Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Joares Ponticelli

5ª Sessão Ordinária - 27/02/2002

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. Presidente e Srs. Deputados, eu também quero me solidarizar com o Deputado Manoel Mota.

Penso, Deputado, que este assunto é de extrema importância. Essa Comissão proposta por V.Exa. ainda no ano legislativo de 2001, que já foi constituída naquela época, e está em fase de instalação e de início dos trabalhos.

V.Exa. aborda com muita propriedade. É preciso que a nossa Casa inicie definitivamente os trabalhos. Afinal de contas são muitas as denúncias, são muitas as vítimas, e é preciso que no menor espaço de tempo possível a CPI da Assembléia Legislativa de Santa Catarina possa iniciar para atuar, conjuntamente, com a CPI nacional, e, certamente, interligada com as demais CPIs espalhadas pelas demais Assembléias de todo o País.

Sabemos que este crime organizado como é não age isoladamente neste ou naquele Estado. É um crime que tem conexões em vários Estados. É preciso efetivamente que a nossa Assembléia faça a sua parte.

Por isso quero dizer a V.Exa. que vamos também contatar com os líderes dos Partidos da base do Governo para que V.Exa. possa ter as condições de colocar esta CPI em funcionamento.

O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!

O Sr. Deputado Manoel Mota - Eu queria agradecer essa oportunidade e colocar com clareza que esta CPI já atrasou, ela já foi aprovada no ano passado e pela lentidão de alguns Partidos em fornecer os nomes, foi se arrastando e acabou no final com a discussão da BR-101, Orçamento do Governo, ficando inviabilizada de ser iniciada.

Então, depois vieram muitos fatos reais e só ao reassumirmos, na primeira terça-feira, eu já marquei para quarta-feira o seu início. Eu sei que foi meio no afogadilho e nós consideramos, mas tivemos mais oito dias marcados, convocados, e, infelizmente, passamos por esta situação.

Então, hoje eu diria que não marcaria nenhum dia, sem primeiro nos reunirmos para termos certeza de que não vamos fazer um papel tão ridículo como foi feito hoje pela manhã com na presença de autoridades e da imprensa catarinense. Isto é muito ruim para o Parlamento catarinense. É o que eu disse: é dar um alvará para os ladrões de outros Estados se instalarem em Santa Catarina.

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - É verdade, Deputado. De nossa parte vamos contatar. Desconheço ainda a relação dos membros, mas certamente com a Presidência da Casa vamos fazer a nossa parte para que possamos ver, definitivamente, esta CPI em funcionamento.

Mas o assunto que me traz à tribuna na tarde de hoje não poderia ser outro se não a minha alegria pelo dia de glória que viveu o nosso Estado. O dia de ontem ficará consignado na nossa história, especialmente para a comunidade católica brasileira, como um dos dias mais importantes de toda a nossa história.

O fato do Papa João Paulo II ter definido a data de 19 de maio como o dia de canonização da Madre Paulina, que para satisfação não só da comunidade católica, mas de toda a sociedade catarinense e brasileira, terão elevada, a partir de 9 de maio a condição mais alta dos altares da Igreja Católica, aquela que será a nossa Santa, aquela que embora nascida na Itália, mas foi radicada em nosso Estado, aqui desenvolveu sua atividade religiosa, construiu seu patrimônio religioso, fundando a congregação, disseminando a palavra de Deus e deixando para que as suas seguidoras pudessem dar seqüência nesta tão importante obra social que realiza a congregação fundada pela Madre Paulina.

Sentimos quanto esta decisão refletiu nas mais longínquas comunidades do nosso Estado. Digo isto porque recebi informações da minha região, pois também temos, no Município de Imbituba, uma das devotas que receberam graça da Madre Paulina, e que, através desta graça, podemos evoluir nesse processo de buscar efetivamente a canonização da nossa Santa.

Portanto, o Sul de Santa Catarina também está feliz com esta decisão do Vaticano, do comando maior da nossa Igreja, uma vez que a região da Amurel, mais especificamente o Município de Imbituba, que a partir de agora passa a contar com um destaque muito maior no meio católico brasileiro e mundial, uma vez que lá reside a família que recebeu uma das graças fundamentais, vitais para que a Madre Paulina fosse elevada definitivamente à condição de Santa.

E ainda no Sul do Estado, também na nossa região, lá na divisa entre os Municípios de Imaruí e São Martinho, temos uma outra esperança de que brevemente possamos ter também mais uma santa, aí sim genuinamente catarinense.

Falo do processo de beatificação da serva de Deus Albertina Berquenbrock, nascida em Imaruí, que em 1931, foi assassinada para defender sua pureza, e várias são as comprovações de graças recebidas. Agora estamos aguardando o processo de confirmação dos milagres para que possamos ter a nossa serva de Deus, oxalá, um dia elevada a gloriosa condição que a nossa Madre Paulina conquistou, que é a mais elevada dos altares da nossa Igreja.

O processo de beatificação da serva de Deus Albertina Berquenbrock, Sr. Presidente e Srs. Deputados, certamente se dará com um pouco mais de agilidade, uma vez que o nosso Bispo da Diocese de Tubarão, Dom Hilário Moser, o vice-Postulador está dando uma atenção toda especial para a causa. O Padre Sérgio Geremias, tem se empenhado muito, e temos informações do Vaticano de que está sendo dada uma celeridade muito grande ao processo, uma vez que a própria juntada do julgamento do assassino de Albertina Berquenbrock, que se encontrava na Comarca de Laguna, certamente contribuirá em muito para que possamos acelerar esse processo de beatificação.

Na condição de mártir não haverá ainda nesse primeiro momento a necessidade de comprovação do milagre, fazendo com que o processo burocrático possa andar no Vaticano com mais agilidade e quem sabe termos num espaço muito curto a nossa serva de Deus, Albertina Berquenbrock, elevada à condição de beata.

E a partir daí certamente todo esse empenho da comunidade católica de Santa Catarina, da nossa Arquidiocese, de todas as nossas Dioceses que se envolveram nessa questão da canonização da Madre Paulina, haverão de encontrar novamente esforços conjugados, buscar essa integração, essa junção de forças de toda a comunidade católica, para que possamos também, já que temos know-how, daqui para a frente, dar seqüência nesse processo e vermos brevemente, quem sabe, a nossa serva de Deus, Albertina Berquenbrock, elevada a essa condição suprema.

Por isso, quero, em nome da comunidade católica do Sul de Santa Catarina também manifestar a nossa alegria, cumprimentar a congregação, todas as irmãs, as seguidoras da nossa Santa Paulina, àqueles que trabalharam muitas vezes silenciosamente e arduamente nesse processo de canonização.

Com toda certeza, no dia 19 de maio de 2002, teremos por todos os recantos de Santa Catarina uma grande celebração, uma alegria muito positiva de todos os devotos, de toda comunidade católica e, com toda a certeza, esse fato haverá de contribuir para a consolidação das ações da nossa Igreja para que possamos cada vez mais buscar no bom exemplo de Santa Paulina, o exemplo para que possamos fazer com que as nossas vidas possam se assemelhar as suas ações, especialmente na preocupação com as causas sociais.

Ela, que se dedicou a essa causa, que construiu um patrimônio, que construiu uma obra que deixou para cuidar dessas ações, certamente, agora, na condição de Santa, haverá de contribuir muito mais para que possamos cada vez mais seguir o seu belo exemplo.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)