente não é fácil.

Dito isso, sr. presidente, quero aproveitar o ensejo também, já que me restam quatro minutos, para registrar que recebemos aqui uma delegação bastante interessante, bastante densa, de moradores da região do vale Itapocu, da nossa grande Joinville.

Essa região do Itapocu, Morro Grande, para quem não conhece, fica entre o município de Joinville, entre Barra Velha/Barra do Sul, fica naquele meio. Fica antes do pedágio. É ali que temos essa população de um número bastante grande de famílias.

A reivindicação deles é simples. E este deputado já levou o projeto, inclusive, ao secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, que nos recebe muito bem sempre que vamos lá. Ele já pleiteou junto ao governador o asfaltamento da rodovia que faz parte da rodovia do Encanto, que é a estrada geral do Itapocu, que vem da Barra do sul até a BR-101. Mas não existe dotação orçamentária para executar essa obra. Inclusive, o governador esteve na Barra do Sul e disse da impossibilidade de asfaltar aquele trecho, porque custaria em torno R$ 60 milhões, R$ 70 milhões aqueles 28km.

Ontem, juntamente com a comunidade do Itapocu, com aquela outra comunidade também da estrada geral do Morro Grande, conseguimos ver uma luz no fim do túnel, com o secretário Valdir Cobalchini, porque conseguimos provar e mostrar para ele que não vai ser necessário nesse primeiro momento gastar os R$ 60 milhões. Nós provamos para ele que se o estado asfaltar pelo menos 5km da BR-101, na direção da Barra do Sul, com aqueles primeiros três a 5km que forem asfaltados teremos solucionado o problema de toda aquela comunidade. Depois desses até 5km temos uma vasta região sem povoamento, sem moradores, até chegar próximo a Salinas, lá na Barra do Sul.

Tivemos a garantia do secretário de estado da Infraestrutura de visitar essa região, para então podermos viabilizar esse asfaltamento. Fiquei muito contente, porque é um anseio, uma angústia daquela população. E não haveria possibilidade de haver alguma esperança, se fossemos colocar os 28km para asfaltamento nesse primeiro momento.

Agora, com essa conversa que tivemos para que se asfalte pelo menos 5km da BR-101, na direção da Barra do Sul, o secretário acabou entendendo como possível. Vai até lá, e vamos ter finalmente, ainda este ano, o início das obras.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)