55ª Sessão Ordinária - 09/07/2008
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. deputadas, amigos catarinenses que nos ouvem pela Rádio Digital Alesc e nos assistem pela TVAL, ontem, através dos canais de televisão, através da imprensa, foi divulgado o incidente ocorrido num dos maiores e mais históricos hospitais de Santa Catarina, o Hospital Governador Celso Ramos, hospital esse cujos médicos têm um carinho especial porque a maioria deles já passou também por lá no período de sua formação, como eu passei de 1982 a 1985, quando fiz residência em urologia, e outros tantos que fizeram residência em clínica médica, em cirurgia geral, em ortopedia e agora, também, em oftalmologia.
Então, nós assistimos àquele incidente naquele hospital público, onde foi feita uma cobrança indevida. Mas quero aqui destacar o aspecto de que a população precisa saber que apesar da deficiência que há, apesar ainda da limitação que temos na secretaria da Saúde, no atendimento médico como um todo, existe um esforço muito grande, primeiramente, por parte da secretaria, por parte do governo e existe um número grande de atendimentos acontecendo de forma anônima. O Hospital Governador Celso Ramos tem mais de mil funcionários, uma história de mais de 35 anos e mais de 200 médicos.
Hoje, pela manhã, estava com a diretoria do referido hospital, com o diretor-geral dr. Libório Soncini, juntamente com o dr. Luciano e o dr. Roma, e apresentava os meus números. A emergência atendeu, no ano passado, cerca de mil pacientes, o que corresponde a uma população igual à metade da população de Florianópolis. Se contarmos os atendimentos que aconteceram dentro do hospital em forma ambulatorial, em forma de cirurgias ou de exames, mais de 400 mil pacientes foram atendidos naquele hospital. Certamente um número parecido deve ser atendido no Hospital Regional de São José, um número menor, mas muito significativo, até porque a estrutura do hospital é menor, bem como em outros hospitais.
Diante desse limite de 400 mil pacientes anonimamente atendidos, em que somente um caso mereceu destaque nos meios da comunicação, eu quero dizer que existe um esforço constante por parte da direção, existe um esforço e uma dedicação infindável por parte dos quase mil funcionários que o hospital tem e por parte da maioria dos médicos, das enfermeiras, dos atendentes, enfim, das especialidades médicas que temos ali no hospital.
Então, eu queria enfatizar aqui que essa denúncia não pode cobrir, não pode ficar à frente de um grande horizonte, de um grande número de pessoas que vêm sendo atendidas, apesar, repito, dos limites.
Diante desses limites, deputado Antônio Aguiar, deputado Romildo Titon, para o qual comentava esse assunto, e deputados que aqui vejo atentos a essa questão, quero informar que amanhã à noite, às 19h, o dr. Lester Pereira, que é diretor-geral da secretaria da Saúde, estará reunindo dois representantes da ortopedia. A ortopedia é uma especialidade e além de existir essa especialidade no hospital, há também o serviço de residência, na qual v.exa., deputado Antônio Aguiar, é especialista. E gostaríamos de tê-lo presente, se possível, nessa reunião, justamente porque a equipe de ortopedia será coordenada pelo dr. Cícero, pelo dr. Erlon de Amorim e pelo dr. Antônio Albino Dorneles, como também pela equipe de cirurgia-geral, que será representada no mínimo pelo dr. Roma, um dos diretores do hospital, e por representantes da urologia, que são o chefe da residência e o coordenador de residência, drs. Edemir Westphal e Níveo Teixeira.
Nessa reunião estaremos elencando, finalmente, as chamadas torres básicas e os equipamentos que serão utilizados para fazer as cirurgias chamadas de videocirurgias ou endocirurgias. E essas cirurgias estão sendo realizadas há mais de 15 anos em pacientes particulares, em clínicas, porque em nenhum lugar do Brasil isso acontece, até porque não existe ainda essa tabela de procedimento, o Ministério da Saúde vai publicá-la através de portaria. Mas graças ao trabalho desses médicos anônimos, porque não aparecem nem como ruins nem como bons, mas eles são bons, é que acontece esse grande número de atendimentos.
Nós temos, sim, que melhorar, principalmente, as condições de trabalho, melhorar os equipamentos que eles usam. Por quê? Porque o especialista se sente incomodado de realizar muitas vezes um procedimento sabendo que se houvesse disponibilidade tecnológica poderia fazer um procedimento mais econômico, do ponto de vista de agressão física para o paciente. No entanto, tem que executá-lo de outra forma.
Mas eu espero que, a partir da sexta-feira ou da próxima semana, o dr. Lester já esteja encaminhando a compra desses aparelhos de última linha, disponibilizando-os para o Hospital Governador Celso Ramos, na especialidade de ortopedia, de cirurgia-geral e de urologia.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)