Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

64ª Sessão Ordinária - 28/08/2007

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, companheiros deputados, companheiras deputadas, hoje não poderia deixar de falar e de anunciar para todo o povo de Santa Catarina, por ser representante da nossa querida Grande Florianópolis, mais especificamente da nossa Florianópolis, da qual fomos prefeito, que no dia de ontem, às 15h30min foi assinado um convênio entre a prefeitura municipal de Florianópolis, através do prefeito Dário Berger, e o governo do estado, representado pelo nosso governador Luiz Henrique da Silveira, e pela companhia de gás de Santa Catarina, através de ex-deputado estadual e federal, Ivan Ranzolin, através do qual a nossa ilha passa a fazer parte da modernidade, ou seja, do Projeto Ilha. Isso significa que nós teremos mais postos de gás natural veicular e que as nossas residências, condomínios e prédios poderão ser abastecidos por gás encanado.

Este Projeto Ilha é importante. E talvez algumas pessoas ainda não tenham pensado nessa forma de energia, com a tecnologia de hoje e com a sua facilidade, em não termos mais aqueles caminhões carregando botijões. Agora isso passará a fazer parte da arquitetura dos prédios de Florianópolis, que serão projetados para receber o gás como recebemos a energia elétrica e a água e isso vai melhorar a qualidade de vida.

Portanto, o Projeto Ilha dá uma arrancada para o cumprimento de uma das grandes metas do governo do estado na questão do gás, que é a utilização, na nossa ilha, do gás como fonte de energia. E também levará o gás para a serra, pois essa era a segunda reivindicação. E a terceira reivindicação é levar o gás para o oeste de Santa Catarina, para a industrialização, para a comercialização e para o uso da população. Então, o governo do estado está de parabéns, assim como a nossa prefeitura e a Companhia de Gás de Santa Catarina. É desta maneira que se trabalha!

Srs. deputados, não poderíamos deixar de falar hoje sobre uma pequena indicação, mas com muita profundidade, na qual mencionamos as escolas municipais. E nós que andamos muito pelo interior, principalmente na região da Grande Florianópolis, vimos aquelas escolas isoladas, onde antigamente existia uma madeireira, um núcleo habitacional da agricultura, que veio se enfraquecendo, até porque hoje as prefeituras procuram, através do ônibus, buscar as crianças no interior e trazê-las para os colégios, nas sedes dos municípios, barateando os custos da educação, uma vez que no interior temos poucos estudantes e as escolas ficam abandonadas.

Então, o que nós temos que fazer? Temos que aproveitar essas escolas que são propriedades públicas, fazendo um levantamento junto à secretaria de Educação e de Administração para dar alguma utilidade ao espaço e aproveitá-lo como centro comunitário, como centro específico de mães, ou como um centro onde os cursos técnicos possam ser realizados, para aproveitar melhor aquele espaço físico abandonado.

Então, peço a cada cidadão de Santa Catarina que ao ver uma antiga escola isolada ou uma escola pequena abandonada, mas que já teve importância comunitária, avise, para que possamos, a esse ente próprio estadual, dar alguma boa utilidade. Esse levantamento já está ocorrendo e é fácil de fazê-lo, através das secretarias de Administrações Regionais.

Sr. presidente, para encerrar não posso deixar de falar sobre uma antiga reivindicação, pois este deputado, quando foi prefeito, implantou o sistema de transporte marítimo entre o centro e Canasvieiras, de forma experimental e ainda existem as cooperativas de barco na Lagoa - e nós temos o transporte marítimo da costa da Lagoa e da outra parte do Rio Vermelho. Então, é urgente e necessária a interligação com os municípios da Grande Florianópolis com Biguaçu, São José e Palhoça, enfim, com o sul do estado; podemos vir desde Laguna, Garopaba e irmos para o norte, passando por Celso Ramos, Porto Belo e chegando a Camboriú e, porque não, até São Francisco, que já terá essa condição dos barcos funcionando, talvez daqui a dois meses. Mas a capital, por ser uma ilha e ter toda essa potencialidade, já deve começar funcionando como alternativa de transporte para evitar engarrafamentos. E nós sabemos que quem vem para o nosso município pela ponte Colombo Salles tem que entrar na ponte às 7h para chegar às 8h30min ou 9h aqui no centro, por causa do grande engarrafamento.

Então, existem alternativas. E hoje tem o transporte marítimo, inclusive de grande porte, pois os ônibus podem entrar direto e os passageiros não precisam nem sair e podem continuar sua viagem para os municípios da Grande Florianópolis. Para isso, obviamente há uma licitação, na qual o poder público municipal ou estadual não vai gastar. Seria em forma de concessão e de uma forma transparente, como aqui já foi feito com o Centro de Convenções e como nós fizemos com as garagens subterrâneas. Portanto, há muitas maneiras de fazer parcerias aproveitando essas potencialidades.

Então, queremos, mais uma vez, reivindicar junto ao governo do estado, do Deter e da secretaria de Transportes que façam acontecer esse grande sonho que é o transporte marítimo. Sabemos que está sendo feita a recuperação da ponte Hercílio Luz e que a construção de alguns viadutos ajudarão o nosso sistema de trânsito.

Srs. deputados, quero aproveitar para dar uma notícia boa, pois no dia 14, próximo ao cemitério do Itacorubi, na região que vai para a Lagoa da Conceição e Canasvieiras, toda população está sendo convidada para a inauguração deste primeiro viaduto. Esperamos que o viaduto da Avenida Ivo Silveira também venha - e houve um atraso -, com a maior brevidade, pois também irá ajudar o sistema de transporte.

Eu falo da nossa capital, porque ela é de todos os catarinenses, não é única e exclusivamente de quem aqui habita, mas de todos os que para cá vêm. A nossa cidade tem o título de cidade com melhor qualidade de vida, adquirido na nossa época, através do saneamento, do orçamento participativo, das creches, da educação, do transporte nos morros, do cestão do povo, mostrando que Florianópolis mudou e quer avançar ainda mais. E nós precisamos ter o metrô de superfície, o transporte marítimo e a complementação do saneamento básico no interior da ilha.

Ainda neste mês próximo, em setembro, teremos o lançamento da ordem do saneamento, no Ribeirão da Ilha, que produz ostras e que é o maior produtor de ostras e uma alternativa econômica do Brasil está na nossa ilha. A nossa querida Tapera também terá sistema de saneamento. Por isso, ainda mais queremos avançar. É desta maneira que queremos agir aqui no Parlamento, ou seja, lutando pela nossa Grande Florianópolis, especificamente por Florianópolis.

E este espaço é importante para falarmos dessas conquistas que são de responsabilidade pública. E eu tenho certeza de que o governador Luiz Henrique da Silveira é um parceiro da prefeitura, quando se propõe a essas parcerias, juntamente com todos os órgãos governamentais e até privados, naquilo que nós chamamos de transparências públicas de governo e fazer acontecer aquilo que nós tanto reivindicamos, porque o tempo passa, mas é necessário que as reivindicações sejam atendidas.

Quando olho para o Mercado Público, vejo aquela população toda atravessando quatro pistas, em dia de chuva, com frio, com carros passando, penso que ali deveria ter um subnível, um pequeno túnel ou uma passarela por cima, pois são 160 mil pessoas que utilizam aquele terminal de ônibus. Então, isso é necessário! É uma obra barata que servirá para melhor qualidade e segurança do nosso povo, pois muitas pessoas já foram atropeladas ali. Todo aquele centro poderá ser melhorado com uma revitalização e com uma administração municipal e estadual.

E nós, da Assembléia Legislativa, estamos reivindicando que passem a acontecer todas essas lutas, todas essas obras, que são baratas e necessárias para a capital de todos os catarinenses.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)