Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Flavio Ragagnin

13ª Sessão Ordinária - 06/03/2008

O SR. DEPUTADO FLÁVIO RAGAGNIN - Sra. presidente, deputada Ana Paula lima, demais membros da mesa, srs. deputados e sras. deputadas.

Venho a este plenário, com satisfação, para fazer uma saudação às mulheres agricultoras presentes, pois conheço bem a sua luta, uma vez que sou de Seara, onde fui prefeito por três vezes, e tivemos e temos muito respeito por essa questão.

Mas quero reportar-me ao dia da minha posse para fazer o registro da maneira como fui recebido aqui no plenário no primeiro dia de trabalho, o respeito que os colegas tiveram comigo. Fico envaidecido e feliz em poder ficar aqui por 60 dias. Será um orgulho, sem dúvida.

Também quero registrar que o Partido Progressista de Seara tem tido uma atuação muito forte, muito firme nas decisões regionais, principalmente por ter um representante do oeste de Santa Catarina, mais precisamente do Alto Uruguai catarinense, este que está aqui hoje falando. Quero saudar com muito carinho o nosso presidente Luiz Benatti e toda a executiva do Partido Progressista de Seara.

Também quero falar sobre a repercussão, deputados Silvio Dreveck e Joares Ponticelli, o grande destaque na mídia estadual, por força de uma atitude democrática do Partido Progressista. Isso me deixa feliz e mostra que o Partido Progressista está aberto a oportunidades e a discussões.

Quero aproveitar também para ler um ofício recebido e fazer um destaque especial ao nosso deputado Odacir Zonta.

Recebemos um ofício com o seguinte teor:

(Passa a ler.)

"[...]

Informo a Vossa Excelência que o Ministério das Comunicações está destinando, a cada um dos municípios relacionados no anexo, um telecentro comunitário, constituído de computador-servidor, dez computadores em rede, data show (projetor multimídia), roteador wireless, impressora a laser, central de monitoramento remoto (câmera de vídeo), onze estabilizadores de voltagem, onze mesas para computador, mesa para impressora, mesa do assistente, armário e vinte e uma cadeiras multiuso.

Esse telecentro está destinado aos seguintes municípios: Anita Garibaldi, Arabutã, Arroio Trinta, Bom Jesus, Caçador, Caibi, Calmon, Herval do Oeste, Ibicaré, Ipumirim, Irani, Lindóia do Sul, Paial, Palma Sola, Ponte Alta, Ponte Alta do Norte, Princesa, Salto Veloso, São Carlos, São Cristóvão do Sul, São José do Cedro, Seara, Treze Tílias, União do Oeste, Urupema e Vargeão.[...]"[sic]

Destaco aqui a atuação do deputado Odacir Zonta, a quem me refiro neste momento, cuja atuações e ações enchem de orgulho o nosso partido.

Mas eu quero referir-me também ao assunto dos dejetos suínos, à questão ambiental e à questão de renda do pequeno produtor.

Seara, por exemplo, que é o nosso município - e essa é a tônica em todos os municípios produtores de suínos do estado de Santa Catarina -tem 1.400 pequenas propriedades rurais, detém 300 mil cabeças de suínos numa área de 306km² e é um município que respeita muito a questão do meio ambiente.

Aí levanto o problema que citei na ocasião anterior, de que dizem e comentam sobre a poluição dos rios e das águas do oeste de Santa Catarina, o que não é verdade! Existe a consciência do nosso pequeno agricultor na preservação da água, mas há necessidade de políticas públicas, para que nós, além da preservação da água, tenhamos renda e qualidade de vida.

E a solução - como eu disse, não vou aqui discutir nenhum assunto sem apresentar solução - chama-se biodigestor com gerador de energia elétrica, esse sistema de produção de energia através das usinas que o deputado Valmir Comin comentou, de empresas que irão gerar energia através dejetos de aves e de suínos. Eu estou referindo-me ao biodigestor individualizado. Cada propriedade que produz suínos precisa ter o seu próprio biodigestor.

Por que é que estou falando isso? Porque acompanho pari passu a situação. Conheço como funciona a produção de suínos, como funciona o trabalho do agricultor e como funciona o gerador de energia. Esse projeto, instalado em Seara há seis anos, encontra-se lá parado porque o governo não está dando atenção. E a Celesc não aceita que essa energia seja introduzida no sistema instalado na propriedade rural.

Faço essa referência porque é necessário que o governo do estado, através da Celesc, da secretaria da Agricultura e dos órgãos estaduais, dê atenção para esse assunto, uma vez que isso significa qualidade de vida e renda para o pequeno produtor. Refiro-me hoje e vou-me reportar a esse assunto por diversas vezes, trazendo aqui maiores subsídios e informações.

Mas sou solidário também com o pensamento do deputado Valmir Comin, que se referiu à geração de energia através de uma usina internacional. Na minha maneira de entender, nós, valorizando a Embrapa e o que temos no estado, podemos fazer isso dentro das nossas condições, na nossa região e com as nossas possibilidades.

Também quero comentar aqui sobre outro assunto. Ouvi a reivindicação das mulheres camponesas sobre cisternas. O programa de cisternas foi lançado há dois anos pelo governo do estado e na nossa região, pelo menos no Alto Uruguai catarinense, não temos tido informações sobre a sua instalação, o que seria muito necessário e importante. E não se trata apenas da água da chuva para alimentar os animais - e ouvi atentamente o que aquela sra. camponesa falou, representando o Movimento de Mulheres Camponesas -, mas, principalmente, para abastecer a casa, utilizando-a para cozinhar e beber. É necessário que se pense muito sobre esse assunto para que esse fato venha à tona e para que se cobre do governo do estado essas ações.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)