101ª Sessão Ordinária - 30/10/2018
DEPUTADO DIRCEU DRESCH (Orador) - Na continuidade das avaliações que fez sobre as eleições e o segundo turno, considera o resultado uma decorrência de um movimento antipolítico, que começou a ser construído intencionalmente a partir de 2005/2006, e que continuou nos últimos anos.
Acrescenta que o fundo desta disputa é porque o país se tornou um dos maiores produtores de petróleo, despertando o interesse do grande capital internacional, e alerta que não por acaso o presidente eleito já fala em priorizar novamente relações com os Estados Unidos em detrimento de outras relações importantes que foram construídas com a China e outros.
Reafirma a sua luta pela democracia, esperando que não definhem, dentro desse movimento de onda conservadora antipolítica que segregou o país despertando o ódio e a intolerância, os projetos postos para o futuro do país, que não foram sequer debatidos, pois foi um eleição sem debate e confronto dos planos de governo.
Também fala da participação extraordinária das novas lideranças do partido neste processo eleitoral, como a candidata a vice Manuela, do PCdoB, do PSOL, do candidato Boulos, e do PSB e PROS.
Acredita que a decisão do eleitor de jogar-se no escuro, foi manifestar-se contra o kit gay, que nunca existiu, e por acreditar irracionalmente em uma ameaça comunista soviética, votando assim em um candidato que se recusou a participar dos debates. Também reconhece que parte importante do resultado do segundo turno se deve aos erros do partido e incapacidade das forças progressistas de promover um diálogo social profundo, pesando também a incapacidade das lideranças em formar uma frente ampla de partidos conscientes do momento histórico vivido e capaz de abdicar das suas vaidades discursivas.
Declara que, a partir deste momento, o desafio é construir um país que respeite as suas conquistas, pois já se fala na retomada imediata da reforma da Previdência, contra a qual sempre tem se manifestado, entendendo que a sonegação fiscal é um dos grandes gargalos neste setor.
Afirma que neste processo eleitoral a democracia foi extremamente arranhada e prejudicada, criando a situação vivida nos últimos dias, e empenha a sua luta para defender o povo brasileiro, especialmente os que mais precisam, os trabalhadores e trabalhadoras. [Taquígrafa: Sara]