Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

87ª Sessão Ordinária - 07/10/2014

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, pessoas que nos acompanham pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital ou que estão aqui presentes na sessão de hoje, neste 7 de outubro, primeira sessão no período pós-eleitoral, servidores desta Casa, quero informar à pequena parcela da população que nos está assistindo, porque o sinal da TVAL ainda é fechado, não está aberto ao conjunto da população, que ainda há pessoas internadas nos corredores do Hospital Regional de São José. Mas isso não foi visto, nos últimos três meses, a propaganda do candidato Raimundo Colombo à reeleição do governo, mostrava que estava tudo certo no serviço de saúde.

Hoje de manhã, estive no Hospital Regional de São José, porque o meu único genro sofreu um acidente, quebrou o fêmur e está lá aguardando, provavelmente, até este horário, por um médico especialista que possa atendê-lo. Eu encontrei lá também outro conterrâneo de Imbuia, que está desde ontem internado no corredor do referido hospital, fato esse que mostramos nesta Casa, nos últimos anos. Então, a propaganda eleitoral continua sendo distinta da realidade na qual vive a população deste estado.

Mas quero falar de eleição e da nossa participação nesse processo eleitoral. Nossa candidatura ao Senado foi com o objetivo de contribuir com o debate e com a apresentação de uma alternativa diferente à sociedade catarinense e para fortalecer uma chapa no sentido de eleger deputados. Mas, convenhamos, os resultados foram piores do que aquilo que imaginávamos e avaliávamos que poderia ser. Não pela pequena votação da eleição ao Senado, com 3,10%, mas especialmente porque não conseguimos eleger nenhum deputado estadual, e este era o nosso objetivo, e assim constituímos uma chapa e trabalhamos na perspectiva de eleger pelo menos um deputado estadual. Faltaram-nos 16 mil votos na chapa para chegarmos a esse objetivo e avaliamos que o resultado foi bastante ruim para o nosso partido, para a nossa chapa, o Partido Socialismo Liberdade, no qual estamos filiados desde o último mês de outubro. Resultado ruim, portanto.

Mas quero registrar que nós fizemos uma campanha com muito pouco recurso. A candidatura ao Senado gastou R$ 116 mil e uns quebrados. E com este dinheiro não fizemos nenhuma placa para a candidatura ao Senado, nenhum plástico daquele de vidro traseiro de carro, nenhuma plotagem e absolutamente nenhum militante foi pago para segurar bandeira ou para ajudar a entregar o material.

Foi uma campanha feita com pessoas que, por acreditar na proposta e não ter amarras com outras propostas, doaram-se e dedicaram-se a nossa campanha. A maior parte desses R$ 116 mil nós gastamos pagando a gráfica para produzir os panfletos, os chamados santinhos, das 22 candidaturas a deputado estadual e das sete candidaturas a deputado federal.

Aliás, esse é um recurso que é utilizado para eleger vereador numa cidade muito pequena. Lá em Imbuia, uma cidade com seis mil habitantes, talvez se gaste R$ 120 mil para eleger um vereador, e muitas vezes muito mais que isso. Pois foi esse o dinheiro que gastamos numa campanha ao Senado e, repito, bancando material gráfico para todas as candidaturas proporcionais da chapa.

Tivemos uma eleição que se caracterizou, a meu ver, mais do que as outras no passado, numa eleição dominada pelo poder econômico. Como dizia o deputado Edison Andrino, e eu não vou ter tempo para discorrer sobre isso, mas não vai sair reforma alguma porque o Congresso eleito tem patrão, que são as empreiteiras, os bancos e o agronegócio que não querem que mude absolutamente nada, pois para eles está bom do jeito que está. Infelizes as classes trabalhadoras e as bases da sociedade!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)