72ª Sessão Ordinária - 01/09/2015
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. Presidente, srs. deputados e sras. deputadas, todos que nos acompanham. Volto a esta tribuna sr. Presidente, para falar sobre a Segurança Pública em Santa Catarina.
Não posso me calar! Ontem visitei - depois de duas semanas que já estava agendando essa visita - duas famílias no interior do município de Saudades, a família Ternos e a família Bercauer. As duas famílias perderam jovens rapazes, por violentas mortes, um queimado dentro de um carro e o outro morto de forma brutal. A morte brutal de um rapaz também escondido dentro do porta-malas do seu próprio carro!
No final de semana, tivemos a informação de quatro jovens mortos em Chapecó. Pode-se falar: "Ahh... mas foram jovens metidos com tráfico!", mas nós não podemos admitir isso! Que Santa Catarina se transforme em um estado violento ou quem sabe, dos mais violentos; suas cidades as mais violentas do país.
Quero trazer esta informação porque estou percebendo um grande processo de impunidade, e reafirmo também a situação da falta de policiamento e de estrutura da polícia militar e civil.
Vejo aqui também outros deputados: deputado Aldo Schneider, fez hoje um pedido de informação inclusive sobre o concurso público de policiais; deputado José Milton Scheffer, fazendo aqui uma indicação sobre o tema dos policiais militares e que levanta a problemática da segurança no nosso Estado.
Peço, sr. Presidente, para a assessoria exibir a reportagem, muito rápida, que vem tratando esse tema.
(Procede-se a exibição do vídeo)
É isso aí! Só quero citar que há concurso aberto, o povo clama por mais segurança, mas também não é só policial que resolve, está muito claro. Há necessidade de ter política de prevenção, ou seja, um processo construído para resolver a questão da segurança e da insegurança pública. Por exemplo, a apuração de crimes que é um das grandes reivindicações das famílias visitadas, uma vez que a impunidade vai tomando conta, e o crime está cada vez mais solto para as suas atividades.
Então, quero levantar isso e também, sr. presidente, dizer que fizemos na última quinta-feira uma audiência pública sobre o sistema prisional que coloca um grande alerta também da superlotação dos nossos presídios, da falta de política de recuperação dos presos que no futuro vão voltar e conviver com a sociedade. Isso é uma grande preocupação, como também a terceirização, o seu custo, o estado diz que precisa terceirizar para baratear o custo, mas o Tribunal de Contas, no seu relatório, levanta justamente o contrário que o custo da terceirização está dobrando para o estado.
Então, isso tudo precisa ser enfrentado, discutido e, com certeza, não é só com palavras, com promessas, como vimos aí, que a coisa se resolve. É pela questão da ação concreta, como disse o deputado Silvio Dreveck. Não é inchar a máquina, mas prestar serviços à sociedade com todos os seus direitos. É Isso que a sociedade exige.
Obrigado, presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)