Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Djalma Berger

16ª Sessão Ordinária - 29/03/2006

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, quero dizer da minha satisfação em retornar a esta Casa depois de nove meses à frente da secretaria de Obras da cidade de Florianópolis.

Acho que lá pude representar bem o Parlamento catarinense e em momento algum me descuidar das minhas atividades de deputado estadual, sempre dando aquele apoio e aquela assistência aos nossos amigos, companheiros e irmãos do estado de Santa Catarina e da região que representamos.

Na secretaria de Obras, sr. presidente, empreendemos algumas ações, as quais gostaríamos de colocar aos nobres pares, ao governo do estado, para que, em algum ponto, possamos transformá-las em ações estaduais.

Queria falar hoje, no primeiro dia do meu retorno a esta Casa, a respeito do transporte coletivo de Florianópolis, de como foi implantado este modelo justo, socialmente equilibrado, prestigiando as pessoas que moram na região mais periférica, mais distante do centro geográfico da nossa cidade.

Em 2005, quando assumimos a prefeitura, tínhamos em operação nove terminais, sete na ilha e dois no continente. Os terminais, para nossa surpresa e decepção dos usuários, eram cercados, não se conseguia sair de uma plataforma para outra, o idoso queria ir ao banheiro e perdia o lugar na fila. Uma coisa simplesmente constrangedora para qualquer pessoa, para qualquer ser humano que tenha um pingo de sensibilidade social.

Este modelo era executado desta forma em face do sistema tarifário que era utilizado. Existiam sete patamares de tarifas. A menor era de R$ 1,55 e a maior, de R$ 2,75. Aí tínhamos tarifas de R$ 1,60, de R$ 2,20, de R$ 2,30 e de R$ 2,75.

Propusemos algumas intervenções na operação dessas linhas do nosso município. Foram literalmente fechados, porque não serviam para nada, não tinham nenhuma utilização, eram realmente elefantes brancos, três terminais do sistema desintegrado que nós tínhamos até então em Florianópolis. Foram fechados os terminais de Capoeiras, do Jardim Atlântico e do Saco dos Limões. A municipalidade de Florianópolis gastou R$ 5 milhões na construção dos dois terminais do continente e mais R$ 1,250 milhão no do Saco dos Limões, que foi literalmente um desperdício. No terminal de Santo Antônio de Lisboa logo terão que ser tomadas outras medidas para viabilizar sua execução.

Hoje conseguimos implantar, sr. presidente, a tarifa única no valor de R$ 1,75 para todas as pessoas que moram na cidade de Florianópolis.

Aquela história de que Florianópolis era diferente, de que era uma ilha, de que a distância de um ponto a outro dava quase cem quilômetros e de que havia linha de 45 quilômetros, comprovou-se na prática, após um estudo mais aprofundado, que não correspondia à realidade.

Deputada Ana Paula Lima, quanto à tarifa de R$ 1,75, eu não conheço política social mais justa, ou seja, permitir às pessoas de uma região mais periférica ter acesso ao emprego, no centro da cidade, pagando uma tarifa muito menor do que vinham pagando até então.

A tarifa mais cara de Florianópolis, que era de R$ 2,75, hoje é de R$ 1,75. Com este valor, uma pessoa que compra 50 passes no mês fará uma economia mensal de R$ 50,00, para se deslocar pela nossa cidade.

Isso demonstra uma preocupação social, um trabalho na busca da justiça social e isso é, sim, inclusão social, ou seja, dar condições às pessoas de poderem ir e vir.

Sr. presidente, o nosso tempo é curto. Tivemos a oportunidade de apresentar ao nosso candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, eu e o prefeito de Florianópolis, meu irmão Dário Berger, dois projetos para fazer parte do programa nacional do PSDB.

Um deles é um modelo de política social para o transporte coletivo das regiões metropolitanas, em que o governo federal, aí sim, vai ter sua parcela de contribuição para que possamos, efetivamente, ter uma sociedade mais justa e mais equilibrada.

O outro projeto é a famosa Operação Tapete Preto, que deverá ser feita em todo país, deixando as estradas nacionais com a qualidade que todos nós queremos e não precisaremos mais ter que tapar buracos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)