45ª Sessão Ordinária - 30/05/2007
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente e srs. deputados.
O Sr. Deputado Edson Piriquito - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não!
O Sr. Deputado Edson Piriquito - Nobre deputado, agradeço a oportunidade de aparteá-lo mesmo antes de começar o seu discurso. Mas, com o intuito de corroborar com a fala de v.exa., trago à Casa a informação verdadeira sobre o caso da Celesc, no que tange às possíveis demissões dessas duas pessoas citadas pelo deputado Joares Ponticelli.
O deputado falta com a verdade, talvez por desconhecimento ou por vontade de desqualificar politicamente o dr. Eduardo Pinho Moreira, quando afirma que ele demitiu duas pessoas da Celesc. O dr. Eduardo não demitiu ninguém da Celesc. As pessoas que ele citou, demitidas pelo dr. Eduardo, foram contratadas pela Eletrosul. Não haveria como o dr. Eduardo cometer uma ingerência na Eletrosul e provocar qualquer demissão.
Faltou com a verdade. Creio que deveria retratar-se aqui no plenário desta Casa para que a verdade fosse restabelecida.
É claro que eles identificaram o dr. Eduardo Pinho Moreira como sendo o grande nome para as eleições de 2010 e começaram a fazer a desconstrução, a tentar desconstruir o projeto de um homem sério, de um homem honrado, de um homem que está a trabalho do estado catarinense.
Seria esta a minha participação no pronunciamento de v.exa.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Nobre deputado, agradeço o seu aparte.
Pergunto se alguém sabe do paradeiro do caratoca. Alguém tem conhecimento do paradeiro do caratoca? Ele vem aqui, faz o seu pronunciamento, falta com a verdade e desaparece. O caratoca é assim, não adianta. Ele vem aqui, vê que o deputado Manoel Mota está inscrito e desaparece. Vem aqui, faz acusações levianas, irresponsáveis e desaparece.
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não!
O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Nobre deputado, nós falamos que eram algumas meias verdades. Agora já virou uma mentira por inteiro.
Já foi esclarecido pelo deputado Edson Piriquito que os funcionários são da Eletrosul, foram contratados pela Eletrosul e quem vai demitir é aquela empresa. Não tem nada a ver com a Celesc. Então, já virou não uma meia verdade, virou uma mentira inteira.
E outra coisa: o Luz no Campo é luz para todos. Quem somos nós para dizer que aquele que pode pagar vai receber luz agora ou vai receber depois? É luz para todos que moram no campo! Daqui a pouco nós vamos começar a discriminar, deputado Pedro Uczai, dizendo que aquele é mais rico, aquele outro é mais bonito e aquele é mais feio e aí não será luz para todos no campo. Vai deixar de ser Luz para Todos.
Outra coisa sobre a empresa que presta serviços de eletrificação rural: disseram que foi o governo Luiz Henrique quem trouxe. Vamos só clarear os fatos. O governo Lula deu ao Grupo Alusa a concessão das linhas de transmissão das Hidrelétricas Barra Grande e Machadinho, onde estão sendo investidos R$ 300 milhões. Vamos deixar as verdades aqui às claras, porque o Grupo Alusa tem uma concessão federal no estado de Santa Catarina.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Deputado Elizeu Mattos, quero incorporar o seu aparte ao meu discurso.
É evidente que falar é uma coisa e ter que ouvir é outra diferente. Nós já estamos acostumados com isso. Eu tenho alguns mandatos neste Parlamento e convivi com muitos parlamentares, nesta Casa. Eu praticamente vi e participei dos dois governos do deputado Joares Ponticelli e nunca vi apresentarem nada, é só crítica. O último governo de Esperidião Amin, eles venceram em cima de calúnias, falsidades, mentiras, denegrindo pessoas de bem que não mereciam passar por aquilo. Foram quatro anos só de críticas ao Paulo Afonso, críticas e críticas, só esqueceram que o seu líder catarinense, sr. Esperidião Amin, na época era senador e foi relator de R$ 10 bilhões de letras não existentes do estado de São Paulo, do sr. Paulo Maluf, esse que é procurado pela Interpol.
(O sr. deputado Reno Caramori manifesta-se fora do microfone.)
Não adianta, é verdadeiro!
(O sr. deputado Reno Caramori manifesta-se fora do microfone.)
Deputado Reno Caramori, não cabe a v.exa., porque é verdadeiro! Eu não falto com a verdade! Não falto com a verdade! É verdadeiro! O sr. Esperidião Amin foi relator de R$ 10 bilhões do Paulo Maluf, em São Paulo. Lá não houve problemas, lá tudo é sério, e aqui, no caso das letras todos eram bandidos, fizeram tudo o que era possível para destruir, na época, o governo de Paulo Afonso. Foram para as urnas com aquelas críticas, ganharam a eleição e ficaram os quatros anos sem fazer nada, só criticando.
Não fazem projetos, não planejam, são omissos e evidentemente esqueceram que a sociedade esperava alguma coisa, só que não aconteceu absolutamente nada. Aí sai um cidadão de Joinville - eleito pelo povo daquele município por três vezes para a prefeitura - para disputar como cidadão, uma eleição ao governo do estado. Enfrentando quem? Enfrentando o mito de Santa Catarina. Era o mito dos discursos falsos, arranjados, dos discursos para contemplar, sem absolutamente nada, vazios. Então o povo que tem memória, que sabe cobrar, foi para a urna e não deu outra coisa. Um cidadão comum, chamado Luiz Henrique da Silveira, derrota o mito, que é mito só nas calúnias, como faz o papel aqui o deputado Joares Ponticelli, só fazendo calúnias, tentando enganar o povo, o resultado foi que perderam as eleições.
Um dia eu disse para ele que iriam perder a eleição. Ele fez um sorriso de deboche, como se já tivessem sido eleitos, antecipadamente. Perderam a eleição e não mudam, continuam com os mesmos discursos, inventando, caluniando, mentindo, enganando. E aí foram para outro embate eleitoral, onde o Luiz Henrique, o homem de bem que criticou na época o governador Esperidião Amin, porque ele teve que renunciar a prefeitura e o outro, com a caneta na mão como governador não renunciou. Na última eleição Luiz Henrique disse: eu não vou fazer o mesmo, vou renunciar. E renunciou, disputou a eleição como cidadão de bem, para de novo derrotá-lo nas urnas. E o desespero não foi pequeno. É só olhar para aquele que faz o discurso, a mando do seu líder maior, são críticas, e críticas, enganos, calúnias, enganando a população. Continuam, ainda.E agora têm que achar uma figura. Por quê? Porque estão com medo do Eduardo Pinho Moreira em 2010. Outro discurso aqui não existe! Eles pensam: "em 2010 o Eduardo Pinho Moreira pode ser candidato e nós não temos propostas, porque somos vazios, enganamos o povo, vamos perder de novo! Então vamos tentar bater no Eduardo antes da hora".
A sociedade catarinense já viu e está cansada desse filme, dessas novelas. A sociedade sabe perfeitamente que são peças montadas, estão fazendo capítulos, mas na verdade são peças montadas e aqui não dá para montar muito as peças. Por que é que não dá mais para montar todas essas peças? Por que a sociedade está atenta, está esperta, está cuidando de perto dessas pessoas que não têm responsabilidade, que não apresentam nada, que são vazias, que não contribuem com a sociedade catarinense para termos um estado de qualidade, do qual todos vamos nos orgulhar.
Eu não vou poder concluir, lamento profundamente não poder fazê-lo porque cedi metade do meu tempo para os primeiros parlamentares. Peço escusas, mas gostaria de dizer o seguinte: Santa Catarina está preparada. Daqui para frente iremos eleger homens de bem, aqueles que enganam, caluniam...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)